Networking: Construa sua Rede de Relacionamentos
abril 24, 2008 por Fabio Camatari
Arquivado em Inovação
Por Paulo Araujo
Networking significa rede de relacionamentos e anda de mãos dadas com o sucesso na carreira. Os melhores empregos surgem por meio de indicações de colegas e conhecidos, mas muitos só se lembram de acionar seus contatos somente na hora de buscar uma nova colocação, o que é um grande erro. O networking eficaz é como uma estrada de mão dupla e deve ser uma relação ganha-ganha. Vamos ver alguns pontos para construir e fazer o uso eficaz da sua rede e assim ajudar e ser ajudado.
- 1. Organize e mantenha atualizado o seu banco de dados. Os softwares de e-mail com seus catálogos de endereço ajudam em muito nesse caso. Sugiro que tenha no mínimo os seguintes dados dos contatos: nome completo (coloque em destaque o nome pelo qual a pessoa gosta de ser chamada), empresa e cargo; telefone comercial e celular, endereço de e-mail, temas de interesse e data de aniversário (somente dia e mês de nascimento).
- 2. Foque a qualidade dos contatos. Procure ter pessoas interessantes e com quem você pode efetivamente contribuir. Mantenha em dia os contatos de amigos de escola e da faculdade. Além de você ter mais intimidade o leque de opções aumenta consideravelmente.
- 3. Não trate todos os contatos como amigos íntimos. Muitos são pessoas que você conheceu em reuniões, visitas a clientes ou fornecedores, treinamentos ou ainda em atividades sociais. Não exponha colegas ao ridículo chamando-os por apelidos indesejáveis. Não crie situações de constrangimento.
- 4. Lidere sem medo. Organize encontros, mas lembre-se que é normal algumas pessoas aceitarem ou não o seu convite. Sempre forneça a opção de exclusão do seu banco de dados.
- 5. Faça bom uso do e-mail e do MSN. Não perca tempo jogando conversa fora. O envio de mensagens e fotos de mau gosto pode causar sua demissão e ter inclusive complicações jurídicas. Não envie mensagens em que nada agregam no desenvolvimento das pessoas.
- 6. Mantenha um networking saudável: - na data do aniversário envie uma mensagem curta e escrita por você. Nada de cartões virtuais! - envie artigos de interesse comum a todos os contatos.
- quando o contato faz qualquer tipo de solicitação sempre responda. Mesmo que você não possa ajudar ele percebe que você se importa.
- quando houver convites para encontros, almoços ou happy hour procure participar. Nada substitui o contato humano. Dedique um bom tempo para conversar e conhecer gente nova. Na impossibilidade de participar explique para o organizador o motivo da sua ausência.
- uma excelente opção é dar aulas em faculdades ou trabalhar como facilitador em programas de treinamento. Repassar conhecimentos é uma forma de se tornar uma referência na área de atuação e quem sabe uma futura fonte para jornalistas.
- outra excelente opção é parar de postergar e fazer aquele curso tão desejado. No mínimo, você vai conhecer gente nova, trocar experiências e ainda voltar a estudar de uma forma mais sistematizada. - 7. Faça um mapa de seus contatos. Para começar o seu networking já e partir para ação a primeira coisa a fazer é o seu mapa de contatos. Escreva os nomes das pessoas que podem vir a fazer parte da sua rede. É importante lembrar que o ideal é colocar os nomes de pessoas que você se sinta à vontade para poder enviar um e-mail, fazer um contato telefônico e convites para futuros encontros e atividades sociais.
Comece agora a criar novas oportunidades para a sua carreira!
Paulo Araujo - palestrante e escritor. Autor de Motivação - Hoje e Sempre (editora Qualitymark), entre outros livros. Site: www.pauloaraujo.com.br
A força da rádio-peão
abril 15, 2008 por Fabio Camatari
Arquivado em Carreira
Outro dia falei sobre o poder da fofoca no ambiente de trabalho. Agora é a vez da rádio-peão, pelo texto de Anne Dias para a revista Você S/A.
Por Anne Dias
Quem nunca deu ouvidos à rádio-peão que atire a primeira pedra. Agora, cuidado. Muitas vezes ela é só um meio de propagação de fofoca. “A rádio-peão pode gerar prejuízos, porque dá mais atenção à fofoca do que ao trabalho”, diz Eliane Aere, 42 anos, diretora de RH da Ticket e que comanda 250 pessoas. Veja a seguir o que Eliane, que tem de lidar diariamente com a rádio-peão, pensa em relação ao assunto:
Como um executivo (de qualquer área) pode usar a rádio peão a seu favor?
