Entrevista de emprego é uma avaliação simples, não uma série de armadilhas
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Voltando a um tema recorrente, Max Gehringer fala sobre entrevistas de emprego.
Respondendo a uma dúvida de uma ouvinte da Rádio CBN, dá dicas para quem não consegue ir bem em entrevistas de emprego.
Segundo a ouvinte, não consegue ir bem por vacilar nas respostas. Depois, à rua ou em casa, repassando mentalmente as perguntas que foram feitas, ela formula respostas maravilhosas e daí se sente pior ainda, por não ter falado o que sabia e o que podia.
Para muitos candidatos e principalmente os mais jovens, a entrevista se assemelha a um interrogatório policial, em que cada pergunta precisa ter uma resposta exata. A matemática funciona assim, mas entrevistas, não.
Qualquer pergunta pode ter várias respostas, todas certas! O problema é que essa ansiedade em querer saber de antemão a resposta correta e perfeita acaba gerando medo e aí, na hora da entrevista, o medo acumulado gera o famoso “branco”, aquela sensação horrível de ficar olhando para o entrevistador sem saber o que dizer, como se ele tivesse perguntado qual era a circunferência da Lua em milímetros.
Não por acaso, candidatos confiantes sempre levam vantagens em entrevistas. Por isso, para os ansiosos, o mais importante é passar bem pela primeira questão, que não varia muito: ‘fale um pouco sobre você’ ou ‘por que você quer trabalhar conosco?’. Ou algo parecido.
Mas é exatamente aí, na largada, que os ansiosos se perdem: ou aceleram demais, falando o que não deveriam, ou puxam o freio de mão, não falando o que poderiam.
A melhor solução é estudar a empresa, obter números e fatos sobre ela através do site ou de informações de amigos.
A primeira resposta deve ser curta, positiva e confiante. Por exemplo: “Quero fazer parte de uma empresa que cresceu 28% no ano passado”.
Superado esse primeiro obstáculo, o medo irá desaparecendo e as perguntas seguintes, já parecerão o que realmente são: uma avaliação simples e não uma série de armadilhas.
Extraído e adaptado de Max Gehringer em 30 de junho de 2008 para a Rádio CBN.
- julho 1, 2008
- artigo por Fabio Camatari
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