Responsabilidade Social
agosto 19, 2008 por Fabio Camatari
Arquivado em Inovação
O mercado amadureceu, não tanto quanto o desejável, mas o suficiente em sua capacidade de observação, bem como na mensuração de valores intangíveis e valores agregados à imagem de marca de uma empresa.
Esta é a era das Ongs, da rastreabilidade, da necessária diminuição da informalidade, dos ecologistas, da maturidade de um mercado que passa a valorizar a postura e a atitude de uma empresa e não somente a qualidade de seus produtos e serviços. Esta é, portanto, a era por excelência da responsabilidade social, que não é criação moderna, mas está sob as luzes dos holofotes do mercado neste exato momento.
Responsabilidade deriva do latim “respondere”, que significa capacidade de assegurar, responder firmemente. Em termos de marketing, a responsabilidade social é a “resposta” que seus clientes esperam de suas atitudes e decisões de impacto social e ambiental em função de preferirem a sua marca. Responsabilidade Social hoje se tornou parte integrante do posicionamento e da imagem de marca.
Podemos definir o conceito de responsabilidade social empresarial como sendo:
O estilo de gestão caracterizado pela ética e transparência na relação da empresa com todos os seus públicos, sincronizando suas metas empresariais ao desenvolvimento sustentável da sociedade, respeitando as diferenças, esforçando-se pelo estabelecimento de uma sociedade mais justa e, buscando garantir os recursos naturais e culturais que permitam à sociedade a sua manutenção e evolução através das próximas gerações.
Percebemos que o setor privado assumiu com grande eficácia, parcelas das responsabilidades anteriormente atribuídas apenas ao Estado.
A Cidadania Corporativa faz com que as empresas sejam sujeito e objeto de uma realidade da qual participam e ajudam a definir.
A carência social brasileira em setores como educação, saúde, e alimentação, superam as capacidades administrativas e orçamentárias do Estado, e isto é fato.
Ao assumir a co-responsabilidade por estas atividades, o setor corporativo está fazendo um fantástico investimento na melhor linha Keynesiana. Basta pensar que o país possui 15 milhões de analfabetos que além de suas dificuldades em termos de renda, tornam-se consumidores inapropriados para uma era altamente tecnológica, cuja competitividade se dá através de sutilezas que somente com educação e cultura se pode perceber, assimilar e utilizar.
É fundamental que paralelamente ao amadurecimento das nossas exportações, ocorra também um amadurecimento do mercado interno com consumidores mais especializados dotados de um maior poder de compra para absorver a parte da produção não destinada à exportação.
A responsabilidade social aos poucos contribui para construir essa realidade.
Atuar na cidadania corporativa através da responsabilidade social é um fantástico investimento do qual dependem os níveis de negócios e da atividade econômica que enfrentaremos daqui a alguns anos, e seus efeitos começam a ser sentidos imediatamente pelos clientes mais maduros e conscientes que passam a fazer escolhas conscientes balizadas por valores, escolhendo a que marcas ele como indivíduo se sente confortável a filiar-se, defender e propagar. Pensemos nisso! A questão é muito mais profunda do que parece. Como diria Theodore Levitt “sua empresa é como ela é percebida pelo mercado e não como você imagina que é…”
Precisamos ficar atentos para o fato de que algumas empresas destinam verbas para tais ações sem jamais acompanhar o destino de cada real investido, sem visitar as instituições beneficiadas, sem colaborar na efetiva gestão dos recursos. Se não há estímulo para o voluntariado com exemplos partindo dos mais altos cargos e o comprometimento através do acompanhamento das ações, onde está a responsabilidade?
Ainda vemos com freqüência a habilidade do Marketing Social maquiado pela demagogia como responsabilidade social. Responsabilidade implica atenção, dedicação e acompanhamento. E o mercado mais maduro começa a perceber claramente o que é apenas discurso e o que são valores reais de uma empresa.
Vamos agir de maneira consistente em nossa responsabilidade social. Estaremos construindo um mundo melhor e um mercado capaz de sustentar nosso crescimento econômico.
Carlos Hilsdorf - Considerado pelo mercado empresarial um dos 10 melhores palestrantes do Brasil. Economista, Pós-Graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Palestrante do Congresso Mundial de Administração (Alemanha) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor do best seller Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero. Presença constante nos principais Congressos e Fóruns de Administração, RH, Liderança, Marketing e Vendas do país e da América Latina. Referência nacional em desenvolvimento humano. www.carloshilsdorf.com.br
Sanduíche natural ganha consumidor com embalagem inspirada na Nasa
agosto 18, 2008 por Fabio Camatari
Arquivado em Inovação
“Estamos vendendo três vezes mais do que o planejado”, diz Alexandre Madalozo, engenheiro químico especializado em alimentos e responsável pela criação do Natural Leve.
O sucesso no nicho de refeição rápida e light, além da pouca concorrência, está relacionado com o inimigo número 1 do sanduíche natural: o frio, que estimula a fome por comida quentinha. “Como em Curitiba faz frio num dia, calor no outro, consumidores e revendedores aprovaram o sanduíche embalado porque não precisa consumir imediatamente”, explica. Outra vantagem é a ampliação do público consumidor, pois a embalagem tecnológica conquista os clientes mais desconfiados.
Para formatar o negócio, a esposa Natália e a irmã Ângela acompanharam Alexandre a uma pós-graduação em gestão. “Fizemos uma pesquisa de mercado durante o curso e a cada disciplina adaptávamos a empresa”, conta Natália.
