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O que fazer quando já estou salvo das demissões? My Great Web page

Quando empresas passam por dificuldades financeiras, decorrentes de crises e oscilações do mercado, entra em cena o lema “Nada de Excessos”. Sendo assim, uma das primeiras medidas a ser tomada é a redução de custos. A alternativa mais cogitada, além da expansão de novas fábricas e novas instalações, é diminuir o quadro de colaboradores para que, logo de imediato, prejuízos sejam evitados, já que a queda da produção em momentos como esse é inevitável.

Demitir funcionários pode parecer uma boa saída para manter o orçamento, porém, esse tipo de ação resulta em soluções imediatas. Isso porque, em um primeiro momento, a impressão é de que a empresa conseguiu equilibrar suas contas com os cortes salariais que foram feitos. Mas, na realidade, o enxugamento do quadro de funcionários resulta em uma sobrecarga de trabalho para os colaboradores que permanecem na equipe. Com muitas tarefas para serem realizadas por poucas pessoas, o risco de haver um desvio de foco e queda na qualidade torna-se iminente.

Antes de se pensar em reduzir os custos, é essencial analisar os possíveis danos que podem ser causados para o desempenho da equipe. A “síndrome de super–homem” deve ser eliminada, ou seja, é preciso reconhecer as limitações de cada colaborador e, principalmente, saber explorar o que eles possuem de melhor. Acumular muitas funções sem o devido treinamento e reconhecimento impede o alto rendimento em cada uma delas. Desse modo, a produtividade e a qualidade diminuem e a empresa, conseqüentemente, corre um grande risco de atingir o que o especialista em fidelização de clientes e lucratividade Fred Reichheld, chama de lucro ruim.

Na visão desse especialista em lucratividade, os maus lucros são aqueles que vêm de clientes que, na realidade, não gostam de sua empresa, não a recomendariam aos amigos e que o deixarão na primeira oportunidade, devido a alguma insatisfação. Mais do que isso, eles são responsáveis por 80% a 90% da propaganda negativa de sua empresa. Portanto, reduza os custos, mas tome cuidado para não frustrar os clientes.

Planejar a médio e longo prazo nem sempre é fácil, pois temos a tendência de criar soluções rápidas e imediatas. Vivemos com a ansiedade de alcançar resultados de uma hora para outra e deixamos de projetar o futuro. O grande desafio dos líderes atuais é ter que colocar a mão na massa sem perder de vista as oportunidades futuras. É importante parar para pensar nas seguintes questões: O que vale a pena abdicar hoje para alcançar melhores resultados no futuro? Por que não inovar e buscar alternativas próprias, diferentes das que são propostas pelo mercado?

Segundo pesquisa da EXAME com 170 companhias, apenas 6% dos cortes em investimentos atingiram projetos de inovação. Portanto, podemos dizer que as empresas não estão perdendo de vista os resultados em longo prazo. Mas, cabe uma reflexão: O que você pode fazer para tornar a sua organização mais competitiva?

Acumular funções pode ser uma ótima oportunidade para o desenvolvimento profissional e para se destacar. Mas lembre-se que é imprescindível fazer mais do que é solicitado e apresentar os resultados alcançados. Quem não é percebido não é lembrado.

Conquistar a confiança de seus colaboradores em momentos de crise financeira ajuda a criar uma relação de fidelidade. Além disso, traz tranqüilidade para o ambiente de trabalho, sem deixar de lado a pressão por bons resultados, que é natural em um mercado competitivo. O colaborador lida com ela a todo o momento no seu dia-a-dia, porém, não está acostumado com o excesso de incerteza. Ser prestigiado pelo bom trabalho, quando o cenário é desfavorável, mantém qualquer colaborador motivado a seguir focado nas suas atividades. Diante disso:

• Invista no diálogo de desenvolvimento diariamente com a sua equipe.
• Conquiste a confiança visando a qualidade de trabalho da sua equipe.
• Busque meios alternativos para superar a crise.
• Mostre-se compenetrado em fazer o possível para evitar cortes.
• Peça pela compreensão e o apoio de todos.
• Converse sobre a crise de maneira transparente.
• Ajude a equipe a visualizar benefícios na superação dos desafios.
• Esteja preparado para trabalhar mais.

Desse modo, a manutenção do grupo será priorizada, a produção não sairá prejudicada e logo os resultados aparecerão.


Texto de Carlos Cruz: Coach Executivo e de Equipes, Conferencista em Desenvolvimento Humano e Diretor da UP TREINAMENTOS & CONSULTORIA. Ministra palestras e treinamentos focados no desenvolvimento humano, abordando temas como: criatividade, relações humanas no trabalho, atendimento ao cliente, liderança, coaching, motivação, comunicação, empreendedorismo, vendas e negociação. www.carloscruz.com.br. Este post foi autorizado pelo autor.

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