No embalo do tema Vendas, trago este texto de Marcelo Ortega, agora dirigido aos líderes de equipes de vendas.
Por Marcelo Ortega
Você que lidera equipes comerciais ou pretende se tornar um supervisor, gerente ou até Diretor de vendas, preste muita atenção no que lhes direi. PARE E PENSE OU REPENSE SE ESTÁ FAZENDO A COISA CERTA?
Muitos vendedores de sucesso se tornam chefes em suas empresas e fracassam. Muitas empresas não conseguem perceber que não é por que o profissional é ótimo para vender, será ótimo para gerenciar uma equipe de vendas.
Normalmente esta promoção é um problema para a empresa e para este ex-vendedor. Não há nada de errado em querer gerenciar uma equipe, mas é preciso preparo para isso. Você precisará mudar seu dia-a-dia de vendedor completamente, e passará a ter uma responsabilidade por pessoas e resultados. Por isso é preciso estudar, fazer treinamentos que te ensinem como gerenciar processos: controles em vendas, estratégias, campanhas, delegação de atividades, estabelecimento de metas , etc; bem como liderar pessoas: contratar, formar, selecionar, demitir, inspirar e motivar, formar uma equipe de campeões e em especial, outros líderes.
Em vendas, a liderança é especial e diferente. Se você pretende ter campeões em sua equipe deve considerar 03 regras: 1 – vendedor (na sua cabeça) não tem um chefe, não gosta disso;
2 – vendedor não gosta de ser controlado;
3 – vendedor precisa ser inspirado para agir.
Minha dica de ouro é que você líder de Vendas deve aprender a Inspirar sua equipe, não por dinheiro ou pressão, mas por princípios (ética, caráter, garra, disciplina, entusiasmo) e propor desafios e responsabilidades.
Marcelo Ortega é Empresário, Palestrante, Consultor e Autor do livro Sucesso em Vendas www.marceloortega.com
Vamos estrear hoje a categoria Vendas, trazendo textos que venham a colaborar com o perfil do vendedor. Lembro que todo dia, todos nós somos “vendedores”, seja de produtos, serviços, idéias ou de nós mesmos!
Por Marcelo Ortega
Ser bem atendido é o que todo cliente espera. Mas não vemos isso no comércio de um modo geral. As pessoas que estão atrás dos balcões ou espalhadas pelas lojas precisam acordar para o conceito de excelência em atendimento. Não é regra, pois tem muita gente boa no quesito simpatia, atenção ao cliente e principalmente, prazer em ser um vendedor ou vendedora. Costumo dizer que a missão de um vendedor é fazer as pessoas mais felizes. No entanto, eu lhe pergunto: você já se sentiu mal com o atendimento de um vendedor? É claro que a maioria dirá sim e por mais simples que seja o que irei lhe falar, é altamente importante dar atenção a isso. No século XXI as empresas irão se diferenciar por pontos simplórios a primeira vista, como atendimento, apego aos detalhes de aparência, clareza, modo de apresentação de produtos e serviços, relacionamento no pós-venda e tudo aquilo que todo empresário sabe que precisa fazer bem, mas não consegue manter pessoas treinadas e comprometidas com isso o tempo todo.
A palavra de ordem é ser inteligente para vender mais. Venda com inteligência requer mudanças comportamentais profundas e aqui quero destacar quais são elas:
Determinar a importância do atendimento na empresa: Muitos empresários não têm a humildade de admitir que perdem clientes por atendimento. Segundo pesquisa realizada em 2006 com mais de 2000 clientes de varejo realizada em São Paulo e divulgada pelo Prof. Marins na Rede TV, conclui-se que 68% dos clientes deixam de comprar por mal atendimento do vendedor. 14 % atribuem os problemas a qualidade e apenas 4% destacam o preço como mais importante.
Passar a ouvir o cliente: Poucas empresas fazem pesquisa de avaliação, ou permitem que o cliente tenha um canal para reclamar, sugerir, criticar. A maioria dos clientes normalmente não conta para sua empresa espontaneamente aquilo que os deixam insatisfeito com ela, mas
para muitas outras pessoas. Quando a empresa permite que um cliente reclame ou treina seus profissionais para ouvir o cliente melhor, descobre suas fraquezas e com isso se destaca a frente de seus concorrentes.
