Objetivos - tenha ao menos um!
março 13, 2008 por Fabio Camatari
Arquivado em Atitude, Motivação
Hoje pela manhã, ouvi um texto muito bom sobre Objetivos. Faça uma pausa, liste seus objetivos, tenha-os em mente, seja fiel a eles, mude-os se for necessário, mas mantenha-os sempre bem claros a você e sua família.
por Andrew Matthews
O objetivo é aquilo que nos faz seguir adiante… Quando perdemos nosso momento e nossa direção, estamos simplesmente perdidos! Você já notou que, em geral, o período em que ficou mais feliz foi no meio de um projeto, e não no fim? Já percebeu que assim que termina alguma coisa fica logo ansioso procurando outra? Pois então…
É próprio de nossa natureza ter objetivos. Não podemos viver sem eles, pelo menos, não por muito tempo. Por isso, se você não tem uma lista deles em mãos, está precisando de uma. O tipo de objetivo não é tão importante, desde que você tenha um!
Algumas pessoas conseguem adiar continuamente a realização daquilo que elas consideram que devem fazer na vida. Elas não têm certeza de que o objetivo que têm em mente é o mais perfeito para elas, por isso nunca fazem nada!… Vale lembrar que as pessoas bem sucedidas encaram uma escolha errada como uma valorosa experiência de aprendizado… Isso é o que chamamos de “precessão”, ou seja, o princípio que sempre nos assegura de que ganhamos muitas coisas além do próprio objetivo em si. De fato, o mais importante não é alcançar o objetivo, mas aprender e crescer ao longo do processo….
Se você decide que vai atravessar a Europa a pé, ou que vai ter uma Ferrari, ou se decide começar o seu próprio negócio, a coisa mais importante não é a caminhada, o carro ou o negócio – mas o tipo de pessoa que você precisa se tornar para atingir o seu objetivo. Enquanto persegue seus objetivos, você pode desenvolver mais coragem e determinação, refinar seus poderes de persuasão, aprender sobre disciplina pessoal, desenvolver sua resistência, adquirir mais autoconfiança, encontrar seu parceiro na vida, ou apreender a preencher um cheque…
Quando estamos elaborando um objetivo, é válido lembrar de como as coisas funcionam neste planeta. Nada por aqui percorre linhas restas; portanto, nenhum objetivo é alcançado sem reveses – os reveses fazem parte do plano das coisas… As pessoas bem sucedidas não são tão brilhantes, talentosas e únicas assim. Elas apenas têm um certo conhecimento sobre a maneira como as coisas funcionam e percebem que seu progresso pessoal se dá de acordo com os princípios que governam tudo em torno delas. Elas percebem que nós alcançamos nossos objetivos por meio da correção contínua. Nós nos desviamos do caminho, corrigimos o curso e voltamos para ele. Os navios fazem isso… Portanto, corrigir é a ordem.
Texto de Andrew Matthews no livro “Seja Feliz“, veiculado hoje pelo Primeiro Programa.
Geórgias
março 12, 2008 por Fabio Camatari
Arquivado em Atitude, Motivação
Em seu artigo desta semana, Luciano Pires traz o relato de Geórgia, uma pessoa do Bem. Nada mais justo que seja estampado no Almanaque, feito para Gente assim, com atitude.
por Luciano Pires - Café Brasil
Os e-mails que recebo de leitores são uma riquíssima fonte de inspiração. Retratam fatos, sentimentos, visões de mundo e me honram quando descubro que existe gente informada, interessada e inteligente estabelecendo um diálogo internético comigo. Mas certos e-mail são mais especiais que outros. São aqueles que tratam de sonhos, de ideais, de paixões e de esperanças. Aqueles que desnudam a alma de quem escreve. Como este, remetido por Georgia, lá do Rio Grande do Sul:
“Luciano, eu estudei praticamente minha vida inteira em escola pública. E você deve ter ciência da anêmica produtividade que esse ensino nos proporciona. Professores de péssima qualidade que devolvem aos estudantes a pobreza do contra-cheque numa aula débil e limitada. Não vou culpar a todos, mas a maioria confirma minhas palavras.
