Quem tem medo da competência?

agosto 19, 2008 por Fabio Camatari  
Arquivado em Carreira

Existem coisas ultrajantes, inadmissíveis. Uma delas é a hipocrisia…

Como é possível num mundo empresarial que apregoa a meritocracia, o capital intelectual, as competências transformadas em resultados, que talentos brilhantes e raros no mercado sejam impedidos de realizar seu trabalho, sejam demitidos moralmente, boicotados e submetidos a ingerências das mais incompetentes e descabidas?

Há tempos atrás um amigo fora convidado para uma reunião que lhe propunha emprego em uma grande empresa. Mesmo tendo sido comprovadamente o mais competente dos indicados à vaga foi preterido frente a um outro com currículo infinitamente mais pobre e competências nitidamente não pertinentes ao cargo. Como isso é possível?

Foi considerado “over qualified”. Não pelas razões clássicas e plausíveis que conhecemos para o fato, como por exemplo, um profissional muito mais competente que o necessário para a função e salário, resultando em permanência curta em vista de novas oportunidades melhores no curto prazo. Este foi considerado “over qualified” porque era nitidamente superior ao responsável pela sua contratação. Sua inclusão na empresa fatalmente viria a revelar a incompetência, falhas e desatinos de seu superior imediato.

Em um outro caso, um competente profissional atuando na administração de uma empresa nacional, após ter saneado, reestruturado e planejado estrategicamente o futuro da empresa, com contribuições altamente significativas, foi gradualmente destituído de seu poder de decisão em uma forçosa tentativa de levá-lo a renúncia para que pudesse assumir o cargo pessoa ligada pela consangüinidade e não pertinente ao cargo, cuja competência na função será julgada pelo mercado.

Diante destas e muitas outras hipocrisias, eu pergunto: Quem tem medo da competência? Será possível que vamos perpetuar a presença de tartarugas em árvores? Explico-me: tartarugas não sobem em árvores… Se estiverem no alto é porque alguém as colocou lá!

Será possível que tamanha miopia possa ser contemporânea da época da globalização, da III Revolução Industrial, do genoma e da explosão dos MBAs, que sinalizam a vontade das pessoas em aprender e evoluir?

Quem tem medo da competência?

Justamente aqueles que não se reciclam, cujo nível de leitura é dos mais baixos da empresa. Excelentes em retórica, mas incapazes de obter resultados, não fosse pelas boas idéias, projetos e ações que apresentam como sendo de sua autoria quando na verdade partiram de um estagiário ou de uma excelente equipe que consegue resultados apesar de uma “chefia” (porque liderança passa longe) ineficaz.

Têm medo da competência os radicais, que se impõem pelo argumento da força e não pela força do argumento, não conseguindo provar seus pontos de vista diante da lucidez e da razão face a face.

Têm medo da competência aqueles que se escondem atrás de cargos que mantém por não contrariarem seus superiores, mesmo sabendo que eles estão equivocados.

Têm medo da competência as pessoas que neste momento estão entravando seu trabalho com objeções descabidas, superficiais e simplistas.

Mas você, meu amigo, se neste momento sofre este tipo de “terrorismo” não desanime, porque você não tem medo da competência, nem da sua nem da de seus pares porque compreende que a mediocridade foi a causa da quebra de algumas das maiores empresas norte-americanas da última década.

Aos que tem medo da competência, deixe que o próprio tempo responda através dos resultados que você mesmo, sem a ajuda deles irá construir.

Deixe sua competência falar e quem tiver ouvidos para ouvir, que ouça…

Carlos Hilsdorf - Considerado pelo mercado empresarial um dos 10 melhores palestrantes do Brasil. Economista, Pós-Graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Palestrante do Congresso Mundial de Administração (Alemanha) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor do best seller Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero. Presença constante nos principais Congressos e Fóruns de Administração, RH, Liderança, Marketing e Vendas do país e da América Latina. Referência nacional em desenvolvimento humano. www.carloshilsdorf.com.br

50 carreiras de futuro

julho 20, 2008 por Fabio Camatari  
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Veja quais são os cargos mais promissores, como conquistá-los e descubra quanto ganham os executivos mais bem pagos do mercado.
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Como demitir um funcionário?

