O assunto de hoje é sobre algo que sempre incomodou os empregados criativos.
Por Max Gehringer
O caso a seguir é sobre uma pessoa que trabalha em uma empresa desenvolvendo programas de computador, que por sua vez aluga estes programas aos seus clientes, que pagam taxas mensais de uso e manutenção, portanto faturando bastante e o empregado, peça chave no processo, não recebe nada além de seu salário.
Será que ele tem algum outro direito sobre o negócio, ou pode requerer patente sobre os programas que produz?
Miseravelmente, a resposta é não.
A lei nº 9279 de 1996 diz que qualquer coisa que seja criada, desenvolvida ou aperfeiçoada por um empregado ou por um prestador autônomo de serviços, durante a vigência do contrato de trabalho, pertence inteiramente à empresa. A lei supõe, ou determina, que o valor da criatividade já estava embutido no salário fixo recebido pelo empregado ou prestador de serviços.
Existem empresas que reconhecem esta contribuição do empregado e pagam prêmios adicionais por invenções ou inovações, mas aquelas que não pagam, estão, infelizmente, amparadas pela lei.
A coisa, porém não pára por aí.
A mesma lei, diz também que se o empregado deixar a empresa e solicitar a patente dentro de um período de 12 meses após a data da demissão, os direitos também pertencerão à empresa. Aqui é preciso tomar cuidado. Alguém pode sair de uma empresa e 7 meses depois ter uma idéia maravilhosa. Se essa idéia tiver algo a ver com o tipo de trabalho desenvolvia na empresa, o que é muito comum, no caso da área de informática, o mais prudente é guardar esta idéia, até que os 12 meses se completem…
Texto adaptado de Max Gehringer, para a rádio CBN, hoje, 7 de abril de 2008.
Diariamente nos deparamos com situações no trabalho onde somos questionados se o rumo que tomamos em nossas carreiras é o correto, ou se o resultado de anos de trabalho foram satisfatórios para nossas vidas. O texto a seguir, de Max Gehringer, pode ser usado com exercício, tanto para melhorar nosso desempenho, quanto analisar colegas que possamos julgar mal.
Por Max Gehringer
Assim que um profissional coloca os pés dentro de uma empresa, começa o que chamamos de gestão de carreira. Ele imediatamente passa a pensar em como poderá ganhar, ser promovido e começar a mandar ao invés de ser mandado.
Conheço profissionais que pareciam ter grande potencial quando estavam na faixa dos vinte anos de idade, mas passados 10 ou 15 anos, muitos deles não progrediram. Observando estas pessoas, eu listei cinco pecados que podem atrapalhar uma carreira:
- Fazer o mínimo e esperar o máximo: parte da imagem positiva que um profissional constrói vem de seu esforço para ir além de suas obrigações de rotina. Pessoas assim identificam problemas antes que eles apareçam e enxergam soluções onde a maioria só vê dificuldades.
- Agir como se fosse uma ilha de talento num oceano de mediocridade: não admitir erros, não aceitar conselhos, procurar sempre uma justificativa para tudo e nunca elogiar ninguém. Isso gera antipatia e rejeição, dois fatores que pesam muito numa promoção.
- Falta de balanço emocional: um dia a pessoa está alegre, quer conversar com todo mundo, no outro, se fecha como uma ostra e não admite que alguém se aproxime.
- Habilidade para conviver bem com chefe direto: uma das obrigações do subordinado é tornar a vida chefe mais fácil, mesmo que o chefe seja um casca grossa. O subordinado que consegue estabelecer uma relação de confiança com seu chefe, tem 10 vezes mais chances de ser promovido. Lembrando que fidelidade e apoio, nada tem a ver com puxa-saquismo.
- Falta de adaptação a mudanças: empresas mudam constantemente por fatores internos ou externos e pessoas pouco maleáveis acabam ficando para trás.
Nenhuma dessas cinco coisas é assim tão difícil de se fazer, mas não mais que 5% conseguem fazer todas elas. Não por acaso, os 5% que são promovidos.

