“O bom humor é um dos melhores artigos de vestuário que se deve usar em sociedade.” (William Makepeace Thackeray)
Quem suporta trabalhar em um ambiente, onde as pessoas vivem de mau humor, entediadas e sem motivação?
Na busca por ambientes de trabalho mais harmônicos, as empresas estão, cada vez mais, procurando contratar profissionais capacitados e de bem com a vida.
É cientificamente comprovado que o bom humor pode trazer inúmeros benefícios para nossas relações de trabalho e familiares, pois, diminui a fadiga, une a equipe, aumenta a produtividade e abranda o estresse. Estimula a produção das substâncias responsáveis pela sensação de prazer, além disso, ainda propicia maior fluência de idéias e decisões mais criativas e nos dá mais disposição para encarar os desafios diários.
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Maria da Cruz,
Cê Tabúa, Boazinha?
Por décadas, nós, cachaças, fomos estigmatizadas porque os incautos se empapuçavam de vodka ou whisky e não eram chamados de vodkeiros ou whiskeiros, mas, sim, de cachaceiros. Felizmente, tudo mudou. O degustador da Gota Serena hoje é uma gente Seleta e conhecida como cachacier. Agora não se pede um engasga-gato, mas toma-se uma Providência, uma Atitude, uma Decisão ou um Alívio das Dores. Em dose homeopática, claro; horseopática, jamais! E não é por nacionalismo barato, mas sim por uma cara Brasilidade. Uma dose de cachaça artesanal chega a ser mais cara que um scotch por sua superioridade no Paladar. Uma dose da colega GRM sai por R$32 na Toca do Coelho, na Teodoro, em Sampa, e a Anísio Santiago por R$39. É dose, mas o goleiro, que nos engole, paga com gosto.
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Era uma vez um rapaz direito que conheceu, na rua Direita, uma moça direita. O olho direito e o esquerdo dele se cruzaram com o esquerdo e o direito dela. Ele se entusiasmou, foi atrás dela e postou-se à sua direita.
- E aí, beleza?- ele mal conseguiu falar direito. Ela era realmente uma beleza. Tinha os olhos de ressaca, como os de Capitu. Ele também tinha olhos de ressaca por conta dos chopps do dia anterior quando tomou tudo o que tinha direito. Ela, enigmática, apenas sorriu. Era hora do almoço, então ao moço veio a idéia de convidar a moça para almoçar. Entre uma garfada e outra, seus olhares iam da direita pra esquerda. Analisavam-se para ver se tinha futuro aquele encontro inusitado no lado direito da Rua Direita. Trocaram os telefones e se despediram com um beijo respeitoso porém emocionado na face. No dia seguinte, almoçaram juntos novamente. Ele roubou o primeiro beijo, implorou pelo segundo, pediu o terceiro e aceitou os demais como um bom conquistador barato. O namoro decolou como um foguete do Hamas com juras de que não se separariam jamais. Formaram-se em Direito, descobriram que ambos eram de Direita e se entenderam direitinhos. Noivaram, casaram, enfim fizeram tudo direito.
Tempos depois, não sei direito quando, talvez na crise dos 3 anos, ele achou-se no direito de ter aventuras com outras moças direitas. Como estava enganando direitinho, ele foi fundo, traindo a torto e a direito. Entretanto, como o mundo não é direito mas é pequeno, alguém sussurrou no ouvido direito dela que seu marido não estava agindo direito com ela. Decepcionada, ela foi atrás do seu direito de se separar.
Arrependido, ele admitiu que não tinha o direito de pular a cerca e jurou, de joelho direito no chão e a mão direita pro alto, que a partir daquele momento comportar-se-ia direito. Impressionada com a mesóclise, ela perdoou-o caindo naquele “comportar-me-ei” direitinho.
Como pau que nasce torto não se endireita, na crise dos sete anos, lá foi o cafa, o canalha, em novas e emocionantes aventuras como se tivesse direito adquirido. O que ele não contava é que Deus escreve direito por linhas tortas. Um dia ele não acordou com o pé direito. Nosso herói chegou em casa todo estropiado, com o olho direito roxo. Reagira a um assalto, justificou ele. Na verdade, ao paquerar acintosamente a mulher de um boxeador, foi contemplado com violentos socos de direita no rosto, perdendo dentes à esquerda e à direita. Traumatizado, finalmente, endireitou-se.
A partir daí, o casal viveu com toda a felicidade a que tinham direito.
A você, leitor, que não está gostando desta história porque simplesmente acha que estou brincando o tempo todo com a palavra direito e afins, eu, cinicamente, lhe DIREI:-TÔ!
Por Jorge Nagao. Este post foi autorizado pelo autor.
