Adoro Comprar, Detesto que me Vendam!
outubro 22, 2008 por Fabio Camatari
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Tenha interesse genuíno em ajudar. O importante é ser a solução para o cliente. Mas para ser a solução efetiva é preciso saber diagnosticar o problema. Pergunte, observe, perceba o que ele realmente quer ou precisa. No livro A Magia do Império Disney – editora SENAC; a autora Ginha Nader conta que uma das perguntas mais comuns no parque é querer saber a que horas vai ser a parada das três da tarde. É claro que os funcionários já estão treinados e sabem que na verdade por trás da pergunta os visitantes querem saber por onde a parada vai passar ou qual um bom lugar para assistir.
O cliente na verdade não gosta de ser incomodado. Muitos vendedores na ânsia de vender e até mesmo de ajudar na verdade atrapalham. Querem vender pelos motivos deles. O cliente quer ter o máximo de certeza que está comprando o certo e do jeito certo. Precisa de tempo para decidir e, por vezes, até mesmo a aprovação de outras pessoas como marido, esposa, filhos, entre outros. Não exerça uma pressão desnecessária em cima do cliente porque ele não vai pensar duas vezes na hora de te dispensar.
Influencie positivamente a escolha do cliente. Reforce sempre as razões do cliente, seja franco, honesto e venda algo que ele usará, assim ele volta e você vende sempre. Procure sanar todas as dúvidas, seja paciente e lembre-se que aquela milésima pergunta que você não agüenta mais responder na verdade é para que ele se sinta seguro e certo de que está fazendo a compra certa. Valorize o dinheiro do cliente e procure sempre se colocar em seu lugar. Empatia é um dos ingredientes principais na receita do bom atendimento.
Não crie uma relação de falsa intimidade. Cuidado com o excesso de “carinho” com o cliente. Nada mais chato do que jargões como “meu amor, querido, docinho, amigão, tio ou tia”, isso só atrapalha e em nada ajuda. Pergunte e o chame pelo nome e quando for o caso acompanhado de Sr. ou Sra. Nada de ficar tocando o cliente a toda hora e o contrário também é válido, ou seja, nada de ficar dando muita intimidade ao comprador e gerando um clima de falsa amizade.
Crie um ambiente agradável. O óbvio está desaparecendo no comércio. Lojas bem organizadas com espaço para circulação e seguras parecem estar em processo de extinção. Ambiente poluído com excesso de banners e materiais promocionais também só confundem a cabeça do consumidor. Atenção, muita atenção na relação ambiente que você quer criar com aquilo que realmente existe. O cliente quer se sentir acolhido e não espremido dentro da sua empresa.
Paulo Araujo - palestrante e escritor. Autor de Motivacao - Hoje e Sempre (editora Qualitymark), entre outros livros. Site: www.pauloaraujo.com.br . Texto divulgado com autorização do autor.
22 de Setembro - Dia sem Carro
setembro 22, 2008 por Fabio Camatari
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O primeiro Dia sem Carro foi realizado na França em 1998. Desde então, a mobilização se estendeu a vários países, chegando ao Brasil em 2001. Em 2005, cerca de 43 municípios participaram, como São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Salvador, entre outros. Aqui, o setor de transporte é responsável por quase a metade do consumo de petróleo no país, na forma de diesel e de gasolina. É também a principal fonte de gás carbônico nas maiores cidades brasileiras.
Além disso, a combustão de derivados de petróleo provoca sérios danos à saúde, e é a maior responsável pelas emissões de gases de efeito estufa no mundo, contribuindo para o aquecimento global. Cidades modificadas para comportar mais e mais carros e menor convivência entre as pessoas também são resultados dessa “cultura do carro”.
Se você tem um carro, também pode contribuir para minimizar a poluição do ar e as mudanças climáticas levando seu veículo regularmente para a revisão e mantendo-o sempre em ordem. Na hora de abastecer, priorize o álcool e o biodiesel, quando viável. Esses combustíveis emitem menos gases poluentes na atmosfera.
Mas no dia 22 de setembro, e sempre que possível, deixe seu carro na garagem. Vá de ônibus, trem ou metrô, a pé ou de bicicleta, ou incentive a carona solidária.
Seja um consumidor responsável:
# Busque formas alternativas de transporte: ande a pé ou de bicicleta, utilize o transporte público, pegue carona com amigos.