Levante a mão quem nunca fez ou foi alvo de uma fofoca! E a fofoca no trabalho é o tema de hoje no nosso consultor de carreiras Max Gehringer!
Toda empresa quer ter um bom ambiente de trabalho. A maioria diz que tem. Algumas até falam que são como uma grande família. Toda família, como nós sabemos, sempre tem aquele parente chato, insuportável ou fofoqueiro. A gente gostaria de se livrar dele, mas não consegue. Assim como as empresas nunca conseguiram se livrar dos fofoqueiros.
Do simples mexerico, que não prejudica ninguém, até a intriga pesada, maldosa, que pode destruir uma carreira profissional.
A intriga é uma das perversidades mais antigas do mundo, provavelmente começou no tempo das cavernas. Intriga é a arte de destruir a reputação de outra pessoa através de mentiras e/ou meias-verdades. E o pior é que isso pode ser feito do modo mais cruel: com elogios e sorrisos.
No trabalho, a pessoa que está querendo puxar o tapete da outra pode ser aquela que vive elogiando pela frente, enquanto espalha veneno pelas costas. Intriga é falta de ética, é uma atitude condenável e imoral.
Da mesma maneira que cercamos nossas casas para proteger nossas famílias, no trabalho precisamos montar esquemas de segurança para escapar das intrigas. Isso não quer dizer que o mundo está contra nós. De cada mil brasileiros, talvez só um seja bandido. No trabalho, de cada cem colegas, só um tem duas caras. Se a maior parte dos outros 99 ficar do nosso lado, qualquer intriga irá morrer no ninho. Por isso, não adianta ficar sofrendo calado, nem sair no braço com quem faz intriga, nem tentar combater uma intriga com outra intriga. Isso seria jogar no campo do inimigo, que ele conhece melhor do que nós.
>> Veja o artigo completo
Texto adaptado de Max Gehringer, divulgado pela Rádio CBN em 25 de março de 2008. Cuidado, se você estiver manisfestando estes sintomas, reavalie sua carreira e seu atual emprego!
Por Max Gehringer
Uma estatística inquietante: quase um terço das pessoas que mudam de emprego se arrependem em menos de 6 meses.
Se você mudou recentemente e está meio em dúvida se tomou a decisão correta, aqui vão os dez sinais de que não deveria ter mudado:
1. Você está constantemente comparando a maneira como as coisas são feitas com a maneira como as coisas eram feitas na empresa anterior. E quase sempre chega a conclusão de que antes era melhor.
2. Ao comentar assuntos de trabalho com seus colegas, você a palavra “Vocês” e não a palavra “Nós”, como se você fosse um espectador e não alguém que faz parte da equipe.
3. Você tem uma certa desconfiança de que não está sendo bem aceito, mesmo que nenhum colega tenha dado demonstrações explícitas de que isso seja verdade.
4. Você agora interrompe o trabalho com mais freqüência, para tomar um café, ir ao banheiro, ou simplesmente ficar pensando na vida.
5. Sua paciência diminuiu bastante e você se mostra pouco disposto a bater papo.
6. Sua resistência a críticas também baixou e você toma qualquer referência a seu trabalho como ofensa ou inveja.
7. Você se recente por não ser convidado por seus colegas para participar de atividades fora da empresa, mas quando finalmente é convidado, arranja uma desculpa e recusa.
8. Você começou a pensar mais em seu futuro profissional, quando antes estava mais preocupado em viver o presente.
9. Duas ou três vezes por dia, bate uma vontade danada de se comunicar com alguém da empresa anterior.
10. (O pior de todos) Acordar de manhã se tornou um processo mais lento e complicado do que costumava ser.
Mudar é positivo, mas mudar por mudar, sem avaliar muito bem a nova empresa, mesmo que o salário seja melhor, pode significar um retrocesso em sua carreira e não um avanço.
Texto adaptado de entrevista com Gilberto Dimenstein para a Rádio CBN em 24 de março de 2008.
