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UNIBAN: Como divulgar (e manchar) uma marca, em duas semanas!

unibanOs alunos do Instituto de Administração e Negócios da UNIBAN terão material de sobra nos próximos meses para rechear seus TCC’s e monografias. Estão vivendo passo-a-passo um ótimo case empresarial nos moldes das novas tendências de marketing. Infelizmente, não será um case com saldo “positivo”.

Primeiramente, saiba que o 1º estudo sobre Hábitos de Uso e Comportamento dos Internautas Brasileiros em Mídias Sociais, realizado pela In Press Porter Novelli e E.Life, mostrou que 90% dos entrevistados pesquisam na internet sobre produtos e serviços antes da compra – e não somente nos serviços de busca.

A pesquisa também aponta que cerca de 43% dos entrevistados recomendam a outros usuários um produto ou serviço adquirido. Twitter, Orkut, YouTube e blogs são as ferramentas mais utilizadas pelos entrevistados.

Agora, dispa-se de preconceitos e julgamentos ideológicos a respeito do ocorrido entre a Uniban e a estudante Geisy Arruda, hostilizada por ir às aulas com um mini-vestido pink.

Que empresa não gostaria de ter sua marca na “boca do povo”? A Uniban conseguiu, da pior maneira possível.

Analisando a sequência de ações tomadas pela Uniban, temos um verdadeiro desastre em termos de administração de crises: Permitiu que a manifestação dos alunos contra Geisy quase tomasse proporções bárbaras até a polícia intervir. Expulsou a aluna, penalizando-a pelo fato sem direito a réplica. Precionada pela mídia voltou atrás em sua decisão cabal.

Um dos fatores que fizeram o caso ganhar velocidade em divulgação foi a interação entre usuários de redes sociais. Como dito anteriormente, os novos formadores de opinião são ágeis e implacáveis. O caso ganhou o Twitter e o Orkut em instantes e provocou avalanches de críticas e comentários em sua grande maioria depondo contra a Universidade.

Em menos de uma semana, a universidade ganhou destaque ate na mídia internacional (veja no The New York Times, por exemplo). Negativamente e “de graça”. A marca UNIBAN ganhou notoriedade às avessas e o investimento em recuperar a credibilidade perante seus potenciais clientes será muito maior que qualquer soma calculada para campanhas de marketing antes do ocorrido.

E quem saiu ganhando com isso? As confecções de mini-vestidos rosa? Não, ninguém. Porém muitos mais perderam além de Geyse e a Uniban. Os demais alunos, que não tomaram partido ou nem estavam presentes no ocorrido, provavelmente serão alvo de taxações quando buscarem emprego.

Certo mesmo é que presenciamos “ao vivo” o poder que as redes sociais exercem sobre a opinião pública, o potencial germinativo de notícias por esses meios e como a “viralização” é ágil.

Fechando o caso, veja o vídeo nota 10 produzido por Carlos @Cardoso. Indispensável!

Reitero o primeiro parágrafo deste texto: aprender com os erros é o início da redenção. Os alunos da Uniban tem a grande oportunidade de fazer valer a experiência que tiveram e a Uniban, a chance de usar o capital intelectual que agrega para recuperar sua credibilidade. Ou não.

Via: MSN Notícias, Proxxima e Portal Exame

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