O filme Avatar, que está estourando os recordes de bilheteria, tem um enredo tão antigo quanto a história da Humanidade. Um soldado é enviado para aprender os costumes dos inimigos e facilitar que eles sejam derrotados. Mas se apaixona por uma inimiga e muda de lado. Um dos momentos fascinantes é quando o soldado aprende a saudação dos inimigos: “I see you”. “Eu vejo você”. Esse “ver” não quer dizer “enxergar”,
mas conectar-se com o interior do outro. É muito bonito.
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Começamos a semana com uma dica de livro que promete mexer com você. Ou fazer você mexer-se. Ou ambos.
“Nóis” O novo livro de Luciano Pires “trata do emburrecimento nacional. É minha peça de resistência, para compartilhar com outros brasileiros as angústias e perplexidades que mantém nosso gigante eternamente adormecido.”
Vai perder? Leia o release completo aqui!
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E já foi dada a largada para a disputa da versão brasileira de “O Melhor Emprego do Mundo”. O vencedor do concurso no Brasil ganhará um emprego de zelador da Ilha de Breu, na Baía de Ilha Grande, na Costa Verde do Rio de Janeiro.
Se você não se lembra, a primeira versão era australiana, onde o vencedor foi o britânico Ben Southall, de 34 anos, derrotando 35 mil candidatos de 200 países. Já na versao tupiniquim, o futuro zelador da Ilha de Breu terá quatro ‘obrigações’ diárias: identificar pontos de mergulho; monitorar o ecossistema de áreas de preservação da Ilha Grande; alimentar peixes e pássaros da região; e manter blog com fotos e vídeos do seu dia a dia. Nada mal!
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Atenção leitores do Almanaque do Bem! Está começando o 1° prêmio que vai transformar os melhores blogs do Brasil em livro! E com o trabalho sério e foco na missão proposta desde nosso início, estamos entre os 10 selecionados para a categoria COMUNICAÇÃO E NEGÓCIOS. Se você aprecia nosso conteúdo, clique e vote!

A Singular Digital, em parceria com a HP, Grupo Ediouro e o Best Blogs Brazil, promove o primeiro Prêmio BlogBooks que transformará os melhores blogs do Brasil em livro.
O BlogBooks terá a participação de 120 blogs, divididos em 12 categorias (humor, quadrinhos, entretenimento, artes e cultura, comunicação e negócios, universo feminino, universo masculino, sexo, gastronomia, religião, política e tecnologia).
A lista dos concorrentes ao prêmio BlogBooks é formada por blogs que se destacaram na blogosfera brasileira entre 2008 e 2009. A seleção dos concorrentes teve o apoio do Best Blogs Brazil, site que premia os melhores blogs do país. A escolha das categorias concorrentes ao BlogBooks foi baseada em aspectos como a relevância e adaptabilidade editorial dos blogs participantes.
Para votar, o internauta deve acessar o site www.blogbooks.com.br e escolher suas categorias prediletas. A votação vai do dia 18 de agosto a 17 de setembro.
Além do reconhecimento garantido como o blog mais querido Brasil, já que a escolha será feita pelo público, o Prêmio BlogBooks vai oferecer aos 12 vencedores de cada categoria:
.ISBN – Registro oficial do livro na Biblioteca Nacional;
.Venda nas principais livrarias online do Brasil
.Divulgação na imprensa
O blog mais votado na classificação geral na primeira edição do BlogBooks terá o lançamento oficial do seu livro na XIV Bienal do Livro, no dia 20 de setembro com a presença do publicitário Lula Vieira, diretor de marketing do grupo Ediouro e pré-venda no local do evento pela Loja Singular.
Com o prêmio BlogBooks, a Singular Digital pretende aumentar o leque de seus serviços de impressão digital, e se transformar em uma referência para a blogosfera. Blogueiros não indicados ao prêmio também poderão transformar seus blogs em livro através do novo serviço que será lançado em breve. Com esta ação, a empresa quer mostrar que está ligada ao novo nicho de mercado.
Dica enviada por leitores votantes: se possui um serviço de e-mail corporativo ou tem receio de usar um endereço mais pessoal em promoções e votações, abra uma conta no Zipmail ou Bol. É seguro e prático.
Luciano Pires escreveu sobre algo que sempre refleti, mas nunca tive clareza ou desenvoltura para expressar, como o fez no texto abaixo. Com certeza será um de meus textos preferidos daqui por diante.
Por Luciano Pires
Existem leitores que são indispensáveis. Enriquecem nossos textos, abrem horizontes, sugerem caminhos e ampliam as possibilidades. Escrevem para reclamar, para perguntar, para contestar, mas são sempre positivos. Querem construir.