Por Fabio Camatari
Pesquisa aponta as áreas em que sobram e faltam vagas de emprego
O mercado de emprego brasileiro cresceu cerca de 40% segundo pesquisas realizadas em fevereiro.
Em alguns segmentos “sobram” vagas. Segundo a Catho, empresa especializada em recolocação de pessoal, existem segmentos onde o número de vagas é muito maior que o número de candidatos: Odontologia, áreas Médico-Hospitalar, Informática e TI (com uma demanda de 100.000 profissionais até 2010), Educação e Ensino – Idiomas, Comercial e Vendas.
Segundo o mesmo relatório, nas áreas de Engenharia, os destaques ficam para as Engenharias Civil, Alimentícia, Química, Petroquímica e Geologia.
Em contrapartida, outras áreas não estão tão contratantes e por isso será mais difícil aparecerem oportunidades: Economia, Marketing, Administração, Publicidade e Propaganda, justificado pelo grande número de faculdades no mercado, aumentando a oferta de candidatos, porém com número reduzido de vagas.
Nossa economia poderia estar melhor posicionada se esta mão de obra estivesse direcionada para onde o mercado aponta como promissor.
Consulte o mercado antes de escolher uma profissão. Isto vai ajudar muito quando procurar seu primeiro emprego.
No embalo do tema Vendas, trago este texto de Marcelo Ortega, agora dirigido aos líderes de equipes de vendas.
Por Marcelo Ortega
Você que lidera equipes comerciais ou pretende se tornar um supervisor, gerente ou até Diretor de vendas, preste muita atenção no que lhes direi. PARE E PENSE OU REPENSE SE ESTÁ FAZENDO A COISA CERTA?
Muitos vendedores de sucesso se tornam chefes em suas empresas e fracassam. Muitas empresas não conseguem perceber que não é por que o profissional é ótimo para vender, será ótimo para gerenciar uma equipe de vendas.
Normalmente esta promoção é um problema para a empresa e para este ex-vendedor. Não há nada de errado em querer gerenciar uma equipe, mas é preciso preparo para isso. Você precisará mudar seu dia-a-dia de vendedor completamente, e passará a ter uma responsabilidade por pessoas e resultados. Por isso é preciso estudar, fazer treinamentos que te ensinem como gerenciar processos: controles em vendas, estratégias, campanhas, delegação de atividades, estabelecimento de metas , etc; bem como liderar pessoas: contratar, formar, selecionar, demitir, inspirar e motivar, formar uma equipe de campeões e em especial, outros líderes.
Em vendas, a liderança é especial e diferente. Se você pretende ter campeões em sua equipe deve considerar 03 regras:
1 – vendedor (na sua cabeça) não tem um chefe, não gosta disso;
2 – vendedor não gosta de ser controlado;
3 – vendedor precisa ser inspirado para agir.
Minha dica de ouro é que você líder de Vendas deve aprender a Inspirar sua equipe, não por dinheiro ou pressão, mas por princípios (ética, caráter, garra, disciplina, entusiasmo) e propor desafios e responsabilidades.
Marcelo Ortega é Empresário, Palestrante, Consultor e Autor do livro Sucesso em Vendas
www.marceloortega.com
O texto de hoje trás uma boa dica para quem está procurando emprego: o peso da sinceridade durante uma entrevista de emprego.
Adaptado de Max Gehringer
Muitas pessoas se queixam por não serem escolhidas em processos de seleção que participaram com boas chances, apesar de serem sinceras em suas respostas. Um caso típico são as explicações dadas a um entrevistador por candidatos que perderam o emprego anterior por que foram vítimas de um chefe mal intencionado ou da puxada de tapete de algum colega pernicioso. Nas entrevistas, estes candidatos relatam detalhadamente como foram prejudicados, mas por fim, não conseguem a vaga.
Entrevistadores preferem uma mentira bem contada ou uma verdade esclarecedora? A questão está na definição de “verdade”. Existem verdades factuais e existem afirmações que podem ser verdadeiras, mas que expressam opiniões pessoais.
