A força da rádio-peão
abril 15, 2008 por Fabio Camatari
Arquivado em Carreira
Outro dia falei sobre o poder da fofoca no ambiente de trabalho. Agora é a vez da rádio-peão, pelo texto de Anne Dias para a revista Você S/A.
Por Anne Dias
Quem nunca deu ouvidos à rádio-peão que atire a primeira pedra. Agora, cuidado. Muitas vezes ela é só um meio de propagação de fofoca. “A rádio-peão pode gerar prejuízos, porque dá mais atenção à fofoca do que ao trabalho”, diz Eliane Aere, 42 anos, diretora de RH da Ticket e que comanda 250 pessoas. Veja a seguir o que Eliane, que tem de lidar diariamente com a rádio-peão, pensa em relação ao assunto:
Como um executivo (de qualquer área) pode usar a rádio peão a seu favor?
A rádio-peão existe em qualquer empresa. Ela deve ser usada para transformar o ambiente de trabalho o mais agradável possível. Sabendo que ela existe, o executivo deve conhecer quem são os formadores de opinião, quais as “pautas” mais abordadas e como ele deve utilizar a ferramenta a seu favor, como sua aliada. A rádio-peão é um canal não-oficial e oficioso. A empresa que consegue se equilibrar na comunicação não terá a rádio-peão como uma dor de cabeça. Será apenas uma manifestação natural e que jamais será extinta, pois é um processo humano se comunicar, interagir, comentar, concordar ou discordar de ações, palavras e atitudes.
E como os funcionários de um modo geral podem usar a rádio peão?
O funcionário precisa estar atento às notícias veiculadas pela rádio-peão. Muitas vezes ele precisa checar se a informação divulgada é verdadeira ou não. O rumor atende ao que chamamos a uma condição natural do ser humano de querer saber o que está acontecendo e procurar meios para sua segurança. Já cansei de ver pessoas com crises profundas, estresse e sintomas péssimos de saúde por ouvirem notícias que não eram verdadeiras. A rádio-peão pode gerar prejuízos para a empresa, porque dá mais atenção à fofoca do que ao trabalho. E a solução para combater a fofoca parece simples: ser mais rápido do que ela, com uma comunicação interna eficiente e que tenha foco no trabalho.
Muitas vezes a rádio peão é mais rápida e eficiente do que os comunicados oficiais sobre demissões ou contratações. Por que isso acontece?
Porque a notícia vaza em algum momento do processo: seja quando for desenhado o layout do comunicado ou quando ele for traduzido ou até durante sua aprovação. Neste trajeto, a informação passa por diversas áreas, diversas mãos. O importante é manter o sigilo, envolver poucas pessoas e ter um processo estruturado. A rádio-peão é uma realidade que não deve ser preocupação quando a comunicação entre todos na empresa, especialmente na direção, for clara, definida e sem segredos e meias-palavras. Toda vez que a comunicação acontecer assim, verdadeira e sem rodeios, a rádio-peão será um termômetro que não sinaliza febre, mas temperatura ambiente, normal e equilibrada.
A rádio peão atrapalha o trabalho do RH?
Quando se fala em comunicação interna se fala em compromisso, comprometimento. Nisso não podemos deixar de comentar sobre o papel das chefias e gerências no processo. Elas são partes fundamentais e devem ser os primeiros a se preocuparem com a comunicação interna, não deixando a responsabilidade apenas a cargo do RH. A responsabilidade é de todos. Comunicar, clara e indistintamente, é uma obrigação da empresa, pois assim pode tornar seus colaboradores comprometidos e engajados no objetivo da empresa. Até porque hoje, no mundo dos negócios, a palavra parceria é fundamental.
Veja também: Como fugir da fofoca no trabalho?
A arte de delegar
abril 14, 2008 por Fabio Camatari
Arquivado em Carreira, Motivação
Por Rodrigo Cardoso
Muitos líderes ficam com pouco tempo para suas tarefas importantes pois são, de certa forma, centralizadores.