# Leve seu carro para a revisão periodicamente.
# Priorize o álcool e o biodiesel (sustentável!) na hora de abastecer, quando possível.
# Exija a criação de ciclovias seguras.
fonte: IDEC
Qual celebridade você ressuscitaria?
setembro 18, 2008 por Fabio Camatari
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O problema é que um segundo toque devolve o ressuscitado à escuridão do túmulo…
Duas mil pessoas foram questionadas a respeito e o famoso morto mais votado foi o cantor Elvis Presley, com 23%, seguido pela Princesa Diana (20%) e por Marilyn Monroe (17%).
A lista conta ainda com o ex-premiê britânico Winston Churchill, o cantor Freddie Mercury e o jogador de futebol Bobby Moore, capitão da seleção inglesa que ganhou a copa de 1966 e se destacou na posição de zagueiro - considerado um dos melhores do século 20 -, entre outros. Kurt Cobain ocupa a décima e última posição.
Me causa surpresa que alguns dos maiores nomes que foram de extrema importância na criação do mundo como o conhecemos hoje não apareçam na pesquisa. Nenhum filósofo, nenhum canonizado, tampouco satanizado, nem mesmo Jesus Cristo. Salvos Henrique VIII, Shakespeare, Churchill e Einstein, os outros citados tiveram pífia ou nenhuma influência significativa no avanço da humanidade, como Cobain, por exemplo.
Me lanço à divertida e nada fácil tarefa de eleger a celebridade que eu gostaria de trazer de volta ao mundo. Filósofos, grandes pensadores, grandes líderes, grandes mestres das artes, que desde sempre foram instrumento de expressão e semeadura, os santos que abalaram a terra, ai ai!…é muita gente, sem contar o incomensurável contingente das imprescindíveis existências as quais eu ignoro.
Penso, repenso e, que me perdoem os merecedores preteridos, faço e refaço a minha grade.
Me divido entre dois nomes aos quais me dobro em reverência: Montaigne - Michel Eyquem de Montaigne (1533 - 1592), França - um príncipe e político que abdicou do poder e seus privilégios, se confinou na torre de seu castelo e dedicou sua vida à procura de caminhos para um mundo melhor. A Filosofia de Montaigne não tem um sistema. Ele não é um moralista nem um doutrinador, mas, a despeito da aversão por princípios rígidos, foi um pensador da ética, essa instância que padece de excesso de falta na nossa realidade. Montaigne procura indagar o que está certo ou errado na conduta humana. Como não está interessado em dar respostas apriorísticas, tem uma certa reserva em relação a misticismos e crenças. Não é o máximo esse cara?…
No entanto, a despeito do meu fascínio por Montaigne, outra figura se impõe e me seduz: Hernán Cortez (1485 - 1547), ele, o conquistador do México.
Cortez, da Espanha, tinha uma plantação de cacau, a maravilha que já no século VI a.C era conhecida dos Maias que lhe deram o nome de xocolatl - quer dizer “água pungente” - e também dos astecas.
Em 1528, Hernán Cortez apresentou a fruta nativa das Américas ao rei Carlos V. E foi ele, Cortez, que introduziu uma mudança fundamental ao adicionar açúcar ao chocolate.
Do empreendedorismo de Cortez em disseminar a cultura do cacau pela Europa e da tecnologia vienense em transformar a novidade em deliciosas barras degradáveis ao contato com a umidade e calor da nossa língua - até Goethe, dizem, era chocólatra -, daí em diante, o mundo jamais seria o mesmo.
Alguém, em insana consciência, pode conceber um mundo sem a dose diária de chocolate ao leite?
Dúvidas, e um dilema se debate em mim: entre a minha empatia pelo libertário pensamento de Montaigne e minha afeição ao escravizante deleite do chocolate, o que farei?…o filósofo ou o intrépido navegador espanhol?
E você, qual a celebridade que gostaria de ver ressuscitada?
Confira a lista das 10 personalidades mais votadas:
1 - Elvis Presley (23%)
2 - Princess Diana (20%)
3 - Marilyn Monroe (17%)
4 - Henrique VIII (11%)
5 - Bobby Moore (9%)
6 - William Shakespeare (6%)
7 - Freddie Mercury (5%)
8 - Albert Einstein (4%)
9 - Winston Churchill (3%)
10 - Kurt Cobain (2%)
(Texto de Maria Balé para o Primeiro Programa da Transamérica)
O poder da visualização
agosto 29, 2008 por Fabio Camatari
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Naquele dia, um repórter se aproximou do seu irmão, Roy Disney, e afirmou:
- Que pena, Roy, agora que o Castelo está pronto, o seu irmão não viu.
