As 20 Ações Campeãs!
Os papéis que tiveram a melhor classificação no ranking Você S/A- Economática são dos setores que cresceram junto com a economia e devem continuar sendo escolhas certeiras.
Aplicando as sugestões destes 20 melhores papéis no Infomoney Em Ação (www.emacao.com.br) o resultado de maio está bom, em vista das oscilações do mercado. Vamos continuar acompanhando, mas as perspectivas são muito boas!
Há uma frase antiga que circula entre as mesas de operação do mercado financeiro: ganhos passados não são garantia de rentabilidade no futuro. Pura verdade. Mas a trajetória histórica de uma ação pode ser um bom indicador do desempenho que o papel pode ter nos próximos meses. As 20 ações que encabeçam o ranking você s/a-Economática de 2008 vieram de empresas que fazem parte de áreas da economia que tiveram forte crescimento no ano passado, como siderurgia e mineração, energia elétrica, finanças e seguros e comércio. Quando a economia vai bem, as empresas crescem e os acionistas ganham mais. Antes de colocar seu dinheiro em uma ação, não custa lembrar: você deve ficar de olho em como anda a economia e também em como vai o negócio da empresa. “Para investir na bolsa, é preciso pensar no longo prazo. Não se animar quando a ação sobe demais nem se desanimar quando o preço do papel cai”, diz Marcelo Pereira, economista da Tag Investimentos, de São Paulo. A seguir as 20 ações cinco estrelas deste ano.
01 - CSN ON - Benjamin Steinbruch, presidente: as ações subiram 157% no ano passado
A ação ordinária da CSN foi o papel que teve a melhor relação entre volatilidade, dividendos e rentabilidade do negócio no ano passado, segundo a pesquisa você s/a-Economática. O papel acumulou cinco estrelas em quatro dos cinco quesitos analisados e ficou com a primeira posição entre 100 ações. O resultado positivo da CSN foi beneficiado pela crescente demanda da China por aço e pelo aumento do preço do produto. Além disso, o mercado financeiro aguarda a possibilidade de um IPO (oferta inicial de ações, sigla em inglês) da Mina da Casa de Pedra. A Mina fica em Minas Gerais e é responsável pelo suprimento integral do minério de ferro para a CSN. Só neste ano, as ações ordinárias da CSN já haviam subido 35%. “Quem acredita que a demanda por aço vai continuar em alta pode investir em CSN sem receios”, diz Eduardo Favrin, diretor de renda variável da HSBC Investment, de São Paulo.
02 - TELEMAR PN - Luiz Eduardo Falco, presidente da Oi (ex-Telemar): união com a Brasil Telecom vai fortalecer os negócios
O setor de telecomunicações foi palco de uma disputa societária nos últimos anos e as ações registraram volatilidade. Mas a união das operadoras Oi (ex-Telemar) e Brasil Telecom trouxe novos ares ao segmento. As ações da Telemar PN ficaram no segundo lugar no ranking das melhores ações para você investir de acordo com a pesquisa você s/a-Economática. As ações preferenciais da Telemar subiram 14% em 2007 e pagaram bons dividendos aos acionistas.
03 - CEMIG PN - Djalma Bastos de Morais, presidente: o setor elétrico tem boa geração de caixa
As empresas do setor de energia elétrica vão precisar de pesados investimentos para atender à demanda da indústria nos próximos anos. O crescimento do setor é tímido e as margens de lucro são apertadas. Mas as empresas compensam esses resultados com o aumento da base de clientes e com programas de fidelização do pagamento de tarifas. “As energéticas têm receita garantida e são bons investimentos”, diz Vladimir Pinto, analista de ações da Corretora Unibanco, de São Paulo.
04 - CPFL ON - Wilson Ferreira Junior, presidente: a ação subiu 23% no ano passado
A CPFL passou por um ajuste nas contas e conseguiu boa geração de caixa. “É difícil dimensionar qual é o custo do sistema energético e qual o nível de rentabilidade ideal para remunerar as empresas, mas a CPFL parece estar bem”, diz Eduardo Favrin, diretor de renda variável da HSBC Investment, de São Paulo. Investir em ações de energéticas requer atenção. As empresas têm se esforçado para atender à demanda, mas o setor corre o risco de um apagão nos próximos anos se não houver novos investimentos.
05 - GERDAU PN - André Gerdau Johannpetter, presidente: empresa em franca expansão
A Gerdau é uma das poucas empresas do país que está completamente internacionalizada. A companhia é reconhecida mundialmente por ter um modelo de gestão eficiente, que consegue diminuir a rotatividade dos funcionários e aumentar a produtividade. As ações preferenciais da Gerdau subiram 41% no ano anterior e, só neste ano, até abril, já haviam subido mais 18%. A empresa ganhou mercado e teve expansão com a demanda da China por aço e ferro. “É preciso ficar atento porque a Gerdau só vai conseguir crescer com a aquisição de novas companhias”, diz Marcelo Pereira, economista da Tag Investimentos, de São Paulo. Num primeiro momento, o desembolso para comprar outra companhia e crescer vai representar um retorno financeiro menor para o acionista. Mas quando as operações começaram a funcionar, os investidores terão bons resultados novamente com a valorização das ações e o pagamento de dividendos.