Surpreender para encantar: Um cliente que acaba de reclamar pode simplesmente ser surpreendido se o vendedor ou atendente estiver treinado para fazer com que isso aconteça. É preciso definir um processo de atendimento que inclua a máxima “o cliente tem sempre razão” com bom-senso para atender aquilo que for devido e visar o encantamento. Imagine que sua esposa (ou seu marido) tenha comprado um produto e este veio quebrado. Você o leva para trocar no supermercado e em vez de pegar filas no setor de atendimento ao cliente, ter que mostrar notas fiscais, preencher um pedido e esperar pelo conserto, a atendente troca o produto de imediato. Imagine que ao chegar em casa descobre que nem foi naquele supermercado que sua esposa havia comprado. Pode parecer que o supermercado tenha perdido com isso, mas acredito que para você esse passa a ser um supermercado especial, não é mesmo.
Torne seu cliente verdadeiramente fiel: fidelidade do cliente não existe! Se não houver fidelidade do vendedor com o cliente. Ser fiel ao cliente dar motivos para que ele volte, ou seja, cuidando para que ele se sinta importante e tenha uma relação de confiança e admiração pela empresa, pelo produto e por você. Custa muito caro conquistar clientes para perdê-los e mais caro ainda, fazer publicidade para atrair novos clientes. O dinheiro que se investe no relacionamento é muito menor que tudo isso, sem contar o tempo que você precisa investir para buscar clientes em vez de dedicar um pouco do seu tempo e o de sua equipe de atendimento para cuidar dos clientes que tem.
Hoje trago outro “Isqueiro”, importado do site de Luciano Pires: Paulo Saab. Uma rápida reflexão sobre nossa democracia…
Por Paulo Saab
Reflexões são sempre pensamentos que buscam avaliar situações e entender como as coisas se passam. Refletir sobre como vai indo a democracia brasileira, de forma simples, não faz mal algum
Sob o ponto de vista, por exemplo, dos direitos e deveres que consagram a maturidade de uma democracia, o Brasil tem avançado bem.
Pelo ângulo das liberdades individuais e coletivas, preconizadas na Constituição também tem havido grandes conquistas e a liberdade, bem maior de uma democracia, está a cada dia, a cada eleição, a cada pleito, com as raízes mais fortes na vida institucional do Brasil.
Há ainda muitos pontos onde precisamos evoluir para assegurar que a cidadania no Brasil está consolidada num país democrático.
A questão partidária, por exemplo, onde entram a fidelidade, o voto distrital, o voto facultativo, a imposição de horários eleitorais, esses pontos, para citar só alguns, ainda pedem um melhor amadurecimento.
O horário obrigatório eleitoral, neste caso, é algo que destoa de uma plena democracia, revelando que o Estado ainda se impõe à sociedade. Em diversos países democráticos do mundo os partidos políticos com suas arrecadações compram os horários. Aqui as emissoras de televisão e radio são obrigadas a ceder espaço. A programação das emissoras é interrompida bruscamente para uma exposição partidária que se torna antipática.
Entendo que a plenitude da democracia e da cidadania exige conhecimento e responsabilidade. Razão pela qual, uma vez mais, a consolidação de nossa ainda juvenil democracia passa pelos investimentos maciços em educação para educar nossa população e estabelecer uma relação menos dependente entre a sociedade e o Estado. Vivemos numa democracia, mas ainda em construção.
Vejamos, em outro exemplo, a disputa, entre Barack Obama e Hillary Clinton, para ser o candidato democrata à presidência dos Estados Unidos.
É algo que deve ser olhado com muito interesse pelos brasileiros.
A Nação brasileira está sendo construída e nossas bases democráticas ainda estão em estágio inferior ao já alcançado pelos Estados Unidos. Lá a vida política é regulada sem imposições do Estado, os cidadãos são livres para decidir se querem participar das eleições ou não e os dispositivos constitucionais que garantem a igualdade de direitos, conquistados com muita luta e exigindo permanente vigilância, têm sua vigência respeitada.
