Com tantos internautas leitores procurando, encontrei um bom modelo de currículo (que inclusive adotei) e resolvi compartilhar com todos. Adianto que este não e um modelo definitivo, apenas um bom modelo com boa aceitação por gestores de RH.
As dicas anteriores, como clareza, número menor de páginas (duas, por exemplo), objetividade, português correto e riqueza de dados, continuam valendo, sempre!
Importante: não faça um currículo padrão para distribuir por aí. Currículos não são panfletos que se recebem nos semáforos ou esquinas. Procure sempre dirigir a redação de seu curriculo levando-se em conta quem o receberá. Informações podem ser interessantes para uma empresa, outras não.
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ATENÇÃO: As oportunidades e vagas aqui apresentadas são de inteira responsabilidade do anunciante. Todo e qualquer contato a respeito deve ser feito pelo e-mail indicado na vaga. O Almanaque do Bem ou seus editores não se responsabilizam por mais informações além das disponibilizadas nesta postagem, assim como a atualização da oportunidade oferecida. Também não cobramos nada dos titulares das vagas em questão, nem dos leitores. Este é apenas um serviço de divulgação de vagas recebidas por e-mail ou indicadas por quem mais desejar.
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OS CURRÍCULOS ESTÃO CADA VEZ MAIS IGUAIS. HÁ EMPRESAS especializadas em montar currículos que só mudam o nome da pessoa.
Esses currículos começam com verbos agressivos na primeira pessoa, tipo implantei, liderei, organizei, coordenei… e continuam com os resultados numéricos fantásticos que a pessoa conseguiu em sua carreira. Tanto que, há dois anos, eu cheguei a uma conclusão interessante: todas as pessoas que podiam salvar as empresas do buraco estavam desempregadas. Cheguei a essa conclusão somando os números de 50 currículos que recebi pelo correio, num dia só.
Essas 50 pessoas, segundo os currículos, haviam economizado mais de 300 milhões de reais para as empresas onde trabalhavam, tinham aumentado o faturamento delas em 45% e tinham coordenado investimentos que ultrapassavam 500 milhões de reais. E foram todas despedidas. O que me levou a pensar num complô: será que as empresas estão despedindo os funcionários mais eficientes? Claro que não, salvo algumas exceções. A verdade é que esses currículos cheios de superlativos não impressionam mais.
Olhando pelo lado positivo, sua única utilidade é virar papel reciclado. Muito mais importante que o currículo em si é uma carta pessoal, feita sob medida para cada empresa que vai receber o currículo. Uma vez recebi uma carta que começava dizendo “Prezado Senhor… Sou entregador de pizza”. Era de um jovem que fazia bico como motoboy de pizzaria nas noites de sábado, para poder pagar a faculdade. E pedi para contratar o sujeito imediatamente. Ali estava um exemplo de alguém com determinação e entusiasmo. Portanto, a carta personalizada é o que realmente vai fazer a diferença.
O currículo é só o anexo.
Fonte: Max Gehringer, para a rádio CBN.
Segundo Max Gehringer à Rádio CBN, um ouvinte diz que se cadastrou em três sites de empregos. Passados quatro meses, ele não recebeu um contato sequer. Agora o ouvinte conseguiu o e-mail de 120 empresas e quer mandar seu currículo diretamente para elas.
Ele faz duas perguntas:
Cadastro em sites de empresas funciona? Como se deve mandar um currículo para uma empresa?
Primeira: não conheço qualquer estatística confiável sobre vagas conseguidas através de sites de empregos. Todas as mensagens que recebi até hoje, e não foram poucas, vieram exatamente pessoas que disseram o que o ouvinte disse, que não receberam qualquer resposta. Não estou afirmando que estes sites não funcionem, mas apenas que não existem dados concretos que permitam avaliar a eficiência deles.
Segunda pergunta: se você ou qualquer pessoa mandar para uma empresa uma mensagem do tipo “Olá, anexo meu currículo para sua análise” a mensagem será imediatamente deletada. Como é possível melhorar um pouco essas chances? Fazendo duas coisas.
A primeira é escrever no e-mail uma mensagem que chame a atenção, um parágrafo, curto e bem pessoal, explicando porque você quer trabalhar naquela empresa, apenas nela e em nenhuma outra.
E a segunda é adaptar o currículo a cada empresa.
Em outras palavras, você enviará 120 currículos diferentes para 120 empresas diferentes. Como isso vai dar uma trabalheira federal, eu sugiro que você selecione apenas 20 empresas. Entre no site delas, leia com cuidado a missão, a visão e os valores dela. Ressalte em seu currículo os cursos que você fez e as experiências que você teve e que tenha ver com o que aquela empresa faz e acredita. Se você não obtiver nenhuma resposta, selecione mais 20, e assim por diante.
Em resumo, as chances aumentarão se você se preocupar com a qualidade de cada currículo e não com a quantidade deles.
Por Max Gehringer para a Rádio CBN em 10 de julho de 2008