Podemos apontar muitas razões para a “mortalidade infantil” das empresas, mas algumas delas se repetem com mais freqüência, tais como a falta de conhecimento de mercado, escassez de recursos financeiros e modificações no cenário da concorrência.

Na maioria dos contratos de constituição de empresas consta com relação à sua duração a expressão “por tempo indeterminado”, isso é, não tem previsão de data de fechamento.

Por mais bem planejado que seja, abrir uma empresa é assumir riscos, e estes podem ser minimizados, mas não eliminados totalmente.

Risco é entendido como a probabilidade de uma ação gerar prejuízo econômico. O simples fato de uma atividade existir abre a possibilidade de eventos, ou uma combinação deles, constituírem vantagens ou ameaças.

Na maioria das vezes, empresas que fecham deixam um rastro de sonhos desfeitos, empregados desempregados, empresários “desempresados” e dívidas.

As mudanças estão aceleradas e os clientes cada vez mais exigentes. Neste cenário simular o “plano de vôo” através de um cuidadoso Plano de Negócio, é a recomendação dos especialistas em empreendedorismo.

O planejamento é uma ferramenta que possibilita perceber a realidade, avaliar os caminhos, construir um referencial futuro. É o lado racional da ação. Trata-se de um processo de escolha e organização de ações, antecipando os resultados esperados. Para realizá-lo informações são fundamentais, já que por meio delas tomamos melhores decisões. Buscar todas as informações possíveis sobre onde queremos estar e o caminho a seguir, é o mínimo necessário para “exorcizar” o fantasma do fracasso.

Ser humilde para pedir ajuda é uma virtude e não uma fraqueza. Ninguém sabe tudo, nem precisa saber para ser empreendedor de sucesso. Porém, é preciso saber acionar quem sabe. Por isso, cultivar uma rede de relacionamentos é essencial. Na “hora do aperto” aquele cartão de visita guardado ou número gravado na agenda do celular, passam a ter grande importância.

Quando estamos doentes vamos ao médico, quando temos um problema jurídico, recorremos ao auxílio de um advogado. Por que não buscar ajuda de um Consultor quando queremos abrir um negócio e não sabemos como fazer? Tanto na saúde, como nos negócios, prevenir vale mais do que remediar.

Texto de Soeli de Oliveira, Consultora e Palestrante do Instituto Tecnológico de Negócios nas áreas de Varejo, Vendas, Atendimento e Motivação e-mail: soeli@sinos.net – Novo Hamburgo – RS.

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