Provavelmente sua caixa de e-mails se encherá com correntes sobre amizade, com arquivos de power point pesados, cheios fotos bucólicas e músicas manjadas. Claro, afinal hoje é o Dia do Amigo!
Sinceramente, meus amigos sabem que raramente leio uma mensagem desse tipo… Acredito que mais vale 1kb de três linhas de textos, escritas diretamente para mim em qualquer dia do ano, do que 5Mb de sons e imagens “Encaminhados” numa data especial.
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Histórias em quadrinhos, alimentadas por alter-egos, ademais da representação do comportamento de uma sociedade, sua cultura e seu tempo, são um eficiente instrumento de catarse.
Crianças. Tem coisa melhor que uma criança boazinha e bem comportada? – Tem. Uma criança bem pestinha, inteligente e insubordinada, é claro.
Calvin and Hobbes – Calvin e Haroldo no Brasil -, personagens da história em quadrinhos criada, escrita e ilustrada pelo norte americano Bill Watterson no período entre 1985 a 1995, é um exemplo de que, na infância, inteligência criativa e submissão, são elementos que se anulam mutuamente. As tiras com as aventuras de Calvin, editadas em cerca de dois mil veículos do mundo inteiro, no Brasil são publicadas no jornal O Estado de S.Paulo.
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Ser gentil é preciso, ser hostil não é preciso.
Gentileza gera gentileza, entoava obstinado José Datrino, o Profeta Gentileza, pelas ruas do Rio de Janeiro, invariavelmente trajando sua monástica bata branca.
Gentileza é a cura para o mal-estar na civilização, profetizava o autoproclamado “amansador dos burros homens que não tinham esclarecimentos”.
José Datrino (1917-1996) não estava sozinho em sua luta contra o carma da rudeza coletiva.
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