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É melhor um fim trágico do que uma tragédia sem fim My Great Web page

Vendedores de todos os lados do mundo tendem a serem prolixos na hora de explicar ao cliente o que deu errado. Depois da venda é comum encontramos contratempos, por exemplo, com a entrega do produto ou até mesmo do serviço. Prazo é maior desafio depois da venda, principalmente, quando encontramos clientes exigentes e que fazem questão de acompanhar o que se foi prometido.

É nesta hora que entra a habilidade do vendedor em negociar! Negociar, neste caso é, apresentar argumentos para dissipar conflitos possíveis e evitar que se tornem grandes problemas com o passar do tempo. Em minhas andanças por empresas neste Brasil a fora, vejo que quase todos tem este tipo de negociação como um desafio e o empresário sofre demais com o desgaste causado pela falta de comunicação eficaz do vendedor na hora de entregar o que prometeu.

Especialmente nas empresas de serviços, produtos manufaturados ou sob medida, isto é muito freqüente e como regra é papel do vendedor fazer pós-venda, ou seja, a venda só termina quando o cliente pagar, ou melhor, ainda, quando sair satisfeito e comprar de novo. Esta máxima fez com que se reduzissem investimentos em equipes, pois o profissional que vende deve acompanhar a entrega e ter responsabilidade que muitas vezes não está preparado.

Promessas e afirmações imprevistas são dadas aos clientes na hora de comprar, mesmo respeitando normas da empresa, fazemos de tudo para vender e oferecer diferenciais. Quando surgem conflitos e temos que negociar após a venda, fica quase que impossível tolerar erros crassos como continuar prometendo mais inverdades ou afirmando que o cliente está enganado.

É melhor perder a venda a perder o cliente fazendo este papel boçal de falso vendedor. Mas eu tenho acompanhando profissionais que fazem a diferença nestas horas e sabem que transparência e lisura promovem a quebra de resistências e o entendimento do cliente. Bom senso é fundamental na hora de negociar no pós-venda, pois podemos dizer muita coisa para um cliente insatisfeito, menos dizer que ele deve esperar por mais tempo em função de uma problema da nossa empresa. O que foi negociado deve ser entregue e se não há meio de resolver isto prontamente, quero lhes dar algumas dicas:

• Coloque-se no lugar do cliente e diga o que você sente se estivesse passando por isto;
• Foque na solução, mas reconheça o erro rápida e enfaticamente;
• Faça perguntas tipo: diante dos fatos, como quer que eu aja para solucionar esta questão? O que você entendeu sobre o ocorrido? Quanto posso contar a compreensão do senhor para em deixar ajudá-lo?;
• Escute empaticamente o cliente, deixe-o falar seja o que for e não o interrompa.;
• Apresente fatos que estão ao seu favor e que favorecem também o cliente;
• Trace um linha de trabalho, com opções de soluções que você tem a oferecer;
• Deixe o cliente escolher a melhor solução;
• Aja com entusiasmo e energia, dê o primeiro passo para a solução na frente do cliente, mesmo que seja um simples telefonema ou envio de e-mail;
• Acompanhe o processo até o final;
• Jamais minta ou invente alternativas;
• Crie rapport – sintonia com seu cliente através de estado de espírito.
Encerre a negociação do conflito ou problema no pós-venda sempre em alta. Leve seu cliente a sentir-se seguro e sair com a impressão que coisas assim acontecem, mas você está lá para isto mesmo, pois vender e fazer clientes amigos. Sucesso no pós venda com negociações eficazes de conflitos!

Texto de Marcelo Ortega postado com autorização do autor.

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    6 comentários em “É melhor um fim trágico do que uma tragédia sem fim”

    • Kiko, Kiko, Rá Rá Rá

    • olha, as dicas finais são até bacanas, mas não funcionam muito bem não. talvez sirvam para o vendedor mentiroso não levar uns safanões.
      algumas vezes precisei comprar coisas que não conseguiria carregar sozinho, como cama, guarda-roupas, armário de cozinha… e em todas as vezes fui ludibriado quanto ao prazo de entrega e montagem dos produtos.
      não apenas em uma loja de uma rede específica e sim em várias. teve até uma vez em que fui “pegar na saída” o gerente, tamanho o desaforo.
      o caso é que sinto-me compelido a contribuir com a seguinte observação: para evitar problemas no pós-venda, venda direito. não adianta ser educado e polido depois de ter embolsado a grana do cliente que não recebeu a mercadoria. se não consegue entregar em cinco, dez,quinze dias, avise que levará mais tempo já na venda, ao invés de um telefonema tratando de um pneu furado ou coisa que o valha.
      posso até ser meio grosso, mas onde me criei isso é caso de morte. no mínimo uma surra de facão.

    • Entendo bem o seu descontentamento… já sofri com isso, algumas vezes.
      Mas a ideia do texto é tentar justamente ajudar a força de vendas a ter uma postura mais profissional e zelosa com o cliente, não apenas como dicas de esquiva.
      Como diria Marcelo TAS, no CQC: “Nós estamos de olho”…

      Obrigado pela visita!

    • Caro Fabio, fiquei surpreso em ver que este artigo http://almanaquedobem.com/2009/02/18/e-melhor-um-fim-tragico-do-que-uma-tragedia-sem-fim/
      meu está creditado ao meu amigo, mas nao autor, rodrigo cardoso. aguardo retorno, Marcelo Ortega

    • Prezado Marcelo, realmente foi um lapso creditar o texto ao Rodrigo Cardoso. Como postei artigos de ambos no mesmo dia, acabei trocando os créditos.
      Erro corrigido! Desculpe e Obrigado!

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