O surgimento da disputa pela indicação para concorrer à Casa Branca, entre um político de origem africana, de cor negra, e uma mulher, torna-se, no quadro norte americano algo inusitado, mas natural. Não foi fruto de nenhuma cota, de nenhuma imposição, mas principalmente, do exercício de participação dos negros e mulheres na vida política do país.
No Brasil a cidadania precisa evoluir assim como a participação dos brasileiros comuns, homens, mulheres, negros, ocidentais, orientais, brancos, todos igualados pela condição da cidadania brasileira, participando de sua vida política.
Vai demorar um pouco mais, mas vamos chegar lá. Ainda precisamos vencer nossa própria falta de informações e conhecimentos sobre isso.
Paulo Saab é graduado em Direito pelo Largo de São Francisco(USP), jornalista especializado em rádio e TV, colunista e editorialista do Diário do Comércio e professor universitário. Atua profissionalmente como executivo e participa de entidade como voluntário na causa da educação e da cidadania. Membro de conselhos, associações e organizações nacionais e internacionais. Palestrante, escritor.
Neste feriadão, mais um texto de Tom Coelho para refletirmos a respeito de atitude!
“Nada é veneno e tudo é veneno; a diferença está na dose.”
(Paracelsus)
Por Tom Coelho
Em maior ou menor grau, somos todos autodidatas. Aprendemos muito por meio de estudos, bastante através de nossos relacionamentos e uma infinidade pela nossa própria experiência.
A pessoa que se entusiasme a solucionar problemas elétricos ou hidráulicos em sua casa, desmontando e refazendo utensílios e eletrodomésticos, poderá adquirir uma competência digna de engenheiro. Analogamente, alguém envolvido com muitas questões de justiça poderá alcançar um conhecimento que o aproxime de um bacharel em Direito.
Seguindo este raciocínio, pessoas acometidas por enfermidades desenvolvem um “quê” de médicos. Aprendem desde os jargões da profissão, até a fazer diagnósticos, chegando mesmo à automedicação, incluindo o conhecimento do princípio ativo e informações técnicas dos produtos, suas indicações, contra-indicações, reações adversas e posologia. São os ditos antibióticos, assim denominados porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida.
Tive uma infância marcada por uma saúde debilitada. Problemas do sistema respiratório. Uma bronquite persistente que deu as mãos a uma febre reumática e me tornaram um convidado freqüente de farmácias. No lugar de picolés de limão, uva ou abacaxi, injeções de penicilina. De tanto tomar antibióticos, meu organismo criou resistência.
É sempre assim: todo recipiente tem uma capacidade limitada ao seu volume máximo. Depois disso, ele transborda. E a culpa não é daquela gota adicional, mas de todas as outras depositadas anteriormente. É por isso que há relacionamentos que se desfazem. Não foi por uma única palavra, gesto ou ação. Foi por causa de todas as palavras, gestos e ações que se antecederam. Mas isso é outra estória…
Há alguns dias fiz um tratamento dentário. A microcirurgia causou um esperado processo inflamatório no local afetado. Sempre tratei osteoartrite com Vioxx, medicamento retirado da praça em setembro de 2004 depois de comprovados os riscos vasculares proporcionado aos usuários. Em seu lugar, o dentista receitou-me dois similares.
Conforme relatei, meu organismo resistente legou um ser que não pode ficar doente. Basta um comprimido de antiácido contendo acetilsalicílico ou um analgésico à base de dipirona sódica, por exemplo, para desencadear reações alérgicas que podem demandar, de acordo com a dosagem, uma traqueostomia – para quem não sabe, um procedimento altamente invasivo que consiste em fazer uma abertura na traquéia para permitir a entrada de ar, a passagem do oxigênio que alimenta a vida.