Enquanto a São Silvestre reúne a elite do atletismo mundial, uma corrida maluca agita Itanhaém, no litoral paulista. É a polêmica Corrida de Santo Onofre, o santo dos cervejeiros, o “maior evento etílico-desportivo da América Latina”, como proclamam os organizadores. Dela não participam os corredores sóbrios. Só ébrios. Por que Onofre? Porque @ atleta começa em ON e termina em OFF(re). 76% são homens e os 24% ficam com as mulheres e uns caras que você não sabe se são eles. Aí é que são elas.
A corrida corre por conta de uns quinze patrocinadores que montam um palco com muitos shows que atraem jovens de todas as idades. Até da terceira. Os curiosos tomam a praia e bebem, entrando no clima. Cada participante paga vinte reais e recebe uma camiseta com seu número. A organização é quase impecável. Quase por conta do atraso na largada. Prevista para iniciar à uma da tarde, chega duas, três, quatro horas, e nada. Quando reclamam do atraso, vem a resposta esperta: – Eu disse: uma hora começa! E não que começava à uma hora… Antes da largada, surge um “Santo Onofre” vestido a caráter, com uma latinha de cerveja na mão, que abençoa os corredores bem suados.
Para completar a “maratoma”, o amante da loira gelada deve ingerir apenas 8 latas de cerveja e a mulher uma, duas, três, quatro. De quatro também é como chega a maioria ao final da prova, sem conseguir fazer um quatro. Os corredores-bebedores, ou versa-vice, não têm pedigree. No máximo, desculpem a minha cachorrada, são uns vira-latas.
Em cada etapa de abastecimento de “combustível”, o atleta é liberado após a entrega da lata vazia. Fiscais não faltam para desclassificar os espertos que dão cerveja pro santo… Feliz com a etapa cumprida, vai em direção à próxima que parece ainda mais comprida. Em geral, o participante conhece seu limite e sai da brincadeira porque sabe que um gole a mais de cerveja pode ser a gota d’água… Se alguém Extra Polar, o segurança segura o inseguro e dá-lhe um banho de mar pra ele segurar a onda.
A chegada é uma festa. Cambaleando ou não os primeiros colocados ficam bem na foto mesmo um pouco “altos”. Mesmo os baixinhos. Abraçados, vencedores e vencidos vão bebemorar no quiosque-sede onde são recebidos com uma faixa: “Sêde bem-vindos os que têm sede! Se dê bem, aqui”
A maior corrida etílica da Latinha-América, prova que correr e beber, uma mistura insana, ajuda a manter mens sana in corpore sano. Quem duvida que corra pra ver a próxima corrida. É diversão garantida. Prevalece o espírito skoltivo, ou seja, o importante é beber e não competir, como diria um barão cobertinho de razão.
Quem bebe com moderação, nesta São Silvestre à álcool, não vai longe. Mas se o atleta se exceder pode cair de cara na areia e apagar. Só não morre na praia porque Santo Onofre aparece e salva esse com-cerveja que nasceu virado pra lua.
Vida longa para esta corrida maluca. Graças a ela, se tudo correr bem, todo ano velho terminará zuzobem e o novo ano começará bem zuzo. Valeu, Santo Onofre! E feliz 2000…Onofre!
Texto de Jorge Nagao. Este post foi autorizado pelo autor.
Senhores, senhoras e cenouritas, sejam bem-vindos à feira-livre para conhecer a nova Ortografia. Sou o professor Pasquase, mas o meu filho me chama de Dad Squariso. Este seu guia laranja (banana e goiaba, não!), vai lhe dar “uma mão” para você entender as mudanças que ocorrerão na escrita da Língua Portuguesa, no ano que vem. A propósito, Feliz Ano Nove!
Vamos chegando Frei João, Carolina (ex-carola, hoje casada com o Sr. Melão), Mônica Lima (sem o Cebolinha), Dona Líchia, Chicória Maria, incrível Huckula, Seu Almeirão, todo mundo, fiquem à vontade.
Tive a idéia da feira porque a principal novidade na nova Ortografia é a volta das letras “k”, “w” e “y” em nosso alfabeto. O kwy me lembra o kiwi esta fruta que muita gente escreve kiwy, justamente com as novas letras de nosso idioma. Portanto, ao saborear este kiwi aqui, o k, o w e o y, já estarão em contato com a minha, com a sua, com a nossa língua.
A feira, popular e informal, é um cenário ideal para provar que a nova ortografia não é tão “alface” assim, mas também não é um “pepino” ou “abacaxi” difícil de descascar, caramba carambola!
Para entender o novo acordo ortográfico entre os países lusófanos, você não precisa chorar como quem corta cebola, ficar azedo como limão, nem ficar vermelho como pimentão. Tentarei, com o meu método baseado em “abobrinhas”, tornar esta v (i)agem tranqüila pra chuchu.
