A importância da leitura

Por que deveríamos ler todos os dias? Por que deveríamos cultivar este hábito? Por vários motivos. Em minha opinião, o principal e mais importante deles é a motivação diária. Motivação é como banho.
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Big Brother Brasil Educa! por Luciano Pires

Big Brother Brasil Educa! por Luciano Pires

Numa discussão sobre o Big Brother Brasil – que a cada edição bate recordes de audiência – provoquei várias caretas ao dizer que considero o programa uma oportunidade fantástica de aprendizado. Quase apanhei. Mas expliquei que tudo depende de como o espectador encara o programa.

Se você procura mais que simples entretenimento, consegue assistir o BBB de olho no impacto e influência de cada participante sobre os demais. Ah, eles são vazios? São. Mas são gente como a gente. Você tem ali uma inestimável aula de antropologia, de sociologia, de política, com exemplos claros de como funciona a vida em sociedade. Verá os conflitos, as intrigas, a dissimulação, as mentiras, a manipulação, a generosidade, o medo – todos aqueles pequenos truques, pecados e atitudes com os quais convivemos no dia-a-dia. Está tudo ali, exposto pra quem quiser ver. E aprender. Assistindo o Big Brother Brasil como uma vitrine de comportamento você aplicará seu tempo em aprendizado.
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Trava Línguas: brincadeira útil!

O que são
São frases folclóricas criadas pelo povo com objetivo lúdico (brincadeira). Vem em formato de um desafio de pronúncia, ou seja, uma pessoa passa uma frase díficil para um outro indíviduo falar. Estas frases tornam-se difíceis, pois possuem muitas sílabas parecidas (exigem movimentos repetidos da língua) e devem ser faladas rapidamente. Estes trava línguas já fazem parte do folclore brasileiro, porém estão presentes mais nas regiões do interior brasileiro.

Por são úteis

Comprovadamente constatado, incluir estas brincadeiras às crianças já aos cinco anos ajuda no seu desenvolvimento educacional, apresentando novas palavras e lapidando sua pronuncia com o tempo e dificuldade. Tudo isso, além de divertir.

Separei alguns exemplos de trava-línguas, mais conhecidos de acordo com a região brasileira.

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A FÁBRICA DE IDIOTAS

Por Luciano Pires

Lápis e CadernoEscola Sem Partido. Tomei contato com essa organização recentemente. O site deles é o escolasempartido.org. Cheguei até eles depois que soube da polêmica causada quando denunciaram a contaminação político-ideológico das escolas brasileiras em todos os níveis, ao comentar o conteúdo de alguns livros e cartilhas de uma grande rede de ensino.
Esse problema – a contaminação político-ideológico nas escolas – é antigo. Os estudantes sempre foram solo fértil para as pregações ideológicas. São mentes jovens, dispostas a mudar o mundo, ávidas por modelos e por heróis. Num ambiente assim, os “tchê-guevarismos” fazem sucesso e a garotada tem a cabeça feita por “educadores” que se dizem revolucionários e trabalham para formar jovens que servirão de instrumentos para projetos de poder. E as escolas transformam-se em fábricas de idiotas.
Alguns desses “professores” transformaram-se em ídolos da garotada, que não percebe que está sendo doutrinada. Cabe a cada um de nós reagir – como pais, como estudantes, como contribuintes. Por isso convido você a conhecer o trabalho da Escola Sem Partido, reproduzindo aqui as dicas que eles publicaram para perceber quando um professor está tentando doutrinar ideologicamente os alunos. Você, ou seus filhos, podem estar sendo vítimas quando o professor:

• se desvia, freqüentemente, da matéria-objeto da disciplina para assuntos relacionados ao noticiário político ou internacional;
• adota ou indica livros, publicações e autores identificados com determinada corrente ideológica;
• impõe a leitura de textos que mostram apenas um dos lados de questões controvertidas;
• exibe aos alunos obras de arte de conteúdo político-ideológico, submetendo-as à discussão em sala de aula, sem fornecer os instrumentos necessários à descompactação da mensagem veiculada e sem dar tempo aos alunos para refletir sobre o seu conteúdo;
• ridiculariza gratuitamente ou desqualifica crenças religiosas ou convicções políticas;
• ridiculariza, desqualifica ou difama personalidades históricas, políticas ou religiosas;
• pressiona os alunos a expressar determinados pontos de vista em seus trabalhos;
• alicia alunos para participar de manifestações, atos públicos, passeatas, etc.;
• permite que a convicção política ou religiosa dos alunos interfira positiva ou negativamente em suas notas;
• encaminha o debate de qualquer assunto controvertido para conclusões que necessariamente favoreçam os pontos de vista de determinada corrente de pensamento;
• não só não esconde, como divulga e faz propaganda de suas preferências e antipatias políticas e ideológicas;
• omite ou minimiza fatos desabonadores da corrente político-ideológico de sua preferência;
• transmite aos alunos a impressão de que o mundo da política se divide entre os “do bem” e os “do mal”;
• não admite a mera possibilidade de que o “outro lado” possa ter alguma razão;
• promove uma atmosfera de intimidação em sala de aula, não permitindo ou desencorajando a manifestação de pontos de vista discordantes dos seus;
• não impede que tal atmosfera seja criada pela ação de outros alunos;
• utiliza-se da função para propagar idéias e juízos de valor incompatíveis com os sentimentos morais e religiosos dos alunos, constrangendo-os por não partilharem das mesmas idéias e juízos.