Tomando como exemplo uma partida de futebol, o resultado numérico dela é uma verdade factual. Já a afirmação de que o time perdeu por que o juiz roubou, é um ponto de vista pessoal e discutível.
Numa entrevista, o que candidato relata ao entrevistador não é a verdade factual, é a sua versão da verdade. O responsável pela demissão certamente iria dar uma versão diferente e aí, caberia ao entrevistador, ouvir as duas verdades – a do demitido e a do chefe – e julgar quem tem razão. Isso transformaria o entrevistador numa espécie de juiz e esse não é o papel dele.
Por fim, o entrevistador tomará a decisão mais simples, ou seja, a de contratar um candidato cuja história não irá exigir todo este trabalho de detetive em busca da verdade.
A sugestão é evitar contar casos que possam ter interpretações contraditórias. É melhor o candidato dizer que houve uma reestruturação no setor em que trabalhava, o que sempre é verdade no caso de uma demissão.
Texto adaptado de Max Gehringer, exibido pela CBN em 18 de março de 2008.
Ouça aqui:
Ainda sobre Carreira, trago hoje um texto que mexe com a forma com que encaramos o Trabalho.
por Suely Pavan
“Se o homem não sabe fazer outra coisa a não ser trabalhar ou recompor forças para começar um novo ciclo de trabalho, é preciso constatar que nossa evolução reduziu o ser humano a um ser cujo cérebro e mãos só servem a um fim – o trabalho.”
Philippe Godard – Autor do Livro “Contre le Travail”

Na França algumas pessoas resolveram parar de trabalhar. Estes “desertores do mercado de trabalho”, como os chama Pierre Carles querem mais tempo para si mesmos. Tempo para passear, ir aos museus e curtir a vida. Trabalhar para viver e viver para trabalhar, não é com eles!
Óbvio que para fazer isto eles tiveram que abrir mão do consumo. Vivem apenas com o mínimo necessário. Supérfluos nunca mais!
Aliás, fiquei sabendo que na França não existem supermercados. Os habitantes solicitam que nas ruas circulem menos carros, para expandir o espaço nas calçadas e permitir a conseqüente instalação de mesas e cadeiras para bater papo. O clima por lá parece muito mais provinciano do que americano. O francês gosta de ir ao açougue, à peixaria e ao mercado. Gosta de estabelecer vínculos e de não viver do “self service”. E por este motivo cultural o movimento contra o trabalho ganha força por lá.
Recentemente ocorreram três suicídios de executivos na França, e a causa que muitos estudiosos apontam é justamente a pressão no trabalho. Um dos executivos suicidasi nclusive deixou um bilhete dizendo que não conseguia mais satisfazer as expectativas de sua empresa.
Doenças do trabalho, humilhação e baixos salários também são mostrados no documentário “Attention: danger travail”(“Atenção: perigo trabalho”), de Pierre Carles, Stéphane Goxe e Christophe Coello, que foi exibido em Paris.
Os entrevistados de “Attention…” foram demitidos, tiveram uma longa doença ou experiências muito negativas no mundo do trabalho e decidem não mais trabalhar. Um deles nunca entrou nesse mundo e é um dos que melhor articulam o discurso anti-trabalho. Eles todos se recusam a ser soldados da guerra econômica pela produtividade, mal pagos e asfixiados pelo medo de perder o emprego. Chegaram a essa convicção através de uma reflexão sofisticada e têm uma argumentação consistente e bem articulada para justificar a recusa a “trabalhar para viver e viver para consumir”.
Enquanto a França se dá o direito à preguiça, aqui no Brasil o mercado aquece e com ele os empregos crescem.
Segundo dados do IBGE São Paulo tem o menor índice de desemprego desde 1996.
Há vagas no mercado, e todo dia dou de cara com elas e as publico no meu blog. Apesar disto muita gente ainda diz que há desemprego no Brasil.