Como o Claudio, que ao ler um artigo em que eu falava do orgulho e da vergonha de ser brasileiro, soltou esta pérola: “… se tenho orgulho ou vergonha do meu país? Acho que tenho vergulho… Ou orgonha… Vale ter vergonha e orgulho ao mesmo tempo?”.
Ótima pergunta Claudio! Ela resume a contradição do “ser brasileiro”. Hora somos abençoados, hora somos amaldiçoados. Na verdade, talvez sempre tenha sido assim, a história balançando como um pêndulo, indo cada vez para um lado. Se nos anos cinqüenta éramos o orgulhoso país do futuro, cheio de conquistas, de heróis, de música e de esperança, da metade dos anos sessenta à metade dos oitenta ficamos mais sérios, mais contidos, mais medrosos enquanto observávamos o “milagre econômico” e os generais carrancudos. Depois, na década de noventa, durante os anos da abertura, ficamos desorientados, desbundados, perplexos e ansiosos diante da abertura dos portos, da globalização e da democracia. E entramos no novo milênio para descobrir que faltava-nos preparo, estrutura, cultura, coragem e conhecimento para que o Brasil finalmente acordasse de seu berço esplêndido. E broxamos ao descobrir (na verdade, acho que para a maioria a ficha ainda não caiu) que é impossível construir um país sem um plano. E sem gente comprometida a realizar o plano.
>> Veja o artigo completo
Hoje trago outro “Isqueiro”, importado do site de Luciano Pires: Paulo Saab. Uma rápida reflexão sobre nossa democracia…
Por Paulo Saab
Reflexões são sempre pensamentos que buscam avaliar situações e entender como as coisas se passam. Refletir sobre como vai indo a democracia brasileira, de forma simples, não faz mal algum
Sob o ponto de vista, por exemplo, dos direitos e deveres que consagram a maturidade de uma democracia, o Brasil tem avançado bem.
Pelo ângulo das liberdades individuais e coletivas, preconizadas na Constituição também tem havido grandes conquistas e a liberdade, bem maior de uma democracia, está a cada dia, a cada eleição, a cada pleito, com as raízes mais fortes na vida institucional do Brasil.
Há ainda muitos pontos onde precisamos evoluir para assegurar que a cidadania no Brasil está consolidada num país democrático.
A questão partidária, por exemplo, onde entram a fidelidade, o voto distrital, o voto facultativo, a imposição de horários eleitorais, esses pontos, para citar só alguns, ainda pedem um melhor amadurecimento.
O horário obrigatório eleitoral, neste caso, é algo que destoa de uma plena democracia, revelando que o Estado ainda se impõe à sociedade. Em diversos países democráticos do mundo os partidos políticos com suas arrecadações compram os horários. Aqui as emissoras de televisão e radio são obrigadas a ceder espaço. A programação das emissoras é interrompida bruscamente para uma exposição partidária que se torna antipática.
Entendo que a plenitude da democracia e da cidadania exige conhecimento e responsabilidade. Razão pela qual, uma vez mais, a consolidação de nossa ainda juvenil democracia passa pelos investimentos maciços em educação para educar nossa população e estabelecer uma relação menos dependente entre a sociedade e o Estado. Vivemos numa democracia, mas ainda em construção.
Vejamos, em outro exemplo, a disputa, entre Barack Obama e Hillary Clinton, para ser o candidato democrata à presidência dos Estados Unidos.
É algo que deve ser olhado com muito interesse pelos brasileiros.
A Nação brasileira está sendo construída e nossas bases democráticas ainda estão em estágio inferior ao já alcançado pelos Estados Unidos. Lá a vida política é regulada sem imposições do Estado, os cidadãos são livres para decidir se querem participar das eleições ou não e os dispositivos constitucionais que garantem a igualdade de direitos, conquistados com muita luta e exigindo permanente vigilância, têm sua vigência respeitada.
O surgimento da disputa pela indicação para concorrer à Casa Branca, entre um político de origem africana, de cor negra, e uma mulher, torna-se, no quadro norte americano algo inusitado, mas natural. Não foi fruto de nenhuma cota, de nenhuma imposição, mas principalmente, do exercício de participação dos negros e mulheres na vida política do país.
No Brasil a cidadania precisa evoluir assim como a participação dos brasileiros comuns, homens, mulheres, negros, ocidentais, orientais, brancos, todos igualados pela condição da cidadania brasileira, participando de sua vida política.
Vai demorar um pouco mais, mas vamos chegar lá. Ainda precisamos vencer nossa própria falta de informações e conhecimentos sobre isso.
Paulo Saab é graduado em Direito pelo Largo de São Francisco(USP), jornalista especializado em rádio e TV, colunista e editorialista do Diário do Comércio e professor universitário. Atua profissionalmente como executivo e participa de entidade como voluntário na causa da educação e da cidadania. Membro de conselhos, associações e organizações nacionais e internacionais. Palestrante, escritor.
