O programa Fantástico de 29 de junho de 2008 exibiu o que pode ser uma das reportagens do ano na TV brasileira. Conheça a história emocionante de um pai que nunca desistiu de lutar pela felicidade do filho.
Esta matéria redefine os conceitos de motivação e mostra o que no fundo, todos autores pregam sobre Liderança, Motivação, Mudança de Atitude: o poder do amor.
No meio de tantos atletas, um homem tem uma missão maior. Seu filho quer participar, e ele vai atender o desejo do filho. A essa altura, você deve estar cheio de perguntas, tentando entender e até acreditar nesta história. Esta é a história de um pai que nunca desistiu de lutar pela felicidade do filho.
Rick é o mais velho dos três filhos de Dick Hoyt. Durante o parto, o cordão umbilical se enrolou no pescoço. Faltou oxigenação no cérebro, provocando danos irreversíveis. Rick não pode falar ou controlar os movimentos de seus braços e pernas. Parecia condenado.
“Os médicos disseram: ‘Livre-se dele. É melhor interná-lo. Ele vai ser um vegetal o resto da vida’. Nós choramos, mas decidimos tratá-lo como uma criança normal. Ele é o centro das atenções e está sempre incluído em tudo”, conta Dick Hoyt.
Rick sempre teve amor, mas ninguém sabia até que ponto ele conseguia absorver e entender o que se passava a sua volta. A escola achava que ele não tinha capacidade de aprender. Os médicos também.
“Mas aí nós pedimos para os médicos contarem uma piada, e Rick caiu na gargalhada. Eles, então, disseram que talvez haja algo aí dentro”, lembra Dick Hoyt.
Cientistas desenvolveram um sistema de comunicação para Rick. Com o movimento lateral da cabeça, o único que consegue controlar, ele poderia escolher letras que passavam pela tela e, assim, lentamente, escrever palavras.
“Ele tinha 12 anos, e todo mundo estava apostando quais seriam as primeiras palavras da vida dele. Seriam ‘Oi, pai!’ ou ‘Oi, mãe!’?. Que nada! Ele disse: ‘Go, Bruins’, uma frase de incentivo ao Boston Bruins, time de hóquei”, conta Dick Hoyt
Rick participava de tudo. E foi assim que surgiu a idéia de correr.
“Um colega da escola sofreu acidente e ficou paralítico. Foi organizada uma corrida para arrecadar dinheiro para o tratamento. E Rick, através do computador, pediu: ‘Eu tenho que fazer algo por ele. Tenho que mostrar para ele que a vida continua, mesmo que ele esteja paralisado. Eu quero participar da corrida’”, lembra Dick Hoyt. “Eu tinha 40 anos e não era um atleta. Corria três vezes por semana, uns dois quilômetros, só para tentar manter o peso. Nós largamos no meio da galera, e todo mundo achou que a gente só ia até a primeira curva e ia voltar. Mas nós fizemos a prova inteirinha, chegando quase em último, mas não em último. Ao cruzarmos a linha de chegada, Rick tinha o maior sorriso que você já viu. E quando chegamos em casa, ele me disse, através do computador: ‘Pai, durante a corrida, eu sinto como se minha deficiência desaparecesse’. Ele se chamou de ‘pássaro livre’, porque então estava livre para correr e competir com todo mundo”.
Que pai não faria todo o esforço para levar tamanha felicidade a um filho? Dick começou a treinar, e eles resolveram participar de outras provas. Mas a recepção não foi boa.
“Ninguém falava com a gente, ninguém nos queria na corrida. Famílias de outros deficientes me escreviam e estavam com raiva de mim. Perguntavam: ‘O que você está fazendo? Procurando a glória pra você?’. O que eles não sabiam é que Rick é que me empurrava para todas as corridas”, conta Dick Hoyt.
E contra todos, eles foram em frente. Um ano depois, participaram da primeira maratona. Cinco anos mais tarde, veio a idéia do triatlo. Mas, para fazer triatlo com seu filho, Dick Hoyt tinha uma série de problemas para resolver.
Primeiro: equipamento. Não existia nada parecido no mercado. Todo o material de competição teve que ser desenvolvido. E a cada competição, Dick Hoyt tinha que chegar mais cedo para montar tudo.
Mas Dick Hoyt tinha um problema muito maior a resolver para poder fazer triatlo com o filho. Uma coisinha básica: ele não sabia nadar. Mudou-se para uma casa à beira de um lago e foi.