A rádio-peão existe em qualquer empresa. Ela deve ser usada para transformar o ambiente de trabalho o mais agradável possível. Sabendo que ela existe, o executivo deve conhecer quem são os formadores de opinião, quais as “pautas” mais abordadas e como ele deve utilizar a ferramenta a seu favor, como sua aliada. A rádio-peão é um canal não-oficial e oficioso. A empresa que consegue se equilibrar na comunicação não terá a rádio-peão como uma dor de cabeça. Será apenas uma manifestação natural e que jamais será extinta, pois é um processo humano se comunicar, interagir, comentar, concordar ou discordar de ações, palavras e atitudes.
E como os funcionários de um modo geral podem usar a rádio peão?
O funcionário precisa estar atento às notícias veiculadas pela rádio-peão. Muitas vezes ele precisa checar se a informação divulgada é verdadeira ou não. O rumor atende ao que chamamos a uma condição natural do ser humano de querer saber o que está acontecendo e procurar meios para sua segurança. Já cansei de ver pessoas com crises profundas, estresse e sintomas péssimos de saúde por ouvirem notícias que não eram verdadeiras. A rádio-peão pode gerar prejuízos para a empresa, porque dá mais atenção à fofoca do que ao trabalho. E a solução para combater a fofoca parece simples: ser mais rápido do que ela, com uma comunicação interna eficiente e que tenha foco no trabalho.
Muitas vezes a rádio peão é mais rápida e eficiente do que os comunicados oficiais sobre demissões ou contratações. Por que isso acontece?
Porque a notícia vaza em algum momento do processo: seja quando for desenhado o layout do comunicado ou quando ele for traduzido ou até durante sua aprovação. Neste trajeto, a informação passa por diversas áreas, diversas mãos. O importante é manter o sigilo, envolver poucas pessoas e ter um processo estruturado. A rádio-peão é uma realidade que não deve ser preocupação quando a comunicação entre todos na empresa, especialmente na direção, for clara, definida e sem segredos e meias-palavras. Toda vez que a comunicação acontecer assim, verdadeira e sem rodeios, a rádio-peão será um termômetro que não sinaliza febre, mas temperatura ambiente, normal e equilibrada.
A rádio peão atrapalha o trabalho do RH?
Quando se fala em comunicação interna se fala em compromisso, comprometimento. Nisso não podemos deixar de comentar sobre o papel das chefias e gerências no processo. Elas são partes fundamentais e devem ser os primeiros a se preocuparem com a comunicação interna, não deixando a responsabilidade apenas a cargo do RH. A responsabilidade é de todos. Comunicar, clara e indistintamente, é uma obrigação da empresa, pois assim pode tornar seus colaboradores comprometidos e engajados no objetivo da empresa. Até porque hoje, no mundo dos negócios, a palavra parceria é fundamental.
Veja também: Como fugir da fofoca no trabalho?
A arte de delegar
abril 14, 2008 por Fabio Camatari
Arquivado em Carreira, Motivação
Por Rodrigo Cardoso
Muitos líderes ficam com pouco tempo para suas tarefas importantes pois são, de certa forma, centralizadores.
Acabam por fazer tarefas que poderiam perfeitamente ser delegadas, mas muitas vezes não o fazem com medo de que a ação adotada não seja tão eficaz quanto seria se realizada por ele.
Em sua grande maioria, ele está certo, ele executaria uma tarefa melhor que o seu liderado, porém o tempo ganho ao delegar pode ser mais importante.
Ao delegar responsabilidades o líder cria um time de pessoas confiáveis e competentes. Para isso é necessário ter a coragem de delegar para que o outro aprenda, cresça e que no futuro possa assumir tarefas que exijam mais responsabilidade e competência, mesmo sabendo que existe o risco da ação não ser feita de modo tão eficaz nas mãos do seu liderado.
Delegar é melhor que centralizar, que geralmente implica na estagnação da motivação na empresa. Delegar é ganhar poder, pois nos conduz para fora do atoleiro infindável das ações de rotina e permite se dedicar a ações de liderança mais amplas.
O que facilita a delegação?
Quando a missão, visão, valores e estratégias da empresa são conhecidos, quando os objetivos da área e de cada projeto estão claros, quando as normas e procedimentos são bem compreendidos entre os envolvidos e quando a organização pratica a liderança participativa e os colaboradores adotam a postura correspondente.
Quais as vantagens de delegar?
Podemos perceber esse fato, recentemente publicado na revista Exame, edição especial de 40 anos, que diante da maior crise de acidente aéreo da história da aviação civil em nosso país, não foi o presidente da Gol que tomou frente as decisões e sim o vice-presidente Barioni que cumpriu a risca o que estava determinado no manual de gerenciamento de crise da companhia.
Constantino Junior, presidente da Gol garante em entrevista que não se isentou dessa crise, porém permitiu que o vice tomasse as decisões enquanto assumia o papel de “fiador institucional”, já na revista Veja, ele fala sobre a nova aquisição - A Varig e sobre a sua visão de futuro em relação ao mercado de companhias aéreas brasileiras, ou seja, está exercendo o verdadeiro papel de um líder.
