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Entrevista de Emprego: Minto ou não minto? My Great Web page

SE VOCÊ JÁ PREPAROU OU ESTÁ PREPARANDO UM CURRÍCULO, HÁ UMA razoável possibilidade de ter tido aquele longo momento de hesitação e se perguntado: e agora? minto OU não minto?

Não se preocupe, isso é normal. Aliás, as duas coisas são normais, tanto a hesitação quanto a mentira. Mentir no currículo é um esporte universal. Não há, que eu saiba, dados estatísticos brasileiros a respeito de mentiras em currículos. Mas nos Estados Unidos, onde existem pesquisas para tudo, quase a metade mente. Essas pesquisas revelam também que homens mentem mais que mulheres. E que, quanto menor a vaga, maior a mentira. Candidato a gerente mente mais que candidato a diretor. Como no Brasil a esperteza sempre foi maior do que no resto do mundo, pode-se deduzir que aqui também exista o que se chama de “maquiagem de currículo”. E quais são as mentiras mais freqüentes?

Transformar seminários de um fim de semana em cursos de aperfeiçoamento profissional. Transformar viagens de turismo em cursos. Transformar a participação em um grupo de trabalho em liderança de um projeto. Mencionar números que são impossíveis de checar, como reduções de custo. Usar o fato de que no espanhol a maioria das palavras é praticamente idêntica ao português para mencionar “boas noções de espanhol”. Alguns pecam por omissão, esquecendo, por exemplo, de mencionar a idade. Outros pecam por excesso, colocando até as horas de auto-escola para tirar a carteira de motorista e chamando isso de “curso de aperfeiçoamento de habilidade em deslocamento motorizado”.

Claro que mentir no currículo é sempre ruim, porque cedo ou tarde a mentira bóia. Mas cada um é cada um. Como diz um amigo meu: “Eu sou honesto. Por isso nunca exagero nas mentiras.”

Fonte: Max Gehringer, para a rádio CBN.

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