Conheço selecionadores que estão se descabelando para conseguir candidatos para vagas onde a qualificação é pequena: operadores de telemarketing, empregadas domésticas, auxiliares de produção.
Não entendo como muita gente ainda diz que não consegue um emprego quando a exigência é baixa como nas vagas citadas. A desculpa que sempre leio é que as empresas pedem qualificações altíssimas. Tenho contato diário com as vagas existentes no mercado, e parece que na “vida real” não é isto que acontece.
Será que o brasileiro sem qualificação quer mesmo trabalhar?
Ou será que há um movimento aqui parecido com o da França e que ainda não foi divulgado pela mídia?
A diferença é que por lá o seguro desemprego gira em torno de 425 euros. E por aqui muita gente prefere colocar filhos em faróis pedindo esmolas ao invés de trabalhar.
De qualquer forma, viver focado apenas no trabalho é um desperdício de vida. Trabalhar apenas para ter o home theather, o notebook, e não sei mais o que de última geração é focar apenas no consumo e não na vida.
Trabalhar com prazer é sem dúvida um grande prazer.
Porém, é necessário sempre refletir sobre o significado do trabalho em nossas vidas, lembrar-se que todos os regimes políticos idolatraram o trabalho como a salvação.
“O trabalho liberta” era a inscrição gravada num arco na entrada do campo de concentração de Auschwitz. Este era o pensamento dos nazistas.
Reflexão, lazer,leitura, passeios e andar de mãos dadas não fazem mal a ninguém. Ficar de pernas pro ar sem fazer nada também faz muito bem!
Suely Pavan é Psicóloga, psicodramatista. Sócia-Diretora da PAVAN DESENVOLVIMENTO. É “Isqueira” do Café Brasil, de Luciano Pires.
Mais uma vez meu atual momento profissional influencia na escolha de um artigo… Pois acredito que assim como eu, outros possam se identificar com o texto. Vale o comentário: saiba diferenciar o que é ser “bonzinho” e o que é ser “do Bem”. Pense nisso…
Res-sen-ti-men-to
por Daniel Carvalho Luz
“A raiva é um vento que apaga a lâmpada da mente.”
(…)
Você tem ferida no coração?
Talvez a ferida seja antiga. Um genitor violentou você. Um professor o humilhou. Um companheiro o traiu. Um sócio o enganou, deixando você com opção de pagar as dívidas ou ir à falência. E você ficou aborrecido.
Ou talvez a ferida seja recente. O amigo que lhe deve dinheiro acaba de passar dirigindo um carro novo. O chefe que lhe deu o emprego com promessa de promoção esqueceu a pronúncia de seu nome. (…) Os filhos que criou parecem ter esquecido que você existe. E você ficou magoado. (…)
E você tem uma decisão a tomar. “Apagarei o fogo, ou o alimentarei? Esqueço ou me vingo? Liberto-me, ou fico ressentido? Permitirei que sejam curadas minhas feridas, ou as transformarei em ódio?”
Aqui está uma boa definição de ressentimento: é deixar suas feridas se transformarem em ódio. Ressentimento é permitir que aquilo que está matando você o destrua totalmente. Ressentir-se é atiçar, alimentar e abanar o fogo, aumentando as chamas e reavivando a dor.
(…) Ressentimento é uma palavra que define a si mesmo. Pronuncie esta palavra vagarosamente: Res-sen-ti-men-to. Ela começa com um som semelhante a um rosnado (rrr…). Como um urso com mau hálito ao despertar de um período de hibernação, ou como um sardento cachorro vira-lata defendendo seu osso na sarjeta da rua.
Estar junto de uma pessoa ressentida e acariciar um cão rosnando proporcionam igual “prazer”.