Recomendações ao delegar:
- Faça uma lista das funções que se repetem sempre no seu trabalho;
- Verifique quais são as tarefas que você se sente menos qualificado ou que tem menor afinidade;
- Decida quais podem ser transferidas para seus liderados;
- Verifique, entre seus liderados, quem tem disposição suficiente e condições mínimas para assumir tais tarefas;
- Dê ao liderado todas as condições para que ele, de fato, seja bem sucedido.
Rodrigo Cardoso é palestrante, especializado em motivação e mudança comportamental.
Cinco pecados que podem atrapalhar uma carreira
abril 2, 2008 por Fabio Camatari
Arquivado em Carreira, Destaques
Diariamente nos deparamos com situações no trabalho onde somos questionados se o rumo que tomamos em nossas carreiras é o correto, ou se o resultado de anos de trabalho foram satisfatórios para nossas vidas. O texto a seguir, de Max Gehringer, pode ser usado com exercício, tanto para melhorar nosso desempenho, quanto analisar colegas que possamos julgar mal.
Por Max Gehringer
Assim que um profissional coloca os pés dentro de uma empresa, começa o que chamamos de gestão de carreira. Ele imediatamente passa a pensar em como poderá ganhar, ser promovido e começar a mandar ao invés de ser mandado.
Conheço profissionais que pareciam ter grande potencial quando estavam na faixa dos vinte anos de idade, mas passados 10 ou 15 anos, muitos deles não progrediram. Observando estas pessoas, eu listei cinco pecados que podem atrapalhar uma carreira:
- Fazer o mínimo e esperar o máximo: parte da imagem positiva que um profissional constrói vem de seu esforço para ir além de suas obrigações de rotina. Pessoas assim identificam problemas antes que eles apareçam e enxergam soluções onde a maioria só vê dificuldades.
- Agir como se fosse uma ilha de talento num oceano de mediocridade: não admitir erros, não aceitar conselhos, procurar sempre uma justificativa para tudo e nunca elogiar ninguém. Isso gera antipatia e rejeição, dois fatores que pesam muito numa promoção.
- Falta de balanço emocional: um dia a pessoa está alegre, quer conversar com todo mundo, no outro, se fecha como uma ostra e não admite que alguém se aproxime.
- Habilidade para conviver bem com chefe direto: uma das obrigações do subordinado é tornar a vida chefe mais fácil, mesmo que o chefe seja um casca grossa. O subordinado que consegue estabelecer uma relação de confiança com seu chefe, tem 10 vezes mais chances de ser promovido. Lembrando que fidelidade e apoio, nada tem a ver com puxa-saquismo.
- Falta de adaptação a mudanças: empresas mudam constantemente por fatores internos ou externos e pessoas pouco maleáveis acabam ficando para trás.
Nenhuma dessas cinco coisas é assim tão difícil de se fazer, mas não mais que 5% conseguem fazer todas elas. Não por acaso, os 5% que são promovidos.
Como fugir da fofoca no trabalho?
março 31, 2008 por Fabio Camatari
Arquivado em Carreira, Destaques
Levante a mão quem nunca fez ou foi alvo de uma fofoca! E a fofoca no trabalho é o tema de hoje no nosso consultor de carreiras Max Gehringer!
Toda empresa quer ter um bom ambiente de trabalho. A maioria diz que tem. Algumas até falam que são como uma grande família. Toda família, como nós sabemos, sempre tem aquele parente chato, insuportável ou fofoqueiro. A gente gostaria de se livrar dele, mas não consegue. Assim como as empresas nunca conseguiram se livrar dos fofoqueiros.
Do simples mexerico, que não prejudica ninguém, até a intriga pesada, maldosa, que pode destruir uma carreira profissional.
A intriga é uma das perversidades mais antigas do mundo, provavelmente começou no tempo das cavernas. Intriga é a arte de destruir a reputação de outra pessoa através de mentiras e/ou meias-verdades. E o pior é que isso pode ser feito do modo mais cruel: com elogios e sorrisos.
No trabalho, a pessoa que está querendo puxar o tapete da outra pode ser aquela que vive elogiando pela frente, enquanto espalha veneno pelas costas. Intriga é falta de ética, é uma atitude condenável e imoral.
Da mesma maneira que cercamos nossas casas para proteger nossas famílias, no trabalho precisamos montar esquemas de segurança para escapar das intrigas. Isso não quer dizer que o mundo está contra nós. De cada mil brasileiros, talvez só um seja bandido. No trabalho, de cada cem colegas, só um tem duas caras. Se a maior parte dos outros 99 ficar do nosso lado, qualquer intriga irá morrer no ninho. Por isso, não adianta ficar sofrendo calado, nem sair no braço com quem faz intriga, nem tentar combater uma intriga com outra intriga. Isso seria jogar no campo do inimigo, que ele conhece melhor do que nós.