06- ITAÚSA PN - Olavo Egydio Setubal, presidente: lucro dos bancos ajudou a valorização das ações
Com o aumento da renda e mais empregos, o brasileiro descobriu que podia comprar mais e recorreu ao financiamento. A holding do grupo Itaú também se beneficiou com o aumento das operações de crédito pessoal do banco Itaú, controlado pela holding. Os papéis preferenciais da Itaúsa subiram 21% em 2007. Se não houver mudança nos prazos de crediário nem restrições de financiamento, o investimento em ações do setor bancário deve continuar sendo uma boa opção para os próximos anos.
07- USIMINAS PN - Marco Antônio Castello Branco, presidente: as ações subiram 61% no ano passado
A Usiminas, uma das maiores siderúrgicas do país, junto com a Vale e a CSN, vai se beneficiar pela crescente demanda por aço e ferro que vem da China. Enquanto o preço das commodities estiver em alta no mercado internacional, os papéis da Usiminas também devem registrar valorização. Bom para o acionista. Mas o investidor deve ter atenção caso o preço das commodities registre desvalorização ou a demanda da China diminua. No ano passado, as ações da companhia subiram 61% e até abril os papéis haviam registrado valorização de 34%.
08 - WEG ON - Harry Schmelzer Jr., diretor- presidente: o crescimento da economia ajudou o negócio da empresa
As ações ordinárias da Weg subiram 69% no ano passado, amparadas pelo bom desempenho da atividade econômica. Apesar do resultado positivo da empresa com a venda de motores, alguns analistas não acreditam que o preço dos papéis deva manter a tendência de alta no longo prazo. “O preço da ação já subiu bastante, talvez não tenha espaço para grandes valorizações nos próximos meses”, diz Vladimir Pinto, analista de ações da Corretora Unibanco, de São Paulo.
09- BRADESCO PN - Márcio Cypriano, presidente: o aumento do crédito elevou o lucro do banco
Um dos maiores bancos do país, o Bradesco surfou na onda do crédito e suas ações tiveram alta de 32% no ano passado. A instituição financeira, assim como os demais bancos do país, deve continuar se beneficiando do aumento do crédito e do consumo. No ano passado, o Bradesco lucrou 8 bilhões de reais. Nada mal. O resultado veio das operações de empréstimo e financiamento, que foram as maiores responsáveis pela rentabilidade da instituição. O único receio para quem investe em ações do setor financeiro é a criação de regras que impeçam ou limitem a concessão de créditos. “Podem diminuir os prazos, mas não o acesso ao crédito. O crédito imobiliário deve continuar crescendo. É ele que faz a economia crescer.”, diz Vladimir Pinto, analista de ações da Corretora Unibanco.
10 - VALE PNA - Roger Agnelli, presidente: as ações subiram 90% no ano passado
A Vale se consolidou como uma das empresas mais importantes do país no ano passado. A companhia conseguiu um reajuste médio de 70% no preço do minério de ferro exportado para os asiáticos. Foi muito melhor do que o esperado pelos analistas mais otimistas. O preço das ações da Vale subiram 90% no ano passado. Com a crescente demanda por minério de ferro no mercado, as ações da Vale devem continuar boa aposta para os investidores. Com boa liquidez, os papéis formam uma carteira defensiva.
11 - CCR RODOVIAS - Renato Vale, presidente: o ganho certo com pedágio tornou a empresa rentável
A Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) é responsável pela administração de 1 452 quilômetros de rodovias da malha nacional nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. A empresa tem uma receita firme com a cobrança do pedágio, o que torna suas ações boas pagadoras de dividendos. A projeção de analistas é que com o aumento da frota de veículos no país haja um crescimento do tráfego nas rodovias, o que vai gerar mais receita para a empresa. Até abril as ações ON subiram 2,62%.
12 - AES TIETÊ PN - Britaldo Soares, presidente: as ações subiram 18% no ano passado
As ações preferenciais da AES Tietê, geradora de energia elétrica, têm baixa liquidez no mercado acionário porque são pouco negociadas. Mas, em compensação, têm pequena volatilidade e pagam bons dividendos aos acionistas. A AES possui dez hidrelétricas com capacidade instalada de 2 650 megawatts e responde por cerca de 20% da energia gerada em São Paulo e 2% da produção nacional. Se por um lado o setor energético apresenta uma receita certa com a cobrança de tarifas, por outro pode estar despreparado para enfrentar o risco de um apagão nos próximos anos.