julho 18, 2008 por Fabio Camatari  
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Max Gehringer explica como efetuar uma demissão por motivo de baixo desempenho, para alguém novo num cargo gerencial e nunca demitiu ninguém na vida. Continue lendo

Como enviar o currículo para uma empresa?

julho 11, 2008 por Fabio Camatari  
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Segundo Max Gehringer à Rádio CBN, um ouvinte diz que se cadastrou em três sites de empregos. Passados quatro meses, ele não recebeu um contato sequer. Agora o ouvinte conseguiu o e-mail de 120 empresas e quer mandar seu currículo diretamente para elas.

Ele faz duas perguntas:

Cadastro em sites de empresas funciona? Como se deve mandar um currículo para uma empresa?

Primeira: não conheço qualquer estatística confiável sobre vagas conseguidas através de sites de empregos. Todas as mensagens que recebi até hoje, e não foram poucas, vieram exatamente pessoas que disseram o que o ouvinte disse, que não receberam qualquer resposta. Não estou afirmando que estes sites não funcionem, mas apenas que não existem dados concretos que permitam avaliar a eficiência deles.

Segunda pergunta: se você ou qualquer pessoa mandar para uma empresa uma mensagem do tipo “Olá, anexo meu currículo para sua análise” a mensagem será imediatamente deletada. Como é possível melhorar um pouco essas chances? Fazendo duas coisas.

A primeira é escrever no e-mail uma mensagem que chame a atenção, um parágrafo, curto e bem pessoal, explicando porque você quer trabalhar naquela empresa, apenas nela e em nenhuma outra.

E a segunda é adaptar o currículo a cada empresa.

Em outras palavras, você enviará 120 currículos diferentes para 120 empresas diferentes. Como isso vai dar uma trabalheira federal, eu sugiro que você selecione apenas 20 empresas. Entre no site delas, leia com cuidado a missão, a visão e os valores dela. Ressalte em seu currículo os cursos que você fez e as experiências que você teve e que tenha ver com o que aquela empresa faz e acredita. Se você não obtiver nenhuma resposta, selecione mais 20, e assim por diante.

Em resumo, as chances aumentarão se você se preocupar com a qualidade de cada currículo e não com a quantidade deles.

Por Max Gehringer para a Rádio CBN em 10 de julho de 2008

Boa notícia para quem está na lista da Serasa

julho 9, 2008 por Fabio Camatari  
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Uma boa notícia para pessoas que estão na lista do SERASA e por isso têm sido rejeitadas por algumas empresas quando se candidatam a uma vaga.

No mês passado em Brasília, uma sentença do Tribunal Superior do Trabalho condenou uma empresa do Paraná, que usava a lista do SERASA como uma das referências para a contratação de empregados. Além de pagar uma multa, a empresa foi proibida de continuar usando a lista para qualquer outra finalidade que não seja aquela para qual a SERASA foi constituída: a avaliação de crédito.

A grande diferença nesse processo julgado pelo TST foi o fato que a empresa acionada admitiu que estava mesmo usando lista, ao contrário com o que acontece com a maioria das empresas que alegam outros motivos para não contratar um candidato. Segundo a empresa paranaense alegou, a Constituição permite o uso dessas informações. O TST decidiu que não, porque eliminar um candidato por sua situação pessoal é discriminação, como seriam também por sexo, idade, cor, raça ou estado civil.

Uma empresa pode usar a lista de SERASA para não vender um eletrodoméstico a prazo para uma pessoa, mas pode negar um emprego a esta mesma pessoa, porque como empregada, ela não terá nada a pagar para a empresa, pelo contrário, terá a receber. Em outras palavras, uma pessoa que deixou de pagar uma prestação ou de honrar um cheque, não é desonesta nem criminosa e não pode ter negado o seu direito de trabalhar, até porque, o trabalho lhe permitiria pagar as dívidas pendentes e limpar o nome na SERASA.

Com a sentença do TST servira de base para julgar outros processo semelhantes, ela vale para qualquer empresa que esteja usando a lista da SERASA para rejeitar candidatos a emprego.

Por Max Gehringer para a Rádio CBN em 7 de julho de 2008

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