Mulheres aprendem a importância do controle financeiro
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Companheiras, solteiras ou à frente da família, mulheres aprendem a lidar com o dinheiro para equilibrar as finanças e realizar sonhos
A experiência nem sempre é fácil e tranquila.
O aprendizado sobre finanças pessoais normalmente vem pela tentativa e erro, na busca por uma solução que muitas vezes é uma exigência para resolver um problema imediato de dificuldade financeira. “Estava com uma dívida de quase R$ 4 mil para pagar e não tinha mais nada de dinheiro, o pagamento do mês já tinha sido usado para pagar as contas básicas, estava recebendo cartas de cobranças e passando por situações vexatórias desnecessariamente”, conta Marli Viana da Cruz, de Guarulhos, São Paulo.
Para ela, casada e mãe de um menino de sete anos, o controle das finanças da casa não é uma constante, apesar de já ter tido a experiência de equilíbrio aliado à guarda de recursos que permitiram, entre outras, a troca do carro e o pagamento de férias à vista e sem contrair dívidas. “A sensação é muito boa, você ter o que deseja sem precisar lembrar vários meses daquela dívida”, relembra.
Para a curitibana Eliane Abel de Oliveira, casada e responsável pelo controle das suas finanças e do marido, o controle financeiro é fundamental. “Se não sabemos onde gastamos nosso dinheiro, não sabemos se estamos gastando bem. Perdemos a noção do que estamos fazendo com o que ganhamos”, enfatiza. Mas esse controle nem sempre fez parte da rotina do casal. “Sempre tive vontade de fazer o controle financeiro dos meus gastos, mas faltava um empurrãozinho, pois tinha preguiça de criar uma planilha para isso.”
Para Marli e Eliane a efetivação de um controle financeiro mais constante e adequado, com possibilidades de avaliação sobre onde estavam sendo empregados os recursos financeiros da família, veio com o conhecimento e utilização da ferramenta on line Minhas Economias – www.minhaseconomias.com.br . Gratuito e aberto desde maio de 2009, o site permite que seja feito todo o acompanhamento das finanças pessoais de forma ágil, segura e por meio da Internet. “Nossa preocupação ao disponibilizar o Minhas Economias é contribuir para a difusão da educação financeira, fundamental para o pleno desenvolvimento social. Não é comum as pessoas realizarem o controle de suas finanças, porque não foram instruídas para isso. Por isso, além da ferramenta na web, de forma gratuita, também estamos desenvolvendo e disponibilizando material para educação financeira dos usuários”, explica Paulo Sain, um dos empreendedores do Minhas Economias.
Colega de turma de seus dois sócios – Marcelo Jundy Kimura e Décio Kimura no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), Paulo enfatiza a importância de criar mecanismos que auxiliem as pessoas a lidar com o dinheiro de forma saudável, mantendo as contas no azul (em equilíbrio financeiro), podendo realizar sonhos.
Mulheres no comando
Cada vez mais responsáveis pelas contas familiares, seja por serem chefes de família ou por aceitarem a responsabilidade sobre as contas da casa, as mulheres começam a conquistar vitórias com o aprendizado sobre as finanças pessoais. “Com o uso do Minhas Economias ficou mais fácil fazer o controle. Comecei a ver para onde meu dinheiro estava sendo direcionado.
Antes de começar a usar o site, não tinha noção do meu saldo bancário, por exemplo, hoje em dia sei dizer com precisão como está minha conta”, confessa Eliane. Uma das conquistas após o uso sistemático da ferramenta, foi ao fazer o controle financeiro do esposo. “Descobri vários furos na conta dele, como por exemplo, pagar a mensalidade de um cartão de crédito que ele não possuía e a cobrança abusiva do provedor de internet. Como as faturas estavam em débito automático, ele não se dava conta disso. Consegui fazer com que o provedor restituísse mais de R$ 400 reais das cobranças”, confirma.
Outra conquista foi o aprendizado com as dicas do empreendedor Marcelo Kimura, do Minhas Economias. “Depois de conhecer o site e o Marcelo Kimura, antes de comprar qualquer coisa eu pergunto: eu preciso ou eu quero? Se eu preciso, posso ficar mais um tempo sem isso?
Outro dia me peguei calculando se era verdade o preço de uma promoção: uma embalagem com 40 produtos saía por determinado valor e havia outra, com 60 produtos, em promoção. Usei a calculadora do celular e descobri que o produto em promoção saía mais caro que o outro. Era só enrolação.”
Para Marli o uso da ferramenta está se efetivando, mas o ganho aconteceu com a resposta dos empreendedores do Minhas Economias a um questionamento feito por e-mail sobre qual atitude tomar com relação a situação da dívida dos R$ 4 mil reais. “Quando entrei no site, relatei minha situação, discriminei minhas dívidas e valores, recebi as orientações.
A partir delas, perdi o medo de negociar os juros e aprendi que não adianta tentar guardar dinheiro, como fazia, pagando duas previdências privadas, estando endividada. Hoje meu cartão de crédito está guardado na gaveta, enquanto não pagar tudo o que devo ele não sairá de lá. Aos poucos mudarei minha conduta com relação ao dinheiro e aprenderei como viver tranquilamente com os recursos que temos.”
Fonte: Minhas Economias
- novembro 18, 2009
- artigo por Fabio Camatari
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