“Viver com aids é possível. Com preconceito não”
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Você necessita contratar um profissional para sua empresa. Independente de sexo ou idade, você descreve as competências necessárias. Vários candidatos são selecionados, dentre so quais, três têm alto potencial e seriam uma boa escolha. Ao definir o escolhido ideal, o mesmo é encaminhado para exames médicos de rotina, para admissão.
Neste momento, o candidato escolhido informa que é portador do vírus da AIDS.
Como contratante, qual será sua atitude?
Já pensou a respeito? O que faria numa situação desse tipo?
A linha de pensamento mais sensata (e moralmente correta) seria seguir normalmente com a contratação, incluindo uma ressalva para salvaguardar o funcionário em caso de risco ocupacional, caso a função atribua algum.
Já a linha mais hipócrita (e nem por isso descartada), seria desclassificar o candidato, afirmando que omitiu informações importantes no processo, colocando a si e companheiros em risco. AVISO: isto não é ficção.
Você questiona-o a respeito de como contrariu o HIV? Isso o fará mais ou menos competente?
Você tem uma atitude politicamente correta, não preconceituosa e acaba contratando o eleito. O que faz a partir daí?
Pede sigilo sobre a doença ao funcionário? Avisa veladamente a todos na empresa que ele e portador do HIV?
Note que estou pulando alguns procedimentos que são padrões em RH’s e não estou analisando posturas de empresas e sim de pessoas. O objetivo deste artigo é incomodá-lo, fazendo-o calibrar a sensível balança que registra nossos níveis de hipocrisia, preconceito e preconceito.
Trabalhar com AIDS é possível.
Trabalhar com necessidades especiais é possível.
Trabalhar com chatos é possível.
Trabalhar com respeito é possível.Viver com aids é possível. Com preconceito não.
Acompanhe aqui a Programação para o Dia Mundial contra a AIDS.
- dezembro 1, 2009
- artigo por Fabio Camatari
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