Você não gosta de ficar junto das pessoas que nutrem ressentimento? Não é um prazer ouvi-las contar seu conto lamuriento? Elas são tão otimistas! São cheias de esperança! Explodem de alegria com a vida! Você sabe que não é assim. (…)
E você? Está permitindo que suas feridas se transformem em ódio? (…) O ressentimento é a cocaína das emoções. (…) Uma pessoa inclinada à vingança inconscientemente se afasta mais e mais da capacidade de perdoar, porque sem raiva ela está privada de uma fonte de energia.
Livre-se do ressentimento porque como a cocaína pode matar o viciado, a raiva também pode matar o raivoso. Pense nisto e comece a perdoar.
“O ódio não afeta o objeto odiado, mas arrasa o receptáculo que o carrega”. (Tom MacDonald Hill)
Texto adaptado do livro Insight I, por Daniel Carvalho Luz (RH Positivo), para o Primeiro Programa.
“O que existe atrás de nós e o que existe à nossa frente são problemas menores, se comparados ao que existe dentro de nós.” – Oliver W. Holmes
Este é o primeiro texto de minha autoria a ser postado no Almanaque… que responsabilidade!
Escreverei sobre algo que realmente teve efeito sobre meu comportamento: a descrição de minha Missão Pessoal.
Por Fabio Camatari
Meus últimos anos foram marcados por intensa busca de conhecimento nas áreas de liderança, comportamento e eficácia, tanto profissional quanto pessoal. Assim, uma das obras que li foi justamente “Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”, de Stephen Covey. Confesso que comecei a ler este best seller com certo receio, pois já na capa temos a inscrição “Lições Poderosas para a Transformação Pessoal”.
O livro realmente possui lições poderosas, mas gostaria de partilhar algo que realmente fez a diferença e que carrego constantemente comigo, minha Missão (ou Credo) Pessoal.
Uma maneira eficaz de obter Liderança Pessoal é ter seus objetivos sempre em mente. Temos que nos exercitar para saber exatamente o que queremos para nossas vidas. Citando Alice no País das Maravilhas: “Se você não sabe para onde deseja ir, qualquer caminho servirá…” Primeiramente, saiba que todas as coisas são criadas duas vezes.
Sim, tudo é criado duas vezes, a primeira, mentalmente e a segunda, na prática. Imagine construir uma casa sem os desenhos e plantas, planejar uma viagem sem conhecer o roteiro ou caminhos a seguir.
Imagine então seu próprio funeral. O que gostaria que as pessoas presentes nele dissessem a seu respeito, antes do enterro? Nele estão sua família, seus amigos, seus colegas de trabalho e também os conhecidos de qualquer organização ou grupo a que pertença. Viu algo familiar entre o que imaginou e o que está fazendo neste momento?
Assim você pode começar a esboçar este caminho pelo qual alcançará seus objetivos, ou como deseja ser reconhecido. Vale lembrar que cada um tem suas necessidades ou desejos, mas uma história que resume o perfil daquele que que se prende apenas às realizações materiais: Dois amigos se encontram depois da morte de outro amigo – “Sabe quanto ele deixou?” e o outro responde: “Ele deixou tudo…”
Sugiro que faça a mesma reflexão, colocando no papel tudo aquilo que assim deseja e mantenha sempre a vista. Revise periodicamente, para saber se deve acrescentar algum valor ou princípio. Sua Missão será sua própria Constituição. Quer um exemplo do que colocar? Veja um trecho de minha própria:
“Seja bem sucedido em casa, como marido e pai; busque e seja digno da ajuda de Deus; nunca comprometa sua honestidade e valores; lembre-se de todos envolvidos no que faz; dê conselhos; ouça sempre os dois lados; ouça o dobro do que fala; defenda os ausentes…” e por aí vai.
Em meu atual momento profissional, me manter fiel ao que acredito tem sido determinante na forma de conduzir minha vida e a principal ferramenta para isso, está fixa em minha mesa, bem ao lado do monitor do computador.
Ainda vou voltar a este assunto…
Fabio Camatari (sou eu!)é tecnólogo, pós graduado em engenharia e administração. Paralelamente almeja um dia ser ouvido por mais pessoas que os pacienciosos amigos e a amável esposa.