Acabam por fazer tarefas que poderiam perfeitamente ser delegadas, mas muitas vezes não o fazem com medo de que a ação adotada não seja tão eficaz quanto seria se realizada por ele.
Em sua grande maioria, ele está certo, ele executaria uma tarefa melhor que o seu liderado, porém o tempo ganho ao delegar pode ser mais importante.
Ao delegar responsabilidades o líder cria um time de pessoas confiáveis e competentes. Para isso é necessário ter a coragem de delegar para que o outro aprenda, cresça e que no futuro possa assumir tarefas que exijam mais responsabilidade e competência, mesmo sabendo que existe o risco da ação não ser feita de modo tão eficaz nas mãos do seu liderado.
Delegar é melhor que centralizar, que geralmente implica na estagnação da motivação na empresa. Delegar é ganhar poder, pois nos conduz para fora do atoleiro infindável das ações de rotina e permite se dedicar a ações de liderança mais amplas.
O que facilita a delegação?
Quando a missão, visão, valores e estratégias da empresa são conhecidos, quando os objetivos da área e de cada projeto estão claros, quando as normas e procedimentos são bem compreendidos entre os envolvidos e quando a organização pratica a liderança participativa e os colaboradores adotam a postura correspondente.
Quais as vantagens de delegar?
Podemos perceber esse fato, recentemente publicado na revista Exame, edição especial de 40 anos, que diante da maior crise de acidente aéreo da história da aviação civil em nosso país, não foi o presidente da Gol que tomou frente as decisões e sim o vice-presidente Barioni que cumpriu a risca o que estava determinado no manual de gerenciamento de crise da companhia.
Constantino Junior, presidente da Gol garante em entrevista que não se isentou dessa crise, porém permitiu que o vice tomasse as decisões enquanto assumia o papel de “fiador institucional”, já na revista Veja, ele fala sobre a nova aquisição - A Varig e sobre a sua visão de futuro em relação ao mercado de companhias aéreas brasileiras, ou seja, está exercendo o verdadeiro papel de um líder.
Recomendações ao delegar:
- Faça uma lista das funções que se repetem sempre no seu trabalho;
- Verifique quais são as tarefas que você se sente menos qualificado ou que tem menor afinidade;
- Decida quais podem ser transferidas para seus liderados;
- Verifique, entre seus liderados, quem tem disposição suficiente e condições mínimas para assumir tais tarefas;
- Dê ao liderado todas as condições para que ele, de fato, seja bem sucedido.
Rodrigo Cardoso é palestrante, especializado em motivação e mudança comportamental.
Dez maneiras para ser um profissional cobiçado pelo mercado
abril 11, 2008 por Fabio Camatari
Arquivado em Carreira
Daniel Carvalho Luz, autor de livros como Insight e Fenix, nos dá ótimas dicas para nos tornarmos profissionais um tanto mais cobiçados no mercado de trabalho.
Por Daniel C. Luz
1 – Concentre-se no cliente; é ele quem paga o salário de todo mundo;
2 – Acerte o passo com o futuro; é lá que mora a oportunidade;
3 – Seja inovador; numa era de rápidas mudanças, o contínuo aperfeiçoamento através da inovação é o que conta;
4 – Faça com qualidade; isso diminui custos, aumenta a rapidez, dá orgulho e melhora a fidelidade dos clientes;
5 – Obtenha feedback rápido e preciso; saiba o que seus clientes, concorrentes, empregados, fornecedores e mercado estão fazendo. A ignorância pode ser fatal;
6 – Competência significa agilidade; portanto, seja flexível e rápido ao reagir e se adaptar;
7 – Se não acrescenta valor, não faça; toda tarefa ou atividade que não valoriza o produto ou serviço cria encargos desnecessários;
8 – Construa equipes, não impérios; equipes de trabalho interfuncionais tomam decisões mais rápidas e melhores do que as burocraciais;
9 – Aprender sempre é uma tarefa de todos; se você quiser permanecer empregado num mundo que se modifica rapidamente, aprenda a aprender e continuar aprendendo;
10 – Faça o que tiver que ser feito! Agora! Estabeleça prazos fatais desafiadores, que o obriguem e aos outros a usar o tempo da maneira mais eficiente e consistente.