Na farmácia, após ler a bula dos dois medicamentos substitutos prescritos, descobri que ambos são contra-indicados a pessoas alérgicas ao ácido acetilsalicílico. Assim, evitei o risco de um choque anafilático, rumando para minha casa. Sentindo dor, porém vivo.
Então, coloquei-me a pensar na vastidão deste país de dimensões continentais, no baixo índice educacional da maioria da população, nas deficiências de nosso sistema de saúde. E imaginei quantos são vitimados todos os dias por diagnósticos superficiais decorrentes da não realização de exames – para redução de custos – e de profilaxias inadequadas por inépcia, omissão ou mera falta de atenção dos profissionais.
Os mais pobres não lêem receituários porque não entendem a letra, não lêem bula porque isso é coisa de médico e fazem apenas o que o “doutor” recomenda porque estes são tidos como mensageiros de Deus na terra. E acabam por morrer achando o ato natural e obra da divina providência.
Tom Coelho, com formação em Economia pela FEA/USP, Publicidade pela ESPM/SP, especialização em Marketing pela Madia Marketing School e em Qualidade de Vida no Trabalho pela USP, é consultor, professor universitário, escritor e palestrante. Diretor da Infinity Consulting e Diretor Estadual do NJE/Ciesp. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br.
Temos hoje quatorze dicas especiais (e simples) oferecidas por Gustavo Cerbasi para uma vida financeira mais equilibrada. Se não começou a pensar nisso, nunca é tarde, afinal, ninguém melhor para cuidar de seu dinheiro do que você mesmo. Seja um bom gestor de suas finanças.
Por Gustavo Cerbasi
Dia desses, uma jornalista me pediu para enumerar sete pecados e sete regras de ouro para o sucesso na vida financeira do casal. O porquê do número sete, eu não sei. Mas a reflexão sobre a pergunta da jornalista me levou a enumerar quatorze idéias que hoje quero compartilhar com você, ouvinte.
Os sete maiores pecados, pois existem outros, são:
1) Não colocar as contas na ponta do lápis ao menos uma vez por mês;
2) comprar a casa própria muito precocemente, quando a renda do casal ainda é baixa e só é possível financiá-la em prazos muito longos;
3) comprar a prazo, o que deveria ser evitado mesmo quando aparentemente não há vantagem matemática em pagar à vista;
4) entrar em financiamentos muito longos na compra da casa e do automóvel;
5) não ter um plano que garanta uma robusta renda futura, independente do trabalho;
6) não contar com uma reserva financeira para emergências e gastos inesperados; e
7) não criar oportunidades para falar sobre dinheiro e sobre sonhos.
Para uma vida financeira mais tranqüila, as sete regras de ouro que enumero são as seguintes:
1) Realizar o orçamento doméstico, mesmo que de maneira simples – é o caminho para antecipar “furos” na conta e ajudar a saber o quanto podemos gastar em uma ida ao shopping, por exemplo;
2) somar esforços na hora de investir e nos produtos que podem proporcionar vantagens, como o cartão de crédito – quanto melhor nosso relacionamento, mais vantagens conseguimos das instituições financeiras;
3) poupar para pagar os itens de consumo à vista ou ao menos para poder dar uma grande entrada, que viabilize financiamentos em prazos mais curtos;
4) procurar comprar sempre à vista (nada como a sensação de desfrutar do consumo e não ter que assumir o abacaxi de várias prestações a pagar);
5) começar, o quanto antes, um projeto de investimentos para garantir a independência financeira do casal (pode ser um simples plano de previdência);
6) fazer pequenas poupanças além do plano de independência, seja para usar nas emergências, seja para viabilizar gastos que, de tempos em tempos, podem vitaminar o relacionamento (viagem, renovação da casa, um jantar a dois); e
7) unir forças na busca de objetivos comuns e também de objetivos individuais, conversando mais a dois e com os filhos sobre sonhos, desejos e sacrifícios a fazer para conquistá-los.
São minhas dicas, para que vocês enriqueçam juntos.
Texto publicado na coluna de Gustavo Cerbasi para o Primeiro Programa.