E Roy nos deixou um legado nesse momento, ele respondeu:
- Você está enganado, disse ele, o meu irmão, foi o primeiro a ver esse Castelo, antes do que eu, do que você, do que todos nós!
Tudo o que você quer ter ver em sua vida, meu amigo, você deve, antes, ver com os olhos da sua imaginação, do seu coração.
Ver e acreditar são os primeiros passos para a realização de um sonho. Você trabalha melhor, mais motivado, com mais energia e os resultados começam a acontecer!
Visualize diariamente o que vê deseja em seu trabalho, em sua casa, em sua vida. Sinta a emoção e utilize a lei da atração a seu favor.
Todos os grandes vencedores que conheço, começaram com uma visão.
Texto de Rodrigo Cardoso
As Amazonas
agosto 17, 2008 por Fabio Camatari
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Pois parece que essa possibilidade existe. Li um estudo do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo indicando que quanto maior o índice de poluição, maior a desproporção entre o nascimento de meninos e meninas. O estudo levantou os registros de nascimentos na cidade de São Paulo entre 2001 e 2003 em três áreas, classificadas de acordo com a poluição do ar. Onde a poluição era alta, a proporção de nascimentos de meninos era 1% menor do que na região menos poluída. Na área mais poluída, nasceram 1.180 meninos a menos do que na menos poluída.
Fico com o pé atrás com essas pesquisas, que normalmente confundem correlações com causalidades, mas é interessante acompanhar sua lógica. Os pesquisadores acreditam que os óvulos protegem-se melhor da influência da poluição do que os espermatozóides. E que os cromossomos que dão origem ao sexo feminino levam vantagem. Numa experiência com camundongos, a diferença chegou a 24% menos machos do que fêmeas. Pode?
Como se não bastassem a emissão de CO2, a sujeira da fuligem e as doenças respiratórias, a poluição ainda extingue os homens! Imagine que aquele cano de escapamento do carro que está à sua frente significa um menino a menos no futuro. No ritmo em que vamos, em breve só nascerão mulheres!
Mas esse lance da poluição acabar com os homens talvez seja apenas o golpe de misericórdia. O mundo já é das mulheres, falta apenas reconhecer.
Vocês já notaram como elas vêm tomando conta de todas as áreas? Num evento para um dos maiores escritórios de advocacia do Brasil, cheguei ao hotel junto com os ônibus que traziam mais de uma centena de funcionários. Abrem-se as portas e a cada dez que descem, sete são mulheres. Pergunto a um dos diretores se existe alguma política que privilegie a contratação de mulheres e ele diz que não: “elas ganham dos homens nos processos de recrutamento e seleção.”
Pouco depois participei de uma coletiva de imprensa no Rio Grande do Sul. A grande maioria dos jornalistas-machos estava mais interessada no almoço, nos brindes e no bate-papo. Enfastiados, desinteressados e desatualizados, faziam perguntas protocolares, de olho no garçon. Enquanto isso as jornalistas-fêmeas, de bloquinho em punho, encantadoras e exigentes, queriam saber de tudo. E dispensavam o almoço, pois “tinham que voltar para a redação”.
As mulheres estão se revelando mais interessadas, mais inteligentes, mais profissionais, mais curiosas, mais confiáveis, menos violentas e mais éticas que os homens. E são mais atraentes.
O que estará acontecendo com os brucutus? Conformaram-se em ficar para trás? Acomodaram-se? Ou simplesmente não enxergam?
Ou talvez estejamos apenas vendo as mulheres recuperando o tempo perdido durante os séculos em que foram subjugadas por uma sociedade machista?
Não sei. Mas a perspectiva de uma sociedade onde o poder seja compartilhado entre homens e mulheres me fascina. Ao atingir o equilíbrio, teremos um mundo bem diferente deste que conhecemos. Melhor, menos bruto e mais confiável.
No entanto, ao ler a tal pesquisa fiquei preocupado. Talvez não dê tempo para o equilíbrio. Faltarão homens.
Pelo estudo da USP, o destino deles é virar fumaça.
Texto de Luciano Pires