“Nunca vou esquecer o primeiro dia. Eu me joguei no lago e adivinha: afundei. Mas todo dia eu chegava do trabalho e tentava ir um pouquinho mais longe”, conta Dick Hoyt.
Entre o primeiro dia no lago e o primeiro triatlo, foram apenas nove meses. A questão da natação estava resolvida, mas Dick Hoyt ainda tinha mais uma dificuldade pela frente: já fazia um certo tempo que ele não montava numa bicicleta – desde os 6 anos de idade.
O ciclismo é a parte mais difícil para os Hoyt. A bicicleta deles é quase seis vezes mais pesada que a dos outros, sem contar o peso de Rick. Na subida, isso fica claro.
“Ninguém me ensinou a nadar, a pedalar ou a correr como um atleta. Nós simplesmente fizemos. Do nosso jeito”, comenta Dick Hoyt.
Do jeito deles, pai e filho enfrentaram os mais incríveis desafios. O mais impressionante: o Iron Man, no Havaí, o mais duro dos triatlos. São 3,8 mil metros de natação, 180 quilômetros de ciclismo e uma maratona inteira no fim: 42,195 quilômetros de corrida em mais de 13 horas de um esforço sobre-humano.
Dick e Rick venceram a desconfiança. Hoje são queridos onde chegam. Recebem incentivos dos outros competidores a todo instante e até agradecimentos.
“Vocês são incríveis. Obrigada”, diz uma triatleta.
Um rapaz diz que resolveu fazer triatlo por causa deles: “Hoje foi minha primeira corrida e eu gostaria de agradecê-los por serem minha inspiração”.
“É de emocionar, porque você começa a refletir o que tem feito da sua vida”, comenta uma mulher.
“É a parte mais fenomenal do triatlo. É incrível o que esse homem faz com seu filho”, elogia outra mulher.
“Ele é um grande homem. Ele tem coração, é um bom homem”, ressalta um atleta.
Desde 1980, foram seis edições de Iron Man, 66 maratonas e competições de diversos tipos. Pai e filho completaram 975 provas juntos. Jamais abandonaram uma sequer e nunca chegaram em último lugar. Eles têm orgulho de dizer: “Chegamos perto do último, mas nunca em último”. Sempre com o mesmo final apoteótico: público comovido, braços abertos e aquele mesmo sorriso enorme na linha de chegada.
Atualmente, Rick tem 46 anos. Com o movimento da cabeça, escreve no computador frases que serão faladas por um sintetizador de voz. É um homem bem-humorado. “As pessoas, às vezes, ficam olhando para mim. Eu espero que seja porque eu estou muito bonito”, brinca.
Rick formou-se em educação especial na Universidade de Boston. “Não dá para descrever a felicidade no dia da formatura. Foi minha maior realização. Eu mostrei para as pessoas que elas não têm que sentar e esperar a vida passar”, comenta.
Hoje ele não mora mais com o pai. Mora sozinho, com a ajuda de pessoas contratadas para dar assistência. E se você fica dois minutos com Rick, jamais vai esquecer o seu sorriso.
“Ele é muito, muito, muito feliz. Provavelmente, mais feliz do que 95% da população”, afirma o pai, Dick Hoyt, que escreveu um livro e criou uma fundação para ajudar outras pessoas com paralisia cerebral. Hoje o superpai tem 68 anos e impressiona pelo vigor que continua apresentando.
Aos 52, empurrando Rick, conseguiu o incrível tempo de 2h40m na Maratona de Boston, pouco mais de meia hora acima do recorde mundial. Marca excelente para um amador, sensacional para uma pessoa dessa idade e inacreditável para quem corre empurrando uma cadeira de rodas.
“Já me disseram para competir sozinho, mas eu não faço nada sozinho. Nós começamos como um time e é assim que vai ser. O que importa para mim é estar aqui e competindo ao lado do Rick”, afirma Dick Hoyt.
Por isso, eles se chamam “Team Hoyt” – o time Hoyt, a equipe Hoyt. Pai e filho, inseparáveis. Richard Eugene Hoyt e Richard Eugene Hoyt Junior: uma mensagem viva para o mundo.
“Nossa mensagem é: ‘Sim, você pode’. Não há, no nosso vocabulário, a palavra ‘impossível’. Esse é o nosso lema. E nós continuaremos com ele até o fim”, garante Dick Hoyt.
Extraído do programa Fantástico, exibido em 26 de junho de 2008.