Esta semana Luciano Pires oferece a todos um ótimo exercicío político. Em tom que parece brincadeira (mas o contexto é bem sério), parodiou a música Felicidade e criou assim a Melô do Congresso. Com direito a vídeo e tudo mais…
orquestrado por Luciano Pires
Meu título de eleitor já tem 33 anos. E nesse tempo todo em que treinei minhas habilidades como eleitor, parece que o atributo que mais desenvolvi foi a desconfiança. Não sei como é com você, mas em ano eleitoral eu sinto uma espécie de angústia. Quero conhecer os candidatos, mas não sei direito onde procurar as informações. E quando as encontro, não sei se acredito. Todos parecem ter um passado a esconder ou um futuro a desconfiar. E quando encontro algum que julgo merecer meu voto, logo vem alguém dizendo que não é bem assim, que o primo da tia do vizinho da cunhada dele ouviu dizer que a pessoa tem rabo preso… Que dureza!
A única certeza que tenho é que urna não é lixeira. Voto não é brincadeira. O voto é a única arma para liquidar com os bandidos. E sabe o que mais? O bandido está lá, ocupando aquela cadeira porque nós a deixamos vaga. Não gostamos de política. Eles gostam…
Milhões de pessoas vendem seus votos, negociam sua vergonha. Outros milhões optam por desistir, por lavar as mãos, como Pilatos. Mas muitos milhões não aceitam ser reféns da negociata, da bandidagem, da enganação. Em qual milhão você se insere?
Pois bem… Apesar de minha angústia e incertezas, decidi fazer alguma coisa para evidenciar a importância das escolhas nas eleições. Em 2004 criei uma ferramenta para tratar desse assunto de forma irreverente e séria ao mesmo tempo: as melôs. Parodiando músicas conhecidas e sob forma de pequenos filmes protagonizados por bonecos de uma egüinha e três vaquinhas, que cantam e dançam de forma engraçada, as melôs foram feitas para serem distribuídas como um vírus pela internet.
Os bonecos são manipulados por profissionais bonequeiros da companhia Trucks. São fascinantes. Você pode até não gostar, mas sua filha gosta…
Muito bem. Tudo isso para apresentar o novo lançamento, a Melô do Congresso. Baseada na música Felicidade, de Lupiscínio Rodrigues, com letra de Junior Poli, Labi Mendonça e eu mesmo e arranjos e interpretação de Sérgio Sá, a Melô do Congresso vai direto ao ponto:
MELÔ DO CONGRESSO
Honestidade foi-se embora / E a vergonha no Congresso já não mora /
Esperança no Brasil, só piora / Porque sei que a falsidade lá vigora
O deputado já começa aproveitando / Mete a mão, vai desviando
E não pára de roubar / E o dinheiro do hospital / Vai pra boiada, / Pra amante e o novo carro / Que o Juninho vai comprar
Moralidade foi-se embora / E a maldade no Congresso é lá que mora /
E é por isso que o nosso só se explora / Porque sei que a pilantragem lá vigora
O deputado fala errado / Ri à toa, se fingindo de inocente / E começa a enrolar / E o coitado que votou nessa pessoa / Lembra o voto, que vergonha / Quatro anos pra aturar
Seriedade, foi-se embora / O picareta virou dono, e nos devora / E o povo inteiro já percebe, a ilusão / De que a política em Brasília / É enganação
Daqui a pouco é eleição e lá vêm eles, / Com sorriso, abraço e beijo / Pro meu voto conquistar / E eu mando à merda, não sou burro nem palerma /
Ninguém mais me passa a perna / Eu vou botar pra quebrar
Renovação vamos embora / Que a limpeza do Congresso, não demora
Não sou trouxa, tô cansado / Vou à forra / Porque sei que a falsidade não vigora
O vídeo já está disponível em meu site ou no YouTube, em http://br.youtube.com/watch?v=hfGo5GecgeY .
Ajude a distribuir essa mensagem. Mande o link para seus amigos e inimigos, para o padre, o delegado, o vereador, o deputado, o gerente do banco e a dona do bordel.