Concluí meu segundo grau, pasme: não sabendo o que eram capitanias hereditárias. Passei a vida escolar ouvindo isso, mas não fazia idéia do que se tratava. Decidi então fazer vestibular para qualquer curso superior que me parecesse divertido (afinal, estudo não tinha exatamente um sabor adocicado na minha língua). Optei por Relações Públicas na federal do Rio Grande do Sul. Média alta. Precisava estudar e para isso era necessário saber o que eram as tais capitanias hereditárias. Abri temerosa um livro de história e comecei a ler… e ler… e ler… Não me satisfiz com história, passei para português, geografia, biologia… continuei a ler, ler… Tive a grata surpresa de perceber em mim a paixão pelo estudo, pelo saber… Ou seja, uma tremenda CDF.
Em meio a essa descoberta, tomei a decisão de virar professora. Mas não uma professora qualquer, minha idéia era ser uma representante da educação estilo Kevin Kline em o Clube do Imperador. Melhorar essa porcaria de ensino do qual eu sou fruto. Bom, a história é que graças ao Prouni vou cursar este ano a faculdade de geografia. Eu, sendo carente, consegui bolsa integral.
Estou conseguindo a realização de um sonho. Prestes a virar a partir de março uma universitária, eu sei que farei parte dos 13% da população brasileira que têm ensino superior. E, claro, sendo eu um projeto malogrado de um ensino deficiente, tenho consciência do quanto essa vitória sinaliza minha força de vontade. Sei que meu plano megalomaníaco de ascender a educação brasileira a um nível de país desenvolvido é um projeto que não poderei arcar sozinha. Enfrentarei a desvalorização de uma profissão, um salário irrisório e um cansaço diário pré e pós aula.
Porém, se de trinta alunos, um sair da sala de aula com vontade de continuar em meio aos livros, com consciência política, econômica e ambiental, com discernimento mais amplo da realidade; eu já terei sobre o meu travesseiro uma mente tranqüila de quem não está deixando a vida passar em branco. Cansei de culpar o governo. Se é a minha parcela que posso dar, ela será entregue de forma integral.”

Não conheço a Georgia. Não sei quantos anos ela tem, qual a cor de sua pele, se é gorda ou magra, loira ou morena. Só consigo imaginá-la a partir do texto que me emocionou.
Qual é a fórmula para produzir mais Geórgias? Não parece que é sua origem. Não é a educação. Não é a posição social. Não são as oportunidades. Parece que é um fogo interior, a vontade de aprender.
Mas antes de tudo vem algo mais importante. Geórgia não se conformou. Tomou uma decisão, enfrentou os riscos, sentou para ler e descobriu uma paixão. Georgia se deu uma chance. Mais que isso: mostrou-se generosa. Colocou como objetivo estimular outras Geórgias.
Os urubus vão achá-la sonhadora, iludida, inocente.
Para mim, Geórgia é necessária.
Nossa Missão Pessoal
março 12, 2008 por Fabio Camatari
Arquivado em Atitude, Carreira, Motivação
“O que existe atrás de nós e o que existe à nossa frente são problemas menores, se comparados ao que existe dentro de nós.” – Oliver W. Holmes
Este é o primeiro texto de minha autoria a ser postado no Almanaque… que responsabilidade!
Escreverei sobre algo que realmente teve efeito sobre meu comportamento: a descrição de minha Missão Pessoal.
Por Fabio Camatari
Meus últimos anos foram marcados por intensa busca de conhecimento nas áreas de liderança, comportamento e eficácia, tanto profissional quanto pessoal. Assim, uma das obras que li foi justamente “Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”, de Stephen Covey. Confesso que comecei a ler este best seller com certo receio, pois já na capa temos a inscrição “Lições Poderosas para a Transformação Pessoal”.
O livro realmente possui lições poderosas, mas gostaria de partilhar algo que realmente fez a diferença e que carrego constantemente comigo, minha Missão (ou Credo) Pessoal.
Uma maneira eficaz de obter Liderança Pessoal é ter seus objetivos sempre em mente. Temos que nos exercitar para saber exatamente o que queremos para nossas vidas. Citando Alice no País das Maravilhas: “Se você não sabe para onde deseja ir, qualquer caminho servirá…” Primeiramente, saiba que todas as coisas são criadas duas vezes.
Sim, tudo é criado duas vezes, a primeira, mentalmente e a segunda, na prática. Imagine construir uma casa sem os desenhos e plantas, planejar uma viagem sem conhecer o roteiro ou caminhos a seguir.
Imagine então seu próprio funeral. O que gostaria que as pessoas presentes nele dissessem a seu respeito, antes do enterro? Nele estão sua família, seus amigos, seus colegas de trabalho e também os conhecidos de qualquer organização ou grupo a que pertença. Viu algo familiar entre o que imaginou e o que está fazendo neste momento?