O doutor Drauzio Varella explica o que funciona e o que é conversa fiada para se tratar dessas doenças.
Oficialmente faltam oito dias para o início do inverno, mas, em muitas partes do Brasil, o frio já chegou. E, com ele, chegaram também os espirros, tosse, mal-estar.
O problema é que pouca gente sabe exatamente o que tem: se é gripe, resfriado, ou virose. O doutor Drauzio Varella explica o que funciona e o que é conversa fiada.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, as infecções respiratórias constituem a maior causa de consulta aos serviços de saúde, principalmente entre crianças até cinco anos, em qualquer época do ano.
Gripe é uma coisa, resfriado é outra. Resfriado começa com dor de garganta, nariz escorre, um pouquinho de febre e uma quebradeira do corpo. Dois a cinco dias depois, a doença foi embora e você está bem outra vez.
Na gripe tudo é mais grave. Os sintomas são parecidos: dor de garganta, nariz escorrendo, dor no corpo. Só que a quebradeira é muito pior. Com resfriado você ainda consegue trabalhar, mas, com gripe, você cai de cama.
Os vírus do resfriado são mais de 200. Os da gripe também são muitos, mas atendem pelo nome de família: influenza. Para entender melhor como eles nos derrubam o doutor Drauzio Varella conversou com o pneumologista Daniel Deheinzelin.
Drauzio Varella – Por onde entram esses vírus no organismo? Daniel Deheinzelin – Sempre pela respiração. Você inala, porque ele está em suspensão no ar e ele invade seu corpo pelo nariz e pela boca. A seguir, entra nas mucosas. O quadro de gripe propriamente dito começa quando esses vírus começam a se dividir e as células do organismo tentam barrar essa divisão. Isso provoca uma reação inflamatória e, entre outras características, uma produção muito grande de muco que é a maneira como a gente põe as coisas para fora do pulmão.
O Fantástico percorreu as salas de emergência de hospitais do Sul e do Sudeste, onde o frio já começou. O que vimos é que muita gente não sabe o que é mito e o que é verdade sobre essas doenças.
Eis o mito maior da nossa história: o frio. Ele sempre aparece como principal suspeito. “A freqüência de transmissão no inverno aumenta, porque os ambientes ficam fechados. Se alguém está portando o vírus, esse vírus vai paro o ambiente e todo mundo acaba ficando contaminado e pode ou não desenvolver a gripe ou o resfriado”, destacou o pneumologista.
Outra verdade que pouca gente sabe é que o vírus não se propaga apenas através do ar. “Ao dar a mão para alguém, depois de assoar o nariz, você está carregando uma carga enorme de vírus que a outra pessoa também vai carregar após encostar a mão. E, quando ela bota a mão no nariz e na boca, vai deixar entrar o vírus”, explicou Daniel.
Tudo é culpa do vírus. Por isso, pegar friagem ou beber algo gelado não tem nada a ver com gripes e resfriados. “O ar condicionado faz mal, ele resseca o ar, o que facilita a entrada do vírus pela mucosa, porque ressecada, ela fica frágil”, contou o pneumologista.
Você toma remédio quando tem gripe ou resfriado? Está aí outro grande erro. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária informou que existem, hoje, 62 tipos de remédio que prometem acabar com a gripe.
“Na verdade, todos esses remédios são sintomáticos, são para aliviar os sintomas. Deixam a mucosa menos inchada, você secreta menos líquido, então você tem menos tosse, menos coriza, mas o tempo de duplicação do vírus, que é o que no fim das contas causam os sintomas continuam os mesmos. Por isso, a maioria dos remédios são acompanhados de sete dias. Então, você tem limão mais sete dias, alho mais sete dias, se tiver sete dias, tudo resolve”.
Para febre e dor no corpo, dipirona ou paracetamol. “Receito poucos xaropes aos meus pacientes. Existem os chamados de mucolíticos, que tornam o muco mais fluido e facilitam a sua eliminação. Existe uma outra classe de xarope que são os bronco-dilatadores. Eles aumentam o diâmetro dos brônquios, o que facilita a passagem do muco. Há uma terceira categoria que são os xaropes pra inibir a tosse. Esses, a priori, não devem ser usados”.
A vitamina C não ajuda a prevenir e muito menos a curar gripes ou resfriados. Bom mesmo é repouso. Preste atenção: o melhor remédio é beber muita água. Quanto mais água a pessoa beber, mais firme fica o catarro, mais fácil de sair.