O texto de hoje trás uma boa dica para quem está procurando emprego: o peso da sinceridade durante uma entrevista de emprego.
Adaptado de Max Gehringer
Muitas pessoas se queixam por não serem escolhidas em processos de seleção que participaram com boas chances, apesar de serem sinceras em suas respostas. Um caso típico são as explicações dadas a um entrevistador por candidatos que perderam o emprego anterior por que foram vítimas de um chefe mal intencionado ou da puxada de tapete de algum colega pernicioso. Nas entrevistas, estes candidatos relatam detalhadamente como foram prejudicados, mas por fim, não conseguem a vaga.
Entrevistadores preferem uma mentira bem contada ou uma verdade esclarecedora? A questão está na definição de “verdade”. Existem verdades factuais e existem afirmações que podem ser verdadeiras, mas que expressam opiniões pessoais.
Tomando como exemplo uma partida de futebol, o resultado numérico dela é uma verdade factual. Já a afirmação de que o time perdeu por que o juiz roubou, é um ponto de vista pessoal e discutível.
Numa entrevista, o que candidato relata ao entrevistador não é a verdade factual, é a sua versão da verdade. O responsável pela demissão certamente iria dar uma versão diferente e aí, caberia ao entrevistador, ouvir as duas verdades – a do demitido e a do chefe – e julgar quem tem razão. Isso transformaria o entrevistador numa espécie de juiz e esse não é o papel dele.
Por fim, o entrevistador tomará a decisão mais simples, ou seja, a de contratar um candidato cuja história não irá exigir todo este trabalho de detetive em busca da verdade.
A sugestão é evitar contar casos que possam ter interpretações contraditórias. É melhor o candidato dizer que houve uma reestruturação no setor em que trabalhava, o que sempre é verdade no caso de uma demissão.
Texto adaptado de Max Gehringer, exibido pela CBN em 18 de março de 2008.
Ouça aqui:
Ainda sobre Carreira, trago hoje um texto que mexe com a forma com que encaramos o Trabalho.
por Suely Pavan
“Se o homem não sabe fazer outra coisa a não ser trabalhar ou recompor forças para começar um novo ciclo de trabalho, é preciso constatar que nossa evolução reduziu o ser humano a um ser cujo cérebro e mãos só servem a um fim – o trabalho.”
Philippe Godard – Autor do Livro “Contre le Travail”
Na França algumas pessoas resolveram parar de trabalhar. Estes “desertores do mercado de trabalho”, como os chama Pierre Carles querem mais tempo para si mesmos. Tempo para passear, ir aos museus e curtir a vida. Trabalhar para viver e viver para trabalhar, não é com eles!
Óbvio que para fazer isto eles tiveram que abrir mão do consumo. Vivem apenas com o mínimo necessário. Supérfluos nunca mais!
Aliás, fiquei sabendo que na França não existem supermercados. Os habitantes solicitam que nas ruas circulem menos carros, para expandir o espaço nas calçadas e permitir a conseqüente instalação de mesas e cadeiras para bater papo. O clima por lá parece muito mais provinciano do que americano. O francês gosta de ir ao açougue, à peixaria e ao mercado. Gosta de estabelecer vínculos e de não viver do “self service”. E por este motivo cultural o movimento contra o trabalho ganha força por lá.
Recentemente ocorreram três suicídios de executivos na França, e a causa que muitos estudiosos apontam é justamente a pressão no trabalho. Um dos executivos suicidasi nclusive deixou um bilhete dizendo que não conseguia mais satisfazer as expectativas de sua empresa.
Doenças do trabalho, humilhação e baixos salários também são mostrados no documentário “Attention: danger travail”(“Atenção: perigo trabalho”), de Pierre Carles, Stéphane Goxe e Christophe Coello, que foi exibido em Paris.
Os entrevistados de “Attention…” foram demitidos, tiveram uma longa doença ou experiências muito negativas no mundo do trabalho e decidem não mais trabalhar. Um deles nunca entrou nesse mundo e é um dos que melhor articulam o discurso anti-trabalho. Eles todos se recusam a ser soldados da guerra econômica pela produtividade, mal pagos e asfixiados pelo medo de perder o emprego. Chegaram a essa convicção através de uma reflexão sofisticada e têm uma argumentação consistente e bem articulada para justificar a recusa a “trabalhar para viver e viver para consumir”.