A embalagem que amplia a validade do produto foi criada por Alexandre em Fortaleza para um cliente a quem prestou consultoria, com inspiração nas embalagens usadas pela NASA, a empresa espacial norte-amerciana, a partir dos anos 60. A resistência do alumínio, a mistura de gases que paralisa a atividade bacteriana e a escolha de matérias-primas de qualidade superior, segundo ele, são os segredos da durabilidade.
A Madalozo & Madalozo surgiu com um investimento de R$ 200 mil, parcialmente financiado pelo Banco do Brasil. Pode ser considerada a “prima pobre” do grupo Madalosso, já que os parentes distantes de Alexandre e Ângela são proprietários de seis restaurantes em Curitiba, entre eles os domingueiros velho e novo Madalosso, Don Antônio e Famiglia Fadanelli.
Mas a veia para negócios parece ser a mesma: na semana passada, o trio fechou contrato com a gigante supermercadista Wal-Mart. Diferente do que normalmente ocorre, foi o Wal-Mart quem procurou a Madalozo, depois que clientes solicitaram um sanduíche light durável. A experiência será feita na bandeira Mercadorama, que tem público de maior renda – o sanduíche tem custo final entre R$ 3,50 e R$ 4,50 (valor cobrado no aeroporto Afonso Pena).
A lista de revendedores se estende ainda aos salões da rede Lady & Lord, hospitais do grupo Vita e vários restaurantes corporativos, como o da América Latina Logística (ALL). Mas não vai deixar de figurar na beira da praia, para onde começaram a rumar lotes do produto na semana passada.
Visite o site da empresa: www.naturalleve.com.br
Texto por Helena Carnieri, publicado pela Gazeta do Povo (PR).
As Amazonas
agosto 17, 2008 por Fabio Camatari
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Pois parece que essa possibilidade existe. Li um estudo do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo indicando que quanto maior o índice de poluição, maior a desproporção entre o nascimento de meninos e meninas. O estudo levantou os registros de nascimentos na cidade de São Paulo entre 2001 e 2003 em três áreas, classificadas de acordo com a poluição do ar. Onde a poluição era alta, a proporção de nascimentos de meninos era 1% menor do que na região menos poluída. Na área mais poluída, nasceram 1.180 meninos a menos do que na menos poluída.
Fico com o pé atrás com essas pesquisas, que normalmente confundem correlações com causalidades, mas é interessante acompanhar sua lógica. Os pesquisadores acreditam que os óvulos protegem-se melhor da influência da poluição do que os espermatozóides. E que os cromossomos que dão origem ao sexo feminino levam vantagem. Numa experiência com camundongos, a diferença chegou a 24% menos machos do que fêmeas. Pode?
Como se não bastassem a emissão de CO2, a sujeira da fuligem e as doenças respiratórias, a poluição ainda extingue os homens! Imagine que aquele cano de escapamento do carro que está à sua frente significa um menino a menos no futuro. No ritmo em que vamos, em breve só nascerão mulheres!
Mas esse lance da poluição acabar com os homens talvez seja apenas o golpe de misericórdia. O mundo já é das mulheres, falta apenas reconhecer.
Vocês já notaram como elas vêm tomando conta de todas as áreas? Num evento para um dos maiores escritórios de advocacia do Brasil, cheguei ao hotel junto com os ônibus que traziam mais de uma centena de funcionários. Abrem-se as portas e a cada dez que descem, sete são mulheres. Pergunto a um dos diretores se existe alguma política que privilegie a contratação de mulheres e ele diz que não: “elas ganham dos homens nos processos de recrutamento e seleção.”
Pouco depois participei de uma coletiva de imprensa no Rio Grande do Sul. A grande maioria dos jornalistas-machos estava mais interessada no almoço, nos brindes e no bate-papo. Enfastiados, desinteressados e desatualizados, faziam perguntas protocolares, de olho no garçon. Enquanto isso as jornalistas-fêmeas, de bloquinho em punho, encantadoras e exigentes, queriam saber de tudo. E dispensavam o almoço, pois “tinham que voltar para a redação”.
As mulheres estão se revelando mais interessadas, mais inteligentes, mais profissionais, mais curiosas, mais confiáveis, menos violentas e mais éticas que os homens. E são mais atraentes.
O que estará acontecendo com os brucutus? Conformaram-se em ficar para trás? Acomodaram-se? Ou simplesmente não enxergam?
Ou talvez estejamos apenas vendo as mulheres recuperando o tempo perdido durante os séculos em que foram subjugadas por uma sociedade machista?
Não sei. Mas a perspectiva de uma sociedade onde o poder seja compartilhado entre homens e mulheres me fascina. Ao atingir o equilíbrio, teremos um mundo bem diferente deste que conhecemos. Melhor, menos bruto e mais confiável.
No entanto, ao ler a tal pesquisa fiquei preocupado. Talvez não dê tempo para o equilíbrio. Faltarão homens.
Pelo estudo da USP, o destino deles é virar fumaça.
Texto de Luciano Pires
A História das Coisas
agosto 15, 2008 por Fabio Camatari
Arquivado em Destaques
O filme é um “tapa na cara” do consumismo, do “jeito americano de viver” (American way of life) e das grandes corporações.
Você já se perguntou de onde vêm e para onde vão as coisas que consumimos? Até quando vai existir matéria-prima?
A criação A História das Coisas esclarece bem a situação, é feita numa linguagem simples, tem aproximadamente 20 minutos, com áudio em inglês e legendado em português.
Como usar bem o cartão
agosto 15, 2008 por Fabio Camatari
Arquivado em Negócios
Duas de suas conveniências, porém, discretamente seduzem os usuários e transformam-se no calvário de muitos: a possibilidade de parcelamento tanto das compras quanto do pagamento da própria fatura.
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