Muitos dos sintomas, tais como a tosse seca, irritativa, ou mesmo a tosse produtiva com secreção, coriza e a sensação de nariz entupido, melhoram com a água. O tratamento ideal para gripes e resfriados é água. Pode ser quente, mas pode ser fria que não muda absolutamente nada.
O que deve fazer alguém com gripe ou resfriado para evitar a transmissão para outras pessoas? “Uma higiene muito intensa das mãos. Evitar manipular a secreção com as mãos. Segundo, evitar tossir e espirrar em ambientes fechados com outras pessoas”, ensina Daniel.
Em dois a cinco dias, o organismo deve curar espontaneamente as gripes e os resfriados. Se depois de uma semana os sintomas ainda persistem, vá ao médico.
Extraído do Fantástico exibido em 15 de junho de 2008.
O consultor de empresas Max Gehringer vai dar todas as dicas para quem está a procura de um estágio. Mais que isso: vai dar, também, a chave para você se manter no emprego depois do fim do estágio. Isso é que é o mais importante!
O estágio é uma bela porta de entrada para o mercado de trabalho. Atualmente, de cada dez estudantes universitários brasileiros, dois já estão fazendo estágio.
“O Núcleo Brasileiro de Estágios fez uma pesquisa ouvindo 15 mil estudantes do ensino médio, técnico e superior para descobrir quanto ganha o estagiário no Brasil e quais são as carreiras que oferecem mais estágios e as que remuneram melhor”, afirma o presidente do Núcleo Brasileiro de Estágios, Seme Arone Júnior.
Existem no Brasil 1,1 milhão de estagiários. Desses, 700 mil freqüentam cursos superiores e recebem entre R$ 600 e R$ 1000 por mês. Muitos jovens preferem apenas estudar até os 25 anos de idade, ou mais, imaginando que o acúmulo de diplomas será um diferencial na hora de conseguir um emprego. Para as empresas, não é bem assim. Na hora de contratar, elas dão preferência à combinação de escolaridade e experiência prática.
Max Gehringer: Em que momento o estudante tem que começar a procurar estágio? Seme Arone Jr: Imediatamente. Entrou na faculdade, ele tem que saber quais são os requisitos do mercado.
E as oportunidades estão em todos os lugares…
“Não tive dificuldade nenhuma em conseguir vaga de estágio. Deixei uma vaga de efetivo, fiquei dez dias desempregado e nesse período fiz dez entrevistas”, lembra estagiário de engenharia de produção mecânica Marcos Marcolino.
Apesar de estágio parecer coisa de multinacional, 70% dos estagiários estão nas pequenas e médias empresas. As oportunidades de estágio são maiores nas áreas de engenharia, administração e informática. E menores na área de direito.
“Eu fiquei quase um ano procurando estágio”, conta o estagiário de direito Adônes dos Santos.
No Brasil, há mais de 500 mil estudantes de direito e 250 mil de engenharia. Essa disparidade faz com que o futuro engenheiro seja o estagiário mais bem pago do mercado.
“Eu ganho em torno de R$ 1500”, revela o estagiário de engenharia de produção mecânica Ivan Santos.
”Eu ganho R$ 1650”, afirma a estagiária de engenharia de produção mecânica Fabiana Kindler.
Duas coisas que todo candidato a estágio deve saber.
Primeira: estágio não é emprego.
Ao contrário dos trabalhadores regidos pela CLT, o estagiário não tem direito a aviso prévio, férias, décimo terceiro,fundo de garantia, vale transporte e vale refeição.
Um estagiário custa menos da metade do valor gasto com um empregado formal. Por isso, algumas empresas usam o estágio como uma forma disfarçada de emprego.
“Alguns escritórios realmente pegam os estagiários para fazer algum tipo de exploração, e não no intuito de transmitir o conhecimento, que é o básico do estágio”, afirma a estagiária de direito Fernanda Barbosa.
Nessas empresas, um estagiário nunca é efetivado. Ele é sempre substituído por outro estagiário.
Segunda coisa que todo candidato a estágio deve saber: inicialmente, as tarefas que um estagiário recebe quase nunca estão à altura do seu conhecimento ou da sua ambição. Quando isso acontece, a reclamação não é o melhor caminho.
“Eu acho que estagiário tem que ser sempre pró-ativo, ser dedicado também e querer aprender”, comenta a estagiária de química Marcela Giudice.