Enquanto a França se dá o direito à preguiça, aqui no Brasil o mercado aquece e com ele os empregos crescem.
Segundo dados do IBGE São Paulo tem o menor índice de desemprego desde 1996.
Há vagas no mercado, e todo dia dou de cara com elas e as publico no meu blog. Apesar disto muita gente ainda diz que há desemprego no Brasil.
Conheço selecionadores que estão se descabelando para conseguir candidatos para vagas onde a qualificação é pequena: operadores de telemarketing, empregadas domésticas, auxiliares de produção.
Não entendo como muita gente ainda diz que não consegue um emprego quando a exigência é baixa como nas vagas citadas. A desculpa que sempre leio é que as empresas pedem qualificações altíssimas. Tenho contato diário com as vagas existentes no mercado, e parece que na “vida real” não é isto que acontece.
Será que o brasileiro sem qualificação quer mesmo trabalhar?
Ou será que há um movimento aqui parecido com o da França e que ainda não foi divulgado pela mídia?
A diferença é que por lá o seguro desemprego gira em torno de 425 euros. E por aqui muita gente prefere colocar filhos em faróis pedindo esmolas ao invés de trabalhar.
De qualquer forma, viver focado apenas no trabalho é um desperdício de vida. Trabalhar apenas para ter o home theather, o notebook, e não sei mais o que de última geração é focar apenas no consumo e não na vida.
Trabalhar com prazer é sem dúvida um grande prazer.
Porém, é necessário sempre refletir sobre o significado do trabalho em nossas vidas, lembrar-se que todos os regimes políticos idolatraram o trabalho como a salvação.
“O trabalho liberta” era a inscrição gravada num arco na entrada do campo de concentração de Auschwitz. Este era o pensamento dos nazistas.
Reflexão, lazer,leitura, passeios e andar de mãos dadas não fazem mal a ninguém. Ficar de pernas pro ar sem fazer nada também faz muito bem!
Suely Pavan é Psicóloga, psicodramatista. Sócia-Diretora da PAVAN DESENVOLVIMENTO. É “Isqueira” do Café Brasil, de Luciano Pires.
Mais uma vez meu atual momento profissional influencia na escolha de um artigo… Pois acredito que assim como eu, outros possam se identificar com o texto. Vale o comentário: saiba diferenciar o que é ser “bonzinho” e o que é ser “do Bem”. Pense nisso…
Res-sen-ti-men-to
por Daniel Carvalho Luz
“A raiva é um vento que apaga a lâmpada da mente.”
(…)
Você tem ferida no coração?
Talvez a ferida seja antiga. Um genitor violentou você. Um professor o humilhou. Um companheiro o traiu. Um sócio o enganou, deixando você com opção de pagar as dívidas ou ir à falência. E você ficou aborrecido.
Ou talvez a ferida seja recente. O amigo que lhe deve dinheiro acaba de passar dirigindo um carro novo. O chefe que lhe deu o emprego com promessa de promoção esqueceu a pronúncia de seu nome. (…) Os filhos que criou parecem ter esquecido que você existe. E você ficou magoado. (…)
E você tem uma decisão a tomar. “Apagarei o fogo, ou o alimentarei? Esqueço ou me vingo? Liberto-me, ou fico ressentido? Permitirei que sejam curadas minhas feridas, ou as transformarei em ódio?”
Aqui está uma boa definição de ressentimento: é deixar suas feridas se transformarem em ódio. Ressentimento é permitir que aquilo que está matando você o destrua totalmente. Ressentir-se é atiçar, alimentar e abanar o fogo, aumentando as chamas e reavivando a dor.
(…) Ressentimento é uma palavra que define a si mesmo. Pronuncie esta palavra vagarosamente: Res-sen-ti-men-to. Ela começa com um som semelhante a um rosnado (rrr…). Como um urso com mau hálito ao despertar de um período de hibernação, ou como um sardento cachorro vira-lata defendendo seu osso na sarjeta da rua.