Ainda sobre Carreira, trago hoje um texto que mexe com a forma com que encaramos o Trabalho.
por Suely Pavan
“Se o homem não sabe fazer outra coisa a não ser trabalhar ou recompor forças para começar um novo ciclo de trabalho, é preciso constatar que nossa evolução reduziu o ser humano a um ser cujo cérebro e mãos só servem a um fim – o trabalho.”
Philippe Godard – Autor do Livro “Contre le Travail”

Na França algumas pessoas resolveram parar de trabalhar. Estes “desertores do mercado de trabalho”, como os chama Pierre Carles querem mais tempo para si mesmos. Tempo para passear, ir aos museus e curtir a vida. Trabalhar para viver e viver para trabalhar, não é com eles!
Óbvio que para fazer isto eles tiveram que abrir mão do consumo. Vivem apenas com o mínimo necessário. Supérfluos nunca mais!
Aliás, fiquei sabendo que na França não existem supermercados. Os habitantes solicitam que nas ruas circulem menos carros, para expandir o espaço nas calçadas e permitir a conseqüente instalação de mesas e cadeiras para bater papo. O clima por lá parece muito mais provinciano do que americano. O francês gosta de ir ao açougue, à peixaria e ao mercado. Gosta de estabelecer vínculos e de não viver do “self service”. E por este motivo cultural o movimento contra o trabalho ganha força por lá.
Recentemente ocorreram três suicídios de executivos na França, e a causa que muitos estudiosos apontam é justamente a pressão no trabalho. Um dos executivos suicidasi nclusive deixou um bilhete dizendo que não conseguia mais satisfazer as expectativas de sua empresa.
Doenças do trabalho, humilhação e baixos salários também são mostrados no documentário “Attention: danger travail”(“Atenção: perigo trabalho”), de Pierre Carles, Stéphane Goxe e Christophe Coello, que foi exibido em Paris.
Os entrevistados de “Attention…” foram demitidos, tiveram uma longa doença ou experiências muito negativas no mundo do trabalho e decidem não mais trabalhar. Um deles nunca entrou nesse mundo e é um dos que melhor articulam o discurso anti-trabalho. Eles todos se recusam a ser soldados da guerra econômica pela produtividade, mal pagos e asfixiados pelo medo de perder o emprego. Chegaram a essa convicção através de uma reflexão sofisticada e têm uma argumentação consistente e bem articulada para justificar a recusa a “trabalhar para viver e viver para consumir”.
Enquanto a França se dá o direito à preguiça, aqui no Brasil o mercado aquece e com ele os empregos crescem.
Segundo dados do IBGE São Paulo tem o menor índice de desemprego desde 1996.
Há vagas no mercado, e todo dia dou de cara com elas e as publico no meu blog. Apesar disto muita gente ainda diz que há desemprego no Brasil.
Conheço selecionadores que estão se descabelando para conseguir candidatos para vagas onde a qualificação é pequena: operadores de telemarketing, empregadas domésticas, auxiliares de produção.
Não entendo como muita gente ainda diz que não consegue um emprego quando a exigência é baixa como nas vagas citadas. A desculpa que sempre leio é que as empresas pedem qualificações altíssimas. Tenho contato diário com as vagas existentes no mercado, e parece que na “vida real” não é isto que acontece.
Será que o brasileiro sem qualificação quer mesmo trabalhar?
Ou será que há um movimento aqui parecido com o da França e que ainda não foi divulgado pela mídia?
A diferença é que por lá o seguro desemprego gira em torno de 425 euros. E por aqui muita gente prefere colocar filhos em faróis pedindo esmolas ao invés de trabalhar.
De qualquer forma, viver focado apenas no trabalho é um desperdício de vida. Trabalhar apenas para ter o home theather, o notebook, e não sei mais o que de última geração é focar apenas no consumo e não na vida.
Trabalhar com prazer é sem dúvida um grande prazer.
Porém, é necessário sempre refletir sobre o significado do trabalho em nossas vidas, lembrar-se que todos os regimes políticos idolatraram o trabalho como a salvação.
“O trabalho liberta” era a inscrição gravada num arco na entrada do campo de concentração de Auschwitz. Este era o pensamento dos nazistas.
Reflexão, lazer,leitura, passeios e andar de mãos dadas não fazem mal a ninguém. Ficar de pernas pro ar sem fazer nada também faz muito bem!
Suely Pavan é Psicóloga, psicodramatista. Sócia-Diretora da PAVAN DESENVOLVIMENTO. É “Isqueira” do Café Brasil, de Luciano Pires.