“Ele tem que ter um bom relacionamento, e interagir com as pessoas. Ele está entrando em uma equipe que já está funcionando, que já está rodando, que já tem um ritmo próprio. Então, é bastante importante que ele entre nesse ritmo”, avisa a supervisora de recursos humanos Daniela Nishimoto.
Qual é o maior erro que o estagiário comete já no primeiro dia? “Chegar no serviço e ficar de canto pensando ‘eu sou estagiário, então eles têm que me dar função’”, afirma o candidato a estágio Johny Messias.
Uma coisa que prejudica demais o estagiário é exatamente o fato de ele saber que é bom. Ele já quer aproveitar o período de estágio para já propor uma mudança estratégica na empresa, muitas vezes esse é o motivo que leva o estagiário a se desgastar com pessoas.
Durante o estágio, o essencial é conseguir a confiança dos superiores. Essa relação de confiança começa exatamente ali, quando uma pessoa diz para o chefe: “estou aqui para aprender”. As pessoas precisam gostar de você.
Muitas vezes a gente tenta traduzir coisas que acontecem na vida corporativa com um monte de expressões bonitas, mas no fundo, quer dizer, “se o pessoal não gostar da gente, nós não vamos ficar”.
Os efetivados não serão necessariamente os alunos mais brilhantes, serão aqueles que conseguirem se encaixar melhor na cultura da empresa. É mais simples do que parece, um pouco mais complicado de fazer a cada minuto do dia.
Extraído do Fantástico exibido em 15 de junho de 2008.
Max Gehringer, escritor e consultor, popular no meio empresarial, pode ser assitido regularmente no Fantástico, aos domingos na rede Globo e ouvido na rádio CBN.
por Max Gehringer
Está mais fácil conseguir emprego no Brasil. De cada 15 pessoas que procuraram emprego em 2007, 14 conseguiram. Logo, quem está na luta não deve desanimar. Existe emprego e todas as pesquisas recentes mostram isso.
As estatísticas confirmam: está mais fácil conseguir emprego no Brasil. Em algumas cidades, como São Paulo e Belo Horizonte, o aumento da oferta chega a 7%.
Mas isso não quer dizer que não haja concorrência. Há e muita. As chances são cada vez maiores para quem tem diploma universitário. Para esclarecer, convocamos nosso consultor Max Gehringer para saber que tipo de profissional o mercado está querendo.
Para quem está procurando emprego, as horas passam devagar e as semanas passam depressa. No Brasil, atualmente, existem duas situações contraditórias. Tem gente que está procurando emprego e não acha. Tem empresas querendo contratar, mas não encontram os candidatos certos.
De cada 15 pessoas que procuraram emprego em 2007, 14 conseguiram. Logo, quem está na luta não deve desanimar. Existe emprego e todas as pesquisas recentes mostram isso.
Estamos falando da quantidade de vagas e não da qualidade delas. Existem duas coisas que essas pesquisas não mostram.
A primeira é o grau de satisfação de quem está empregado. Com a função, o ambiente da empresa, as possibilidades de carreira, o mau humor do chefe, ou com o café que não tem cheiro nem gosto.
E a segunda coisa é que muitos profissionais não estão atuando na área em que se formaram. É aquela dúvida entre aceitar o que aparece ou esperar pelo emprego perfeito.
O emprego perfeito não existe. Mas a situação atual, embora não seja a ideal, é a melhor dos últimos anos. Pensando num futuro bem próximo, quando as boas vagas estarão ainda mais disputadas, aqui vão quatro recomendações.
Primeira: quem é jovem não deve esperar muito para conseguir o primeiro emprego.
Segunda: se não houver uma vaga na área que você deseja, não fique parado. É melhor aceitar uma oportunidade razoável que aparece, do que ficar esperando pela vaga perfeita.
Terceira: estude. Não importa se você tem 20 ou 40 anos. Um diploma, que parece não fazer falta hoje, fará muita falta amanhã.
Quarta: acerte no curso. Uma coisa é o que a pessoa gostaria de estudar. Outra coisa é saber se existirão oportunidades naquela área.
Uma das maiores consultorias de recrutamento do Brasil informou que, no ano de 2007, para aquelas vagas que exigem curso superior, os profissionais mais procurados foram os formados em Engenharia, Administração de Empresas e Informática.
Por isso, antes de optar por um curso que tem um nome bonito e atrativo, dê uma pesquisada para saber qual é o tamanho do mercado para aquela profissão.
Max Gehringer é consultor, administrador e autor. Escreve sobre de carreira e gestão de empresas. Texto publicado no site do Fantástico.