Assim você pode começar a esboçar este caminho pelo qual alcançará seus objetivos, ou como deseja ser reconhecido. Vale lembrar que cada um tem suas necessidades ou desejos, mas uma história que resume o perfil daquele que que se prende apenas às realizações materiais: Dois amigos se encontram depois da morte de outro amigo – “Sabe quanto ele deixou?” e o outro responde: “Ele deixou tudo…”
Sugiro que faça a mesma reflexão, colocando no papel tudo aquilo que assim deseja e mantenha sempre a vista. Revise periodicamente, para saber se deve acrescentar algum valor ou princípio. Sua Missão será sua própria Constituição. Quer um exemplo do que colocar? Veja um trecho de minha própria:
“Seja bem sucedido em casa, como marido e pai; busque e seja digno da ajuda de Deus; nunca comprometa sua honestidade e valores; lembre-se de todos envolvidos no que faz; dê conselhos; ouça sempre os dois lados; ouça o dobro do que fala; defenda os ausentes…” e por aí vai.
Em meu atual momento profissional, me manter fiel ao que acredito tem sido determinante na forma de conduzir minha vida e a principal ferramenta para isso, está fixa em minha mesa, bem ao lado do monitor do computador.
Ainda vou voltar a este assunto…
Fabio Camatari (sou eu!)é tecnólogo, pós graduado em engenharia e administração. Paralelamente almeja um dia ser ouvido por mais pessoas que os pacienciosos amigos e a amável esposa.
Ensaio sobre a Amizade
março 11, 2008 por Fabio Camatari
Arquivado em Atitude, Motivação
Gostaria de trazer um texto sobre a Amizade. Em busca de meus próprios arquivos e de sites de outros autores, encontrei o Ensaio sobre a Amizade, de Tom Coelho, que trago agora na íntegra.
por Tom Coelho
“A gente só conhece bem as coisas que cativou.
Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma.
Compram tudo prontinho nas lojas.
Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos.
Se tu queres um amigo, cativa-o!”
(Antoine de Saint-Exupéry, em O Pequeno Príncipe)

Quando crianças, temos um mundo inteiro para descobrir e explorar. E este mundo parece não ter fronteiras, tamanha sua vastidão. Olhamos ao redor e tudo o que vemos é a linha do horizonte.
Mas há um aspecto muito bem delimitado. Ele corresponde à amizade. Nossos amigos são poucos e estão sempre próximos. Acompanham-nos à escola, curtem o recreio conosco, partilham a merenda. Ao lado deles fazemos as tarefas, estudamos para as provas, praticamos esportes e brincamos.
A idade avança e somos contemplados com o rótulo de adultos. Mudam nossos propósitos, responsabilidades e prioridades. E, quase que invariavelmente, também mudamos de casa, de bairro, talvez de município, Estado ou mesmo país.
Nosso mundo, agora, fica bem delineado. Passamos a tratar com mais e mais pessoas e, paradoxalmente, cultivamos menos amizades porque nossas relações são todas marcadas com o lacre da superficialidade.
Pessoas entram e saem de nossas vidas. Muitos passam a ser nossos conhecidos, de um vizinho que mora na casa ao lado ou no apartamento do andar de cima, a profissionais que vemos em uma reunião de negócios ou congressos. Sobre estes, pouco ou nada sabemos, nem mesmo o nome.
Já alguns passam a ser nossos colegas. Dividem o tempo e o espaço conosco, sobretudo no ambiente de trabalho. Por conta deste vínculo, temos objetivos comuns, metas a serem alcançadas, até valores corporativos alinhados! Sabemos seus nomes, seus cargos, suas atribuições, mas podemos conviver por anos separados por uma única divisória ou porta sem conhecer suas preferências, sua família, sua história de vida.
De tanto refletir, descobri algumas coisas que dizem respeito à amizade.
Amigos são pessoas que compartilham com alegria as nossas vitórias, mas que nos acolhem despretensiosamente nos maus momentos. Nós os descobrimos na adversidade e na infelicidade. São apoiadores por natureza, mesmo quando discordam de nossas posições. Bons ouvintes, concedem-nos sua atenção e sabem que muitas vezes não queremos opiniões ou comentários, mas apenas sermos ouvidos com paciência.
Adeptos da diversidade, pouco lhes importam aspectos como raça, credo ou condição sócio-econômica, pois respeitam nossas diferenças antes mesmo de desfrutar as semelhanças. Surpreendem-nos com freqüência e são admiráveis confidentes, compartilhando seus segredos – e os nossos.
