Dica – Não leve sua mãe a uma entrevista de emprego…
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Ninguém torce mais pelo nosso sucesso que nossos pais, ainda mais quando se trata da busca pelo primeiro emprego!
É um ritual único, praticamente a passagem definitiva para a vida adulta de alguém, afinal ingressar no mercado de trabalho é uma das etapas mais significantes de nossas vidas.
Muitas vezes os pais estão envolvidos neste momento, seja como conselheiro, agente, “chefe”, indicador, facilitador ou… torcedor.
Este papel é fundamental, pois transmite segurança ao candidato iniciante. Mas deve respeitar certos limites. Eu diria que o principal deles deveria ser a porta do empregador (seu pai/mãe der uma carona até o local da entrevista).
O caso que relato agora é veridico e nenhum dos envolvidos terá seu nome citado, a fim de preservar sua indentidade. Adianto esta informação, pois pode parecer cômico em alguns momentos…
Não muito tempo atrás, uma empresa recebeu um curriculo de um rapaz que estaria no 3º ano d faculdade de publicidade e procurando uma vaga de estágio…
Foi um candidato persistente, fazendo contatos por e-mail e telefone, o que foi visto com bons olhos para o empregador porque pareceu ser um profissional de iniciativa e focado.Combinada então a entrevista, o candidato chegou na data e local marcados com 30 minutos de antecedência (ótima média), porém qual não foi a supresa na recepção: lá estava a mãe do candidato. A distinta senhora pediu desculpas por chegar tão adiantada, pois o filho estava muito ansioso.
Bom, até este ponto tudo bem, afinal quem não fica nervoso? Ansiedade neste momento é praticamente inevitável, correto?
Porém o papel da mãe não terminou na porta da empresa…Ela entrou para acompanhar o filho durante a entrevista.
Enquanto o responsável pela empresa, mãe e filho se dirigiam para a sala de reuniões, ela contou que acompanhava o filho “pra dar uma força” pois era a primeira entrevista de emprego dele.
Iniciada a entrevista, a mãe tomou a dianteira, logo fazendo cartaz do filho: era um rapaz estudioso, dedicado, etc. e que estava sendo difícil alguém proporcionar uma primeira chance a ele. Acrecentou ainda, “eu falei pra ele falar pra vocês que ele também vai estudar inglês…”(sic).
A devotada mãe, empolgada, ainda pediu para que o ventilador fosse ligado, explicando que estava na menopausa e que por isso estava com muito calor…
Passado bate papo inicial com a mãe, o entrevistador pediu que o rapaz demonstrasse suas habilidades, falasse a respeito de suas expectativas e experiências e assim por diante, como deveria ser uma entrevista de emprego tradicional.
O resultado desta entrevista não vem ao caso e sim o meio como se desenrolou.
Umas das primeiras características a se explorar num candidato é sua independência pessoal. Ser capaz de tomar suas próprias decisões e por mais tenso, ansioso ou nervoso que possa estar, o papel dos pais é prepará-lo para o “mundo lá fora”. Não é a entrevista em si, mas o fato do entrevistado ter ideias próprias e habilidade para lidar com situações cotidianas sozinho.
- setembro 22, 2009
- artigo por Fabio Camatari
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