O valor de uma idéia
abril 7, 2008 por Fabio Camatari
Arquivado em Carreira, Inovação
Por Max Gehringer
O caso a seguir é sobre uma pessoa que trabalha em uma empresa desenvolvendo programas de computador, que por sua vez aluga estes programas aos seus clientes, que pagam taxas mensais de uso e manutenção, portanto faturando bastante e o empregado, peça chave no processo, não recebe nada além de seu salário.
Será que ele tem algum outro direito sobre o negócio, ou pode requerer patente sobre os programas que produz?
Miseravelmente, a resposta é não.
A lei nº 9279 de 1996 diz que qualquer coisa que seja criada, desenvolvida ou aperfeiçoada por um empregado ou por um prestador autônomo de serviços, durante a vigência do contrato de trabalho, pertence inteiramente à empresa. A lei supõe, ou determina, que o valor da criatividade já estava embutido no salário fixo recebido pelo empregado ou prestador de serviços.
Existem empresas que reconhecem esta contribuição do empregado e pagam prêmios adicionais por invenções ou inovações, mas aquelas que não pagam, estão, infelizmente, amparadas pela lei.
A coisa, porém não pára por aí.
A mesma lei, diz também que se o empregado deixar a empresa e solicitar a patente dentro de um período de 12 meses após a data da demissão, os direitos também pertencerão à empresa. Aqui é preciso tomar cuidado. Alguém pode sair de uma empresa e 7 meses depois ter uma idéia maravilhosa. Se essa idéia tiver algo a ver com o tipo de trabalho desenvolvia na empresa, o que é muito comum, no caso da área de informática, o mais prudente é guardar esta idéia, até que os 12 meses se completem…
Texto adaptado de Max Gehringer, para a rádio CBN, hoje, 7 de abril de 2008.
10 sinais de que não deveria ter mudado de emprego!
março 28, 2008 por Fabio Camatari
Arquivado em Atitude, Carreira
Texto adaptado de Max Gehringer, divulgado pela Rádio CBN em 25 de março de 2008. Cuidado, se você estiver manisfestando estes sintomas, reavalie sua carreira e seu atual emprego!
Por Max Gehringer
Uma estatística inquietante: quase um terço das pessoas que mudam de emprego se arrependem em menos de 6 meses.
Se você mudou recentemente e está meio em dúvida se tomou a decisão correta, aqui vão os dez sinais de que não deveria ter mudado:
1. Você está constantemente comparando a maneira como as coisas são feitas com a maneira como as coisas eram feitas na empresa anterior. E quase sempre chega a conclusão de que antes era melhor.
2. Ao comentar assuntos de trabalho com seus colegas, você a palavra “Vocês” e não a palavra “Nós”, como se você fosse um espectador e não alguém que faz parte da equipe.
3. Você tem uma certa desconfiança de que não está sendo bem aceito, mesmo que nenhum colega tenha dado demonstrações explícitas de que isso seja verdade.
4. Você agora interrompe o trabalho com mais freqüência, para tomar um café, ir ao banheiro, ou simplesmente ficar pensando na vida.
5. Sua paciência diminuiu bastante e você se mostra pouco disposto a bater papo.
6. Sua resistência a críticas também baixou e você toma qualquer referência a seu trabalho como ofensa ou inveja.
7. Você se recente por não ser convidado por seus colegas para participar de atividades fora da empresa, mas quando finalmente é convidado, arranja uma desculpa e recusa.
8. Você começou a pensar mais em seu futuro profissional, quando antes estava mais preocupado em viver o presente.
9. Duas ou três vezes por dia, bate uma vontade danada de se comunicar com alguém da empresa anterior.
10. (O pior de todos) Acordar de manhã se tornou um processo mais lento e complicado do que costumava ser.
Mudar é positivo, mas mudar por mudar, sem avaliar muito bem a nova empresa, mesmo que o salário seja melhor, pode significar um retrocesso em sua carreira e não um avanço.