Não existem bons ou maus amigos, sinceros ou dissimulados. Por definição, um amigo é verdadeiro, honesto, leal e digno de honra e admiração. Lembro-me de Publius Syrus: “A amizade que acaba nunca principiou”.
Melhor do que conquistar novos amigos é conservar os velhos. Por isso, visite seus amigos com freqüência. O mato cresce depressa nos caminhos que são pouco percorridos. Relacionamentos não se constroem por telefone ou e-mail. São bons expedientes para se manter uma amizade, mas precisamos mesmo é estar “cara a cara” com as pessoas que apreciamos. Olhos que brilham, braços que envolvem, palavras que acalentam. Vale o alerta de Fred Kushner: “Eu deveria ter visitado mais meus amigos e lhes contado como me sentia em vez de só encontrá-los em enterros”.
A amizade torna as pessoas mais amenas, gentis, generosas e felizes. Mas, para se ter amigos, é preciso antes ser um. E isso envolve atitude…
Começar junto e terminar junto. Assim se edifica uma sólida amizade.
Tom Coelho, com formação em Economia pela FEA/USP, Publicidade pela ESPM/SP, especialização em Marketing pela Madia Marketing School e em Qualidade de Vida no Trabalho pela USP, é consultor, professor universitário, escritor e palestrante. Diretor da Infinity Consulting e Diretor Estadual do NJE/Ciesp. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br.
Que tipo de profissional o mercado está querendo?
março 10, 2008 por Fabio Camatari
Arquivado em Atitude, Carreira

por Max Gehringer
Está mais fácil conseguir emprego no Brasil. De cada 15 pessoas que procuraram emprego em 2007, 14 conseguiram. Logo, quem está na luta não deve desanimar. Existe emprego e todas as pesquisas recentes mostram isso.
As estatísticas confirmam: está mais fácil conseguir emprego no Brasil. Em algumas cidades, como São Paulo e Belo Horizonte, o aumento da oferta chega a 7%.
Mas isso não quer dizer que não haja concorrência. Há e muita. As chances são cada vez maiores para quem tem diploma universitário. Para esclarecer, convocamos nosso consultor Max Gehringer para saber que tipo de profissional o mercado está querendo.
Para quem está procurando emprego, as horas passam devagar e as semanas passam depressa. No Brasil, atualmente, existem duas situações contraditórias. Tem gente que está procurando emprego e não acha. Tem empresas querendo contratar, mas não encontram os candidatos certos.
De cada 15 pessoas que procuraram emprego em 2007, 14 conseguiram. Logo, quem está na luta não deve desanimar. Existe emprego e todas as pesquisas recentes mostram isso.
Estamos falando da quantidade de vagas e não da qualidade delas. Existem duas coisas que essas pesquisas não mostram.
A primeira é o grau de satisfação de quem está empregado. Com a função, o ambiente da empresa, as possibilidades de carreira, o mau humor do chefe, ou com o café que não tem cheiro nem gosto.
E a segunda coisa é que muitos profissionais não estão atuando na área em que se formaram. É aquela dúvida entre aceitar o que aparece ou esperar pelo emprego perfeito.
O emprego perfeito não existe. Mas a situação atual, embora não seja a ideal, é a melhor dos últimos anos. Pensando num futuro bem próximo, quando as boas vagas estarão ainda mais disputadas, aqui vão quatro recomendações.
Primeira: quem é jovem não deve esperar muito para conseguir o primeiro emprego.
Segunda: se não houver uma vaga na área que você deseja, não fique parado. É melhor aceitar uma oportunidade razoável que aparece, do que ficar esperando pela vaga perfeita.
Terceira: estude. Não importa se você tem 20 ou 40 anos. Um diploma, que parece não fazer falta hoje, fará muita falta amanhã.
Quarta: acerte no curso. Uma coisa é o que a pessoa gostaria de estudar. Outra coisa é saber se existirão oportunidades naquela área.
Uma das maiores consultorias de recrutamento do Brasil informou que, no ano de 2007, para aquelas vagas que exigem curso superior, os profissionais mais procurados foram os formados em Engenharia, Administração de Empresas e Informática.
Por isso, antes de optar por um curso que tem um nome bonito e atrativo, dê uma pesquisada para saber qual é o tamanho do mercado para aquela profissão.
Max Gehringer é consultor, administrador e autor. Escreve sobre de carreira e gestão de empresas. Texto publicado no site do Fantástico.



