Home » Inovação

Responsabilidade Social

19 agosto 2008 Seja o primeiro a comentar!
Cinco conceitos marcam a nova fase do capitalismo e da competitividade entre empresas: inovação, responsabilidade, ética, inclusão, uma nova gestão da sazonalidade.

O mercado amadureceu, não tanto quanto o desejável, mas o suficiente em sua capacidade de observação, bem como na mensuração de valores intangíveis e valores agregados à imagem de marca de uma empresa.

Esta é a era das Ongs, da rastreabilidade, da necessária diminuição da informalidade, dos ecologistas, da maturidade de um mercado que passa a valorizar a postura e a atitude de uma empresa e não somente a qualidade de seus produtos e serviços. Esta é, portanto, a era por excelência da responsabilidade social, que não é criação moderna, mas está sob as luzes dos holofotes do mercado neste exato momento.

Responsabilidade deriva do latim “respondere”, que significa capacidade de assegurar, responder firmemente. Em termos de marketing, a responsabilidade social é a “resposta” que seus clientes esperam de suas atitudes e decisões de impacto social e ambiental em função de preferirem a sua marca. Responsabilidade Social hoje se tornou parte integrante do posicionamento e da imagem de marca.

Podemos definir o conceito de responsabilidade social empresarial como sendo:

O estilo de gestão caracterizado pela ética e transparência na relação da empresa com todos os seus públicos, sincronizando suas metas empresariais ao desenvolvimento sustentável da sociedade, respeitando as diferenças, esforçando-se pelo estabelecimento de uma sociedade mais justa e, buscando garantir os recursos naturais e culturais que permitam à sociedade a sua manutenção e evolução através das próximas gerações.

Percebemos que o setor privado assumiu com grande eficácia, parcelas das responsabilidades anteriormente atribuídas apenas ao Estado.

A Cidadania Corporativa faz com que as empresas sejam sujeito e objeto de uma realidade da qual participam e ajudam a definir.

A carência social brasileira em setores como educação, saúde, e alimentação, superam as capacidades administrativas e orçamentárias do Estado, e isto é fato.

Ao assumir a co-responsabilidade por estas atividades, o setor corporativo está fazendo um fantástico investimento na melhor linha Keynesiana. Basta pensar que o país possui 15 milhões de analfabetos que além de suas dificuldades em termos de renda, tornam-se consumidores inapropriados para uma era altamente tecnológica, cuja competitividade se dá através de sutilezas que somente com educação e cultura se pode perceber, assimilar e utilizar.

É fundamental que paralelamente ao amadurecimento das nossas exportações, ocorra também um amadurecimento do mercado interno com consumidores mais especializados dotados de um maior poder de compra para absorver a parte da produção não destinada à exportação.

A responsabilidade social aos poucos contribui para construir essa realidade.

Atuar na cidadania corporativa através da responsabilidade social é um fantástico investimento do qual dependem os níveis de negócios e da atividade econômica que enfrentaremos daqui a alguns anos, e seus efeitos começam a ser sentidos imediatamente pelos clientes mais maduros e conscientes que passam a fazer escolhas conscientes balizadas por valores, escolhendo a que marcas ele como indivíduo se sente confortável a filiar-se, defender e propagar. Pensemos nisso! A questão é muito mais profunda do que parece. Como diria Theodore Levitt “sua empresa é como ela é percebida pelo mercado e não como você imagina que é…”

Precisamos ficar atentos para o fato de que algumas empresas destinam verbas para tais ações sem jamais acompanhar o destino de cada real investido, sem visitar as instituições beneficiadas, sem colaborar na efetiva gestão dos recursos. Se não há estímulo para o voluntariado com exemplos partindo dos mais altos cargos e o comprometimento através do acompanhamento das ações, onde está a responsabilidade?

Ainda vemos com freqüência a habilidade do Marketing Social maquiado pela demagogia como responsabilidade social. Responsabilidade implica atenção, dedicação e acompanhamento. E o mercado mais maduro começa a perceber claramente o que é apenas discurso e o que são valores reais de uma empresa.

Vamos agir de maneira consistente em nossa responsabilidade social. Estaremos construindo um mundo melhor e um mercado capaz de sustentar nosso crescimento econômico.

Carlos Hilsdorf - Considerado pelo mercado empresarial um dos 10 melhores palestrantes do Brasil. Economista, Pós-Graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Palestrante do Congresso Mundial de Administração (Alemanha) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor do best seller Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero. Presença constante nos principais Congressos e Fóruns de Administração, RH, Liderança, Marketing e Vendas do país e da América Latina. Referência nacional em desenvolvimento humano. www.carloshilsdorf.com.br

Deixe um comentário!

Add your comment below, or trackback from your own site. You can also subscribe to these comments via RSS.

Be nice. Keep it clean. Stay on topic. No spam.

Você pode usar as seguintes Tags:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Se quiser uma figura para aparecer em frente ao seu comentário, adquira o seu no site gravatar! Gravatar.