E então? Você já percebeu um comportamento assim? Então vá lá: www.escolasempartido.org. É seu passaporte para escapar das fábricas de idiotas.

Veja onde sobram e faltam vagas de emprego


Texto adaptado de entrevista com Gilberto Dimenstein para a Rádio CBN em 24 de março de 2008.

Por Fabio Camatari

Pesquisa aponta as áreas em que sobram e faltam vagas de emprego

O mercado de emprego brasileiro cresceu cerca de 40% segundo pesquisas realizadas em fevereiro.
Em alguns segmentos “sobram” vagas. Segundo a Catho, empresa especializada em recolocação de pessoal, existem segmentos onde o número de vagas é muito maior que o número de candidatos: Odontologia, áreas Médico-Hospitalar, Informática e TI (com uma demanda de 100.000 profissionais até 2010), Educação e Ensino – Idiomas, Comercial e Vendas.
Segundo o mesmo relatório, nas áreas de Engenharia, os destaques ficam para as Engenharias Civil, Alimentícia, Química, Petroquímica e Geologia.
Em contrapartida, outras áreas não estão tão contratantes e por isso será mais difícil aparecerem oportunidades: Economia, Marketing, Administração, Publicidade e Propaganda, justificado pelo grande número de faculdades no mercado, aumentando a oferta de candidatos, porém com número reduzido de vagas.
Nossa economia poderia estar melhor posicionada se esta mão de obra estivesse direcionada para onde o mercado aponta como promissor.
Consulte o mercado antes de escolher uma profissão. Isto vai ajudar muito quando procurar seu primeiro emprego.

Geórgias


Em seu artigo desta semana, Luciano Pires traz o relato de Geórgia, uma pessoa do Bem. Nada mais justo que seja estampado no Almanaque, feito para Gente assim, com atitude.

por Luciano Pires – Café Brasil

Os e-mails que recebo de leitores são uma riquíssima fonte de inspiração. Retratam fatos, sentimentos, visões de mundo e me honram quando descubro que existe gente informada, interessada e inteligente estabelecendo um diálogo internético comigo. Mas certos e-mail são mais especiais que outros. São aqueles que tratam de sonhos, de ideais, de paixões e de esperanças. Aqueles que desnudam a alma de quem escreve. Como este, remetido por Georgia, lá do Rio Grande do Sul:

“Luciano, eu estudei praticamente minha vida inteira em escola pública. E você deve ter ciência da anêmica produtividade que esse ensino nos proporciona. Professores de péssima qualidade que devolvem aos estudantes a pobreza do contra-cheque numa aula débil e limitada. Não vou culpar a todos, mas a maioria confirma minhas palavras.
EducaçãoConcluí meu segundo grau, pasme: não sabendo o que eram capitanias hereditárias. Passei a vida escolar ouvindo isso, mas não fazia idéia do que se tratava. Decidi então fazer vestibular para qualquer curso superior que me parecesse divertido (afinal, estudo não tinha exatamente um sabor adocicado na minha língua). Optei por Relações Públicas na federal do Rio Grande do Sul. Média alta. Precisava estudar e para isso era necessário saber o que eram as tais capitanias hereditárias. Abri temerosa um livro de história e comecei a ler… e ler… e ler… Não me satisfiz com história, passei para português, geografia, biologia… continuei a ler, ler… Tive a grata surpresa de perceber em mim a paixão pelo estudo, pelo saber… Ou seja, uma tremenda CDF.
Em meio a essa descoberta, tomei a decisão de virar professora. Mas não uma professora qualquer, minha idéia era ser uma representante da educação estilo Kevin Kline em o Clube do Imperador. Melhorar essa porcaria de ensino do qual eu sou fruto. Bom, a história é que graças ao Prouni vou cursar este ano a faculdade de geografia. Eu, sendo carente, consegui bolsa integral.
Estou conseguindo a realização de um sonho. Prestes a virar a partir de março uma universitária, eu sei que farei parte dos 13% da população brasileira que têm ensino superior. E, claro, sendo eu um projeto malogrado de um ensino deficiente, tenho consciência do quanto essa vitória sinaliza minha força de vontade. Sei que meu plano megalomaníaco de ascender a educação brasileira a um nível de país desenvolvido é um projeto que não poderei arcar sozinha. Enfrentarei a desvalorização de uma profissão, um salário irrisório e um cansaço diário pré e pós aula.
Porém, se de trinta alunos, um sair da sala de aula com vontade de continuar em meio aos livros, com consciência política, econômica e ambiental, com discernimento mais amplo da realidade; eu já terei sobre o meu travesseiro uma mente tranqüila de quem não está deixando a vida passar em branco. Cansei de culpar o governo. Se é a minha parcela que posso dar, ela será entregue de forma integral.”

Faça sua parte!

Não conheço a Georgia. Não sei quantos anos ela tem, qual a cor de sua pele, se é gorda ou magra, loira ou morena. Só consigo imaginá-la a partir do texto que me emocionou.

Qual é a fórmula para produzir mais Geórgias? Não parece que é sua origem. Não é a educação. Não é a posição social. Não são as oportunidades. Parece que é um fogo interior, a vontade de aprender.
Mas antes de tudo vem algo mais importante. Geórgia não se conformou. Tomou uma decisão, enfrentou os riscos, sentou para ler e descobriu uma paixão. Georgia se deu uma chance. Mais que isso: mostrou-se generosa. Colocou como objetivo estimular outras Geórgias.

Os urubus vão achá-la sonhadora, iludida, inocente.
Para mim, Geórgia é necessária.