Acredite se quiser: Impressoras jato de tinta poderiam ser usadas contra ataques biológicos!
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Notícia interessantíssima veiculada hoje no portal Terra e que não poderia deixar de ser comentada: a possibilidade de impressoras jato de tinta serem usadas para rastrear armas biológicas!
Segue o texto:
Pesquisadores da Universidade McMaster no Canadá dizem ter encontrado uma maneira de imprimir biossensores que detectam toxinas e agentes de bioterrorismo utilizando uma impressora jato de tinta.
O funcionamento do Sentinel Bioactive Paper Network é similar ao de uma impressão normal. Mas em vez do cartucho convencional, dois cartuchos conteriam diferentes tipos de “tintas”. Uma delas seria composta de nanopartículas de sílica que se fixariam no papel e a segunda, colocada por cima da primeira, conteria enzimas capazes de reagir à presença dos inibidores da acetilcolinesterase (AChE), encontrados em alguns inseticidas, venenos e agentes psicológicos. Conforme a concentração da toxina, a tinta mudaria de cor.
Segundo o site ScienceDaily, essa tinta especial também poderia ajudar no diagnóstico da presença de bactérias, vírus e outros microorganismos que causam doenças, sem a necessidade de instrumentos complexos e dispendiosos.
“Nossa pesquisa mostra que a impressão jato de tinta provê uma nova plataforma para a fabricação de tiras de papel bioativo. Isso permite detectar uma gama muito grande de riscos biológicos que afetam animais e seres humanos. Ela é ideal para esta aplicação porque o sistema é simples, rápido e escalonável, compatível com substratos de papel e propícios a formação de padrões”, disse John Brennan, chefe da pesquisa, de acordo com o site WebWire.
Os pesquisadores também descobriram que o papel bioativo tem durabilidade de dois meses após sua “impressão”, o que poderia fazer o produto ser estocado e comercializado de forma tão fácil e simples quanto um teste de gravidez.
Seria possível, portanto, ir à farmácia e sair sabendo se está gripado ou se teve uma intoxicação alimentar, por exemplo.
E, pelo seu preço reduzido, serviria para ajudar comunidades carentes a realizar testes essenciais para os primeiros estágios do diagnóstico de uma doença e também para a detecção de água contaminada, noticiou o site TechRadar.
O projeto foi publicado na edição de julho do Analytical Chemistry Journal. O artigo pode ser encontrado pelo atalho tinyurl.com/nbow87.
- julho 16, 2009
- artigo por Fabio Camatari
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