Como feira não tem acento, nem assento, não vamos ficar plantados como pé de maçã ou de tomate. Ameixam-se. Vamos curtir as cores e sabores, cheiros e temperos desta terra, por as manguinhas de fora, mas sem espinafrar ninguém.
Já está demorango o início e eu figo preocupado. Vamos sair da zona do agrião para que vocês, depois, não confundam alhos com bugalhos. Mostarda mas não falha, está começando, pêra primeira vez uma aula de português (ou de japonês?), numa feira, de segunda ou de quinta não importa.
Acento Agudo
1) Cai o acento no ditongo (encontro de duas vogais na mesma sílaba) aberto tônico de palavra paroxítona (acento na penúltima palavra) terminada em -ei e -oi, como ideia e trapezoide. Sai o acento, mas a pronúncia não muda.
Não diga ideia como se diz areia, se não entra areia na sua ideia. Exceções: destróier e contêiner por terminarem em r. Mas na oxítona (acento na última sílaba) com ditongo aberto -éi e -ói, com s ou não, o acento permanece.
Exemplos, fiéis, céus, remói, créu, sóis.
2) Perde o acento na vogais tônicas i e u das palavras paroxítonas, se precedidas de ditongo decrescente: baiuca, feiura, cheiinho, Bocaiuva. Se precedidas de ditongo decrescente, continuam acentuadas: Piauí e tuiuiú to you! Se o u das formas verbais for tônico, cai o acento: averigue, enxágüe, delinqüem.
Delinqüir deixa de ser defectivo na primeira pessoa do presente do indicativo: eu delínquo. Logo eu?
Acento Circunflexo, o “chapeuzinho” chinês, olha ele aí!
Perdem os acentos os hiatos (encontro de vogais em sílabas diferentes) como em leem, veem, voo e povôo.
Eo, eo, o acento acabou!
Não zoo: veem, leem e creem pois não perdoo, hein!
Acento Diferencial
Pára, pélo, pêlo, pêra e pólo, estão com os dias contados. A partir de 2009, serão grafados para, pelo, pelo, pera e polo. A Marilia Pêra, no entanto, não perde o acento e pode permanecer sentada. Obs. Continua a existir o acento diferencial em pôr(verbo) e por (preposição). E entre pôde e pode (verbo poder). Pode aprender com tantas exceções?
Trema, o fim
Aqueles dois pontinhos usados em grupos gue/gui/que/qui quando a vogal u é pronunciada, está em estado tremi, digo, terminal na língua portuguesa. Lembrando novamente, linguiça perderá o trema, mas a pronúncia continua a mesma. Se ele disser linguiça como diz preguiça, ele enguiça, entendeu?
O trema permanece em Müller, palavra alemã e em língua alheia não se mexe, pois corre-se o risco de levar uma mordida. O acento também continua em Bündchen. E que acento!
Hífen
Ufa! Por falta de espaço, não vou poder abordar este item. Como a hifenização é considerada uma infernização da nossa língua por causa do vai hífen e vem hífen, enfim, se vocês quiserem eu hifenizo a vida de vocês.
Desculpem as piadas in(f)hames do papaya aqui. Quiaboa semana seja alecrim, com poncan tristezas e sem (ch)uva. Tudo de brócolis pra vocês!
(por Jorge Nagao, com o auxílio luxuoso do Guia da nova ortografia do Estadão e de um e-mail do Sussa) Este post foi autorizado pelo autor.
Negociar é uma Arte! E esta é uma forma bem humorada de entender o porquê!
PAI – Escolhi uma ótima moça para você se casar.
FILHO – Mas, pai, eu prefiro escolher a minha mulher.
PAI – Meu filho, ela é a filha do Bill Gates…
FILHO – Bem, neste caso, eu aceito.
Então, o pai negociador vai encontrar o Bill Gates.
PAI - Bill, eu tenho o marido para a sua filha!
BILL GATES - Mas a minha filha é muito jovem para casar!
PAI – Mas este jovem é o vice-presidente do Banco Mundial…
BILL GATES – Neste caso, tudo bem.
Finalmente, o pai negociador vai ao Presidente do Banco Mundial.
PAI – Sr. Presidente, eu tenho um jovem recomendado para ser vice-presidente do Banco Mundial.
PRES. BANCO MUNDIAL – Mas eu já tenho muitos vice-presidentes, mais do que o necessário.
PAI - Mas, Sr., este jovem é o genro do Bill Gates.
PRES. BANCO MUNDIAL – Neste caso ele pode começar amanhã mesmo!
Moral da história: Não existe negociação perdida. Tudo depende da estratégia.
Se um dia disserem que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se: a Arca de Noé foi construída por amadores; profissionais construíram o Titanic…