O Custo do Vício
Temos hoje quatorze dicas especiais (e simples) oferecidas por Gustavo Cerbasi para uma vida financeira mais equilibrada. Se não começou a pensar nisso, nunca é tarde, afinal, ninguém melhor para cuidar de seu dinheiro do que você mesmo. Seja um bom gestor de suas finanças.
Por Gustavo Cerbasi
Dia desses, uma jornalista me pediu para enumerar sete pecados e sete regras de ouro para o sucesso na vida financeira do casal. O porquê do número sete, eu não sei. Mas a reflexão sobre a pergunta da jornalista me levou a enumerar quatorze idéias que hoje quero compartilhar com você, ouvinte.
Os sete maiores pecados, pois existem outros, são:
1) Não colocar as contas na ponta do lápis ao menos uma vez por mês;
2) comprar a casa própria muito precocemente, quando a renda do casal ainda é baixa e só é possível financiá-la em prazos muito longos;
3) comprar a prazo, o que deveria ser evitado mesmo quando aparentemente não há vantagem matemática em pagar à vista;
4) entrar em financiamentos muito longos na compra da casa e do automóvel;
5) não ter um plano que garanta uma robusta renda futura, independente do trabalho;
6) não contar com uma reserva financeira para emergências e gastos inesperados; e
7) não criar oportunidades para falar sobre dinheiro e sobre sonhos.
Para uma vida financeira mais tranqüila, as sete regras de ouro que enumero são as seguintes:
1) Realizar o orçamento doméstico, mesmo que de maneira simples – é o caminho para antecipar “furos” na conta e ajudar a saber o quanto podemos gastar em uma ida ao shopping, por exemplo;
2) somar esforços na hora de investir e nos produtos que podem proporcionar vantagens, como o cartão de crédito – quanto melhor nosso relacionamento, mais vantagens conseguimos das instituições financeiras;
3) poupar para pagar os itens de consumo à vista ou ao menos para poder dar uma grande entrada, que viabilize financiamentos em prazos mais curtos;
4) procurar comprar sempre à vista (nada como a sensação de desfrutar do consumo e não ter que assumir o abacaxi de várias prestações a pagar);
5) começar, o quanto antes, um projeto de investimentos para garantir a independência financeira do casal (pode ser um simples plano de previdência);
6) fazer pequenas poupanças além do plano de independência, seja para usar nas emergências, seja para viabilizar gastos que, de tempos em tempos, podem vitaminar o relacionamento (viagem, renovação da casa, um jantar a dois); e
7) unir forças na busca de objetivos comuns e também de objetivos individuais, conversando mais a dois e com os filhos sobre sonhos, desejos e sacrifícios a fazer para conquistá-los.
São minhas dicas, para que vocês enriqueçam juntos.
Texto publicado na coluna de Gustavo Cerbasi para o Primeiro Programa.