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Fogo no Rabo

Ajeitando minha caixa postal encontrei um e-mail antigo de um leitor, o Ignácio. Um e-mail alegre que merece ser reproduzido:

“Recebo semanalmente suas mensagens, e vou tomar a liberdade de lhe informar que hoje recebi o resultado de minha prova de vestibular para a Universidade Federal Fluminense para o curso de Física. Entre cerca de 450 candidatos fui classificado em 37º lugar. Tenho 59 anos e continuo acreditando que, como você, todos devemos ter sonhos e tentar transformá-los em realidade.”

Enquanto eu lia o e-mail do Ignácio chegou mais um, desta vez de minha amiga Sibele. Olha só:

“Desde criança eu dizia que quando crescesse queria ser cientista. Mas na época do vestibular, quando eu dizia que ia fazer engenharia química, falavam que o que dava grana era informática, pesquisador estava fadado a morrer de fome dando aulas etc. Assim, passei para engenharia eletrônica, odiei e mudei pra arquitetura. E por mais de vinte anos trabalhei em algo muito interessante, intelectualmente desafiador, mas que nem de longe se parecia com o meu sonho: cientista. Em janeiro de 2008 eu quase pirei de verdade, cheguei a pedir que meu marido me colocasse num hospício. Então a porta se abriu para uma terapeuta holística entrar em minha vida. Sempre achei que isso era coisa de desocupado, mas como ela me estendeu a mão sem cobranças numa hora em que eu realmente estava precisando de ajuda, aceitei. Aos poucos ela me fez recobrar a confiança de que eu ainda era sã e por causa disso tive coragem de me inscrever na seleção do mestrado em polímeros do Instituto de Macromoléculas da UFRJ. Fui aprovada na seleção do mestrado, mas não tinha ainda decidido se ia ou não fazê-lo, pois queria me separar do meu marido e não teria nem tempo nem dinheiro pra cursá-lo. Então a terapeuta sugeriu que eu fosse a uma terapia de cura interior em São Paulo. Decidi ir, mas sem a menor fé de aquilo fosse melhorar algo em minha vida. Quando voltei de lá parecia cinco anos mais nova. Deixei naquele sítio em Atibaia seis anos de depressão e um pacotão de mentiras sobre mim mesma, que me acompanharam por 40 anos – dentre elas a de que eu era feliz com minha profissão. Na volta me inscrevi no mestrado e, contra todas as previsões, estou me saindo muito bem. Ganhei bolsa CAPES, o carinho de colegas de curso com idade para serem meus filhos, o apoio de poucos colegas da minha idade e a certeza de que há 24 anos eu devia ter seguido meu coração e cursado química – que eu amo até hoje.

Perco algumas noites de sono imaginando como vou fazer pra sustentar a mim e a meu filho de seis anos com uma bolsa de estudos de R$ 1.200,00, mas nunca fui tão feliz como agora, quando me vejo estudando e fazendo as coisas com as quais sempre sonhei. Não lamento os 24 anos de atraso, apenas fico grata aos deuses por ter tido a oportunidade de fazer – ainda que tardiamente – o que gosto, o que fui talhada pra fazer, o que me faz feliz.”

Terminei a leitura dos e-mails energizado e com vontade de fazer mais, cheio de esperança. O Ignácio e a Sibele estão reinventando suas vidas, mesmo já maduros. Eu também estou nesta fase, aos cinqüenta e dois anos de idade: reinventando-me. Voltando a sentir o sangue correndo nas veias, indo dormir com a boa ansiedade de chegar logo a manhã para agitar. Despertando com tesão para fazer acontecer. Deve ser assim que o Ignácio e a Sibele estão se sentindo. É assim que eu me sinto. Com fogo no rabo!

Tudo por causa de nossas escolhas, viu?
Nossas. E de mais ninguém.

Por Luciano Pires

SOBRE CANÁRIOS E SABIÁS


Por Luciano Pires, no Café Brasil

Algum tempo atrás comentei com um amigo sobre minha carreira como executivo e a intenção de um dia partir para vôo solo. Esse amigo então me falou de canários e sabiás. Disse que o canário passa a vida numa gaiola maravilhosa, com comida e água em abundância, veterinário e todos os cuidados necessários para cumprir sua nobre função: ser bonito de ver e melhor ainda de ouvir. O canário canta e encanta. Onde existe um canário a vida é mais alegre. E eles são lindos, em vários tons de amarelo, branco, laranja…
Já os sabiás não servem para ser criados em gaiolas. Sabiás não são tão bonitos, as penas não são tão coloridas e seu canto não chega aos pés dos canários. Sabiás não são graciosos como os canários. E precisam lutar pela sobrevivência.
Em compensação, sabiás voam. Voam alto, pousam nas árvores que querem, vão para onde querem e levam a vida em total liberdade.

>>> Clique aqui para ver o texto na íntegra!

10 sinais de que não deveria ter mudado de emprego!


Texto adaptado de Max Gehringer, divulgado pela Rádio CBN em 25 de março de 2008. Cuidado, se você estiver manisfestando estes sintomas, reavalie sua carreira e seu atual emprego!

Por Max Gehringer

Uma estatística inquietante: quase um terço das pessoas que mudam de emprego se arrependem em menos de 6 meses.
Se você mudou recentemente e está meio em dúvida se tomou a decisão correta, aqui vão os dez sinais de que não deveria ter mudado:

1. Você está constantemente comparando a maneira como as coisas são feitas com a maneira como as coisas eram feitas na empresa anterior. E quase sempre chega a conclusão de que antes era melhor.
2. Ao comentar assuntos de trabalho com seus colegas, você a palavra “Vocês” e não a palavra “Nós”, como se você fosse um espectador e não alguém que faz parte da equipe.
3. Você tem uma certa desconfiança de que não está sendo bem aceito, mesmo que nenhum colega tenha dado demonstrações explícitas de que isso seja verdade.
4. Você agora interrompe o trabalho com mais freqüência, para tomar um café, ir ao banheiro, ou simplesmente ficar pensando na vida.
5. Sua paciência diminuiu bastante e você se mostra pouco disposto a bater papo.
6. Sua resistência a críticas também baixou e você toma qualquer referência a seu trabalho como ofensa ou inveja.
7. Você se recente por não ser convidado por seus colegas para participar de atividades fora da empresa, mas quando finalmente é convidado, arranja uma desculpa e recusa.
8. Você começou a pensar mais em seu futuro profissional, quando antes estava mais preocupado em viver o presente.
9. Duas ou três vezes por dia, bate uma vontade danada de se comunicar com alguém da empresa anterior.
10. (O pior de todos) Acordar de manhã se tornou um processo mais lento e complicado do que costumava ser.

Mudar é positivo, mas mudar por mudar, sem avaliar muito bem a nova empresa, mesmo que o salário seja melhor, pode significar um retrocesso em sua carreira e não um avanço.