13 - ELETROPAULO PNB - Britaldo Soares, presidente: as ações tiveram ganho de 53% no ano passado
A Eletropaulo está inserida no grupo AES e as suas ações tiveram alta de 53% no ano passado, amparada por uma boa liquidez no mercado e pela baixa volatilidade. Assim como as demais companhias do setor energético, a Eletropaulo tem uma receita firme das contas de energia elétrica, mas enfrenta a falta de investimentos no setor que pode culminar com o risco de um apagão. A Eletropaulo distribui energia para 24 municípios da região metropolitana de São Paulo, incluindo a capital, que abrigam 16,5 milhões de habitantes.
14 - ITAÚBANCO PN - Roberto Setubal, presidente: a demanda por crédito fez o lucro dos bancos disparar
O banco Itaú registrou lucro de 8,5 bilhões no ano passado, um dos maiores resultados registrados no setor financeiro. A instituição aumentou seu ganho com o crescimento das transações de crédito no mercado interno. E tudo indica que a demanda por crédito deve continuar em alta neste ano. Se for assim, a tendência é que as ações do Itaú, assim como as dos demais bancos, continuem sendo boas opções de investimento e registrem valorização nos próximos meses.
15 -VALE ON - Roger Agnelli, presidente: o reajuste no preço do minério elevou o resultado da empresa
Os papéis ordinários da Vale tiveram alta de 88% no ano passado. De acordo com a pesquisa da você s/a-Economática, a empresa apresenta um bom resultado do negócio e suas ações estão bem pulverizadas na bolsa de valores. Para este ano, a companhia planeja continuar seus planos de expansão e investir na contratação de novos profissionais. Um dos únicos fatores que podem inibir o bom desempenho nos próximos meses é uma retração da demanda por minério de ferro ou uma queda no preço das commodities. Vamos esperar para ver.
16 - B2W GLOBAL ON - Anna Christina Ramos Saicali, presidente: o consumo em alta garantiu a valorização dos papéis
Com o aumento da renda, queda no desemprego e a farta oferta de crédito, as vendas das lojas de varejo dispararam. As ações da B2W, união da Blockbuster e das Lojas Americanas, subiram 14% no ano passado. A empresa tem boa pulverização de ações no mercado e paga bons dividendos aos acionistas, segundo a pesquisa você s/a- Economática. Se a economia continuar em expansão, não há nada que impeça que as ações mantenham a trajetória de valorização. O crédito parcelado deve ser um fator importante para aumentar as vendas no comércio.
17 - PETROBRAS PN - José Sérgio Gabrielli, presidente: os novos campos vão garantir a rentabilidade da empresa
As ações da Petrobras sempre são recomendadas pelos analistas econômicos como das mais rentáveis e sólidas para compor uma carteira de investimentos. Os papéis preferenciais da companhia subiram 84% no ano passado, amparados por duas notícias divulgadas no fim do ano. A primeira foi a descoberta do megacampo de petróleo de Tupi, em área ultraprofunda na Bacia de Santos, com reservas estimadas entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris. Dias depois, a empresa anunciou a descoberta de uma jazida de óleo leve na região pré-sal da Bacia de Santos. O poço está localizado a 280 quilômetros da costa de São Paulo e tem profundidade de 5 350 metros. Com as descobertas, a Petrobras deve produzir mais — mesmo que no longo prazo — e tornar-se mais rentável.
18 - PETROBRAS ON - José Sérgio Gabrielli, presidente: preços sem reajuste para conter a inflação
As ações ordinárias da Petrobras tiveram alta de 98% no ano passado. A empresa vai muito bem, obrigada. Mas, por ser uma estatal e receber interferência do governo, deixou de reajustar os preços dos derivados de petróleo quando o preço do barril ultrapassou 100 dólares no mercado internacional.
Com isso, quem perdeu foi o investidor. Se os preços da gasolina e do óleo subirem, podem contaminar toda a economia, gerando inflação. E tudo o que o governo não quer é inflação.
19 - GERDAU MET PN - Jorge Gerdau Johannpetter, presidente do conselho: a empresa ganhou com crescimento da economia
A Metalúrgica Gerdau é um braço do grupo Gerdau, com sede em Porto Alegre(RS). As ações preferenciais da empresa tiveram alta de 68% em 2007. Assim como todo o setor de siderurgia, a companhia se beneficiou da expansão da indústria do aço e da crescente demanda internacional. Segundo a pesquisa você s/a-Economática, a empresa sulista recebeu quatro estrelas no quesito distribuição de dividendos. Quem sai ganhando com esse resultado é o investidor desses papéis.
20 - COMGÁS PNA - Luis Domenech, presidente: as ações subiram 19% no ano passado
As ações da Comgás subiram 19% em 2007. A Comgás é uma das concessionárias de serviços públicos que têm receita certa com a cobrança de tarifas. Segundo o estudo você s/a-Economática, as ações têm baixa volatilidade e pagam bons dividendos aos acionistas. A companhia ainda não ingressou no Novo Mercado. Se a economia seguir em expansão, a tendência é de que mais consumidores desfrutem dos serviços da Comgás, gerando mais receitas e, conseqüentemente, mais resultado ao investidor.
Texto de CHRYSTIANE SILVA, extraído e adaptado de Você S/A (Maio/2008).