Você é Dodói?
Você é dodói? Você conhece alguém “dodói?” Sabe aquela pessoa toda dodói, que qualquer coisa irrita, chateia e magoa? Estive pensando nisso durante estes dias em função de um episódio que ocorreu na empresa de um amigo há alguns anos atrás.
Relataram-me que a referida empresa resolveu instalar uma máquina de ponto, já que, dentro do seu processo de expansão, necessitava organizar melhor os seus sistemas e processos. O curioso, é que mesmo tratando-se de um grupo de profissionais que alegavam maturidade, profissionalismo e etc; foi impressionante o impacto que o tal do sistema de ponto provocou no grupo, trazendo à tona o comportamento “dodói” que pelo visto já habitava as entranhas do comportamento da equipe e que, repentinamente, foi exposto diante de uma surpresa não gerenciável.
O sistema de ponto em si, nada mais é do que um veículo, uma forma de expressar um padrão de comportamento, que é expelido diante de um evento. O sistema de ponto serviu, além da sua função primordial, para promover um surto de auto e heteroconhecimento, pois foi diante da referida situação, que enxergamos de fato os comportamentos verdadeiros. Em verdade, o que emerge a percepção em um processo como este, é que pessoas muito “dodóis” sinalizam que não pretendem ser incomodadas, não suportam regras simples dentro de qualquer contexto empresarial e preferem viver a vida em um ritmo cadenciado e confortável.
Os “dodóis” não suportam feedbacks e não gostam de planejamento, sistema e organização. Sentem-se desconfortáveis e magoados quando têm de seguir um plano de trabalho sério e pautado em resultados, pois gostam de fazer as coisas de forma despretensiosa.
Quando querem fazer, ótimo, mas se não estão muito a fim de fazer, preferem ir fazer outra coisa qualquer, algo que estejam com vontade de fazer naquele momento.
São adeptos da dispersão, pois como costumam fazer apenas o que “dá na telha”, flutuam de uma coisa a outra sem qualquer preocupação com as metas e os resultados.
Você reconhece um “dodói” de imediato através de alguns comportamentos padrões, como justificativas e desculpas, irritação e mágoa quando recebem algum feedback que não seja positivo, dificuldade em seguir um plano de trabalho, super estima do volume de coisas que tem a fazer, e etc.
Reclamam que têm de acordar cedo. Reclamam quando necessitam ficar até um pouco mais tarde. Superestimam tudo o que fazem e subestimam tudo o que deixam de fazer.
O incrível deste padrão de comportamento, é que as pessoas “dodóis” agem como se o mundo tivesse de obedecê-las, pois, aparentemente, são elas que estão sempre certas em tudo o que lhe convêm. Normalmente, tornam-se vítimas da sua própria vaidade.
Sabe aquela empresa do começo deste artigo? Pois é, esta empresa cresceu e muito.
Tornou-se um dos maiores conglomerados empresariais deste país e olhem que interessante: atualmente, no seu quadro de diretores e também no conselho de administração, existem pessoas que estavam lá desde o início, desde a época da instalação da máquina de ponto. E quanto aos que permaneceram “dodóis?” Estes não permaneceram na empresa.
Conquistar objetivos, transformar sonhos em realidade e realizar-se nesta vida. Passar do discurso à ação. Este é o desafio que propomos para quem deseja gerenciar sua própria vida.
Você não fica “dodói” por conta disso, não é?
Para agendar entrevista com Scher Soares, sobre este tema ou sobre empregabilidade, motivação, vendas e PNL, entre outros temas, ligue para (19) 2139-9000, ou envie e-mail para imprensa@grupotriunfo.com .
- maio 13, 2009
- artigo por Fabio Camatari
- 1 comentários
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