Estar junto de uma pessoa ressentida e acariciar um cão rosnando proporcionam igual “prazer”.
Você não gosta de ficar junto das pessoas que nutrem ressentimento? Não é um prazer ouvi-las contar seu conto lamuriento? Elas são tão otimistas! São cheias de esperança! Explodem de alegria com a vida! Você sabe que não é assim. (…)
E você? Está permitindo que suas feridas se transformem em ódio? (…) O ressentimento é a cocaína das emoções. (…) Uma pessoa inclinada à vingança inconscientemente se afasta mais e mais da capacidade de perdoar, porque sem raiva ela está privada de uma fonte de energia.
Livre-se do ressentimento porque como a cocaína pode matar o viciado, a raiva também pode matar o raivoso. Pense nisto e comece a perdoar.
“O ódio não afeta o objeto odiado, mas arrasa o receptáculo que o carrega”. (Tom MacDonald Hill)
Texto adaptado do livro Insight I, por Daniel Carvalho Luz (RH Positivo), para o Primeiro Programa.
Hoje pela manhã, ouvi um texto muito bom sobre Objetivos. Faça uma pausa, liste seus objetivos, tenha-os em mente, seja fiel a eles, mude-os se for necessário, mas mantenha-os sempre bem claros a você e sua família.
por Andrew Matthews
O objetivo é aquilo que nos faz seguir adiante… Quando perdemos nosso momento e nossa direção, estamos simplesmente perdidos! Você já notou que, em geral, o período em que ficou mais feliz foi no meio de um projeto, e não no fim? Já percebeu que assim que termina alguma coisa fica logo ansioso procurando outra? Pois então…
É próprio de nossa natureza ter objetivos. Não podemos viver sem eles, pelo menos, não por muito tempo. Por isso, se você não tem uma lista deles em mãos, está precisando de uma. O tipo de objetivo não é tão importante, desde que você tenha um!
Algumas pessoas conseguem adiar continuamente a realização daquilo que elas consideram que devem fazer na vida. Elas não têm certeza de que o objetivo que têm em mente é o mais perfeito para elas, por isso nunca fazem nada!… Vale lembrar que as pessoas bem sucedidas encaram uma escolha errada como uma valorosa experiência de aprendizado… Isso é o que chamamos de “precessão”, ou seja, o princípio que sempre nos assegura de que ganhamos muitas coisas além do próprio objetivo em si. De fato, o mais importante não é alcançar o objetivo, mas aprender e crescer ao longo do processo….
Se você decide que vai atravessar a Europa a pé, ou que vai ter uma Ferrari, ou se decide começar o seu próprio negócio, a coisa mais importante não é a caminhada, o carro ou o negócio – mas o tipo de pessoa que você precisa se tornar para atingir o seu objetivo. Enquanto persegue seus objetivos, você pode desenvolver mais coragem e determinação, refinar seus poderes de persuasão, aprender sobre disciplina pessoal, desenvolver sua resistência, adquirir mais autoconfiança, encontrar seu parceiro na vida, ou apreender a preencher um cheque…
Quando estamos elaborando um objetivo, é válido lembrar de como as coisas funcionam neste planeta. Nada por aqui percorre linhas restas; portanto, nenhum objetivo é alcançado sem reveses – os reveses fazem parte do plano das coisas… As pessoas bem sucedidas não são tão brilhantes, talentosas e únicas assim. Elas apenas têm um certo conhecimento sobre a maneira como as coisas funcionam e percebem que seu progresso pessoal se dá de acordo com os princípios que governam tudo em torno delas. Elas percebem que nós alcançamos nossos objetivos por meio da correção contínua. Nós nos desviamos do caminho, corrigimos o curso e voltamos para ele. Os navios fazem isso… Portanto, corrigir é a ordem.
Texto de Andrew Matthews no livro “Seja Feliz“, veiculado hoje pelo Primeiro Programa.