Negócio Próprio ou Emprego?

abril 1, 2008 por Fabio Camatari  
Arquivado em Negócios


FinançasSe você é recém formado ou vive um momento profissional onde deseja avaliar a possibilidade de ter seu próprio negócio, veja o texto de Gustavo Cerbasi. E lembre-se de avaliar também se possui perfil empreendedor.

Por Gustavo Cerbasi

Dia desses, palestrando em uma universidade, questionaram-se se qual seria a melhor opção de trabalho para um recém formado. Tentar investir em um negócio próprio ou trabalhar como empregado?

Bom, existem tanto riscos quanto oportunidades em ambas as alternativas.

Você pode abrir um negócio próprio e perder em pouco tempo tudo o que tem por falhas de gestão, decorrentes de falta de experiência. Você pode optar pelo emprego e demorar a subir na vida, também em razão da pouca experiência adquirida em trabalhos muito limitantes.

Em ambos os casos, os riscos dependem essencialmente de sua limitação de conhecimento. É por isso que afirmo que o melhor investimento que podemos fazer é em tempo para aprender.

Já para investir em um negócio próprio é preciso muito mais dinheiro do que as pessoas imaginam ou calculam. Não basta instalar seu consultório ou escritório, é preciso ter também recursos, o chamado capital de giro, para se manter com conforto e investir em marketing durante ao menos dois anos. Por isso, um novo negócio depende de um bom patrimônio, algo de que poucos jovens podem dispor.

Para subir na vida como empregado o que você precisa é de uma boa formação, e não de dinheiro. Você dirá que para ter uma boa formação é preciso ter muito dinheiro, mas isso não é verdade. É para quem não em dinheiro e tem muita vontade de crescer na vida que existem bolsas de estudo e crédito educativo.

Por essas diferenças, eu evito me referir a alguém como trabalhador ou empreendedor. Na prática todos devemos ser as duas coisas.

Para ter sucesso na carreira e nas finanças, eu recomendo a todo jovem profissional que procure começar sua carreira como empregado, trabalhando para ou com alguém mais experiente, sem grandes compromissos financeiros a pagar, visando adquirir maturidade para tocar o próprio negócio.

Certamente, essa opção tende a propiciar uma renda menor, mas é o pedágio a pagar para adquirir experiência, e então empreender um negócio próprio.

OS INCONFORMISTAS

abril 1, 2008 por Fabio Camatari  
Arquivado em Atitude, Inovação, Motivação


EverestVocê costuma pensar sobre o papel que a sociedade espera que desempenhe? Sim? Então, analise melhor suas metas pessoais, pois este é um sintoma daquele que é conformado, ressentido ou passivo. É aquele que olha o sucesso alheio e critica-o. Cuidado…

Por Luciano Pires

Alguns dias atrás me reuni com um consultor financeiro para receber dicas de como preparar meu futuro. E a primeira pergunta foi desconcertante. Ele queria saber quando é que eu pretendia parar de trabalhar para curtir minha aposentadoria. Foi a primeira vez que pensei nisso. E eu não tinha a resposta. Chutei: “setenta e cinco anos”. Ele achou exagerado e propôs um exercício considerando sessenta e cinco anos.
Nossa reunião acabou ali, pois enquanto ele falava minha cabeça estava viajando.

– Sessenta e cinco? Pô, vou fazer cinqüenta e dois. Só mais treze anos? Que horror! Aposentadoria? Pijamão? Papete? Aaaaahhhhh!!!!!!

Aos sessenta e cinco eu faria parte de uma categoria diferente de cidadão. Tenho impressão que para a sociedade, ter mais de sessenta é como ter uma deficiência física… A pessoa é rotulada como “limitada”.

E naquela hora caiu a ficha. O que será que a sociedade reserva para mim daqui a treze anos?

Lembro-me claramente quando, nos anos 1980, Jô Soares anunciou que deixaria seu programa de humor para dedicar-se a entrevistas. Saiu da Globo e foi para o SBT, o que foi considerado uma loucura. Ele estava com cinqüenta anos e era um sucesso como humorista. Fiquei impressionado com a coragem daquela decisão. Aos cinqüenta, quando a turma pensava em aposentadoria, Jô decidia começar de novo… Precisei amadurecer vinte anos para entender as razões daquela decisão maluca.

>> Veja o artigo completo

« Anteriores