O Profissão TI é um podcast semanal que entrevista os profissionais brasileiros mais influentes no mundo de TI. O foco do programa é falar sobre as oportunidades do mercado, o universo da Tecnologia da Informação, e também comemorar as excelentes oportunidades e possibilidades que a carreira oferece para os estudantes, inclusive para recém-formados. Um mercado novo, promissor que não pára de crescer e gerar oportunidades com grande futuro para os profissionais e para o Brasil.
O entrevistado inicial é o René de Paula Jr. que já trabalhou na Microsoft, no Yahoo! e hoje está na Locaweb, sempre bem antenado às direções que a profissão está tomando. Link da primeira entrevista: http://bit.ly/br8sJw
Vez ou outra estamos uma blogagem coletiva instigando as mentes criativas de outros colegas blogueiros sobre determinado tema. Desta vez a turma foi puxada pelo competente pessoal do Saia do Lugar. O tema hoje é Empreendedorismo Brasileiro.
Resolvi então que estava na hora de chamar para um papo rápido um certo grupo de amigos nerds e coincidentemente, empreendedores. Juntos, Anderson, Leandro e Josi formam a Kazap Web & Mobile, empresa desenvolvedora de soluções em TI para internet e celular. A empresa ganhou notoriedade ao emplacar o 1º lugar em downloads na Apple Store com seu Churrascômetro.
Ninguém torce mais pelo nosso sucesso que nossos pais, ainda mais quando se trata da busca pelo primeiro emprego!
É um ritual único, praticamente a passagem definitiva para a vida adulta de alguém, afinal ingressar no mercado de trabalho é uma das etapas mais significantes de nossas vidas.
Muitas vezes os pais estão envolvidos neste momento, seja como conselheiro, agente, “chefe”, indicador, facilitador ou… torcedor.
Este papel é fundamental, pois transmite segurança ao candidato iniciante. Mas deve respeitar certos limites. Eu diria que o principal deles deveria ser a porta do empregador (seu pai/mãe der uma carona até o local da entrevista). Continue lendo aqui…
EM ENTREVISTAS, UM FATOR MUITO IMPORTANTE É O QUE SE CHAMA de gestual do candidato. Como ele senta, onde põe as mãos, se apóia os cotovelos na mesa, se cruza as pernas, se cobre a boca com a mão quando fala… bom, a Lista é enorme. E entrevistadores profissionais estão sempre muito atentos a essa coleção de pequenos gestos, que dizem muito sobre um candidato antes mesmo que ele comece a abrir a boca e a falar. Pelo menos uma dúzia de vezes na vida, eu entrevistei pessoas que me impressionaram profundamente. Para começar, elas entravam na sala com o que chamamos de postura vencedora. O corpo reto, a cabeça erguida, os passos firmes. Em seguida, apertavam minha mão com confiança.
E sentavam-se com a coluna reta, sem se esparramar na cadeira ou se curvar sobre a mesa. Depois, durante a entrevista, a pessoa adotava o método do contato visual contínuo e prolongado. Quer dizer, ela me encarava o tempo todo. Jamais olhava para o chão ou para o teto. E, principalmente, a pessoa mantinha as mãos sob controle, sem ficar recolhendo os clipes que estavam espalhados sobre a minha mesa.
E cada frase dita era acompanhada de um gesto adequado, sem economias nem exageros. Assim que a entrevista terminava e a pessoa saía da sala, eu dizia Uau! E, imediatamente, jogava seu currículo no lixo. Porque eu ficava pensando que, se essa pessoa for mesmo assim, não vou gostar nem um pouco de trabalhar com ela. E, se ela só estiver encenando, vou gostar menos ainda. Mais tarde, ao conversar com meus colegas que também entrevistaram aquela pessoa, nós concordávamos que os Manuais de Como Se Comportar Adequadamente em Uma Entrevista ensinam tudo menos as duas coisinhas que mais queremos em alguém com quem vamos ter que conviver dez horas por dia. Sinceridade e Autenticidade.
O texto de hoje trás uma boa dica para quem está procurando emprego: o peso da sinceridade durante uma entrevista de emprego.
Adaptado de Max Gehringer
Muitas pessoas se queixam por não serem escolhidas em processos de seleção que participaram com boas chances, apesar de serem sinceras em suas respostas. Um caso típico são as explicações dadas a um entrevistador por candidatos que perderam o emprego anterior por que foram vítimas de um chefe mal intencionado ou da puxada de tapete de algum colega pernicioso. Nas entrevistas, estes candidatos relatam detalhadamente como foram prejudicados, mas por fim, não conseguem a vaga.
Entrevistadores preferem uma mentira bem contada ou uma verdade esclarecedora? A questão está na definição de “verdade”. Existem verdades factuais e existem afirmações que podem ser verdadeiras, mas que expressam opiniões pessoais.
Tomando como exemplo uma partida de futebol, o resultado numérico dela é uma verdade factual. Já a afirmação de que o time perdeu por que o juiz roubou, é um ponto de vista pessoal e discutível.
Numa entrevista, o que candidato relata ao entrevistador não é a verdade factual, é a sua versão da verdade. O responsável pela demissão certamente iria dar uma versão diferente e aí, caberia ao entrevistador, ouvir as duas verdades – a do demitido e a do chefe – e julgar quem tem razão. Isso transformaria o entrevistador numa espécie de juiz e esse não é o papel dele.
Por fim, o entrevistador tomará a decisão mais simples, ou seja, a de contratar um candidato cuja história não irá exigir todo este trabalho de detetive em busca da verdade.
A sugestão é evitar contar casos que possam ter interpretações contraditórias. É melhor o candidato dizer que houve uma reestruturação no setor em que trabalhava, o que sempre é verdade no caso de uma demissão.
Texto adaptado de Max Gehringer, exibido pela CBN em 18 de março de 2008.
Ouça aqui: