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Sociedade é casamento sem sexo

A escolha de sócios ocorre através da identificação de objetivos comuns, aliada a uma relação de confiança nascida muitas vezes na infância, na escola ou no trabalho. Além de possuírem valores semelhantes, o ideal é que os sócios sejam complementares em suas competências e habilidades, de forma que ambos agreguem valor à sociedade.

Ainda assim, todo relacionamento humano está sujeito a conflitos. Os conflitos são mais comuns entre sócios unidos por laços familiares porque as necessidades da família e as do negócio com muita frequência são conflitantes. Mesmo uma sociedade de negócio, em que o objetivo de obter resultados fala mais alto, está sujeita a desentendimentos.
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Globalização: Novidade ou Flashback

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As Quatro Loucuras


Publicado na Revista Isto É.

O entrevistado é Roberto Shinyashiki, médico psiquiatra, com Pós Graduação em administração de empresas pela USP, consultor organizacional e conferencista de renome nacional e internacional.

Uma das perguntas e uma das respostas veja a seguir e medite.

ISTOÉ — Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?
Shinyashiki – A sociedade quer definir o que é certo.
São quatro Loucuras da Sociedade.

A primeira é instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais.
A segunda loucura é: Você tem de estar feliz todos os dias.
A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder. O resultado é esse consumismo absurdo.
Por fim, a quarta loucura:Você tem de fazer as coisas do jeito certo. Jeito certo não existe.

Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito.
Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento.
Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo a praia ou ao cinema.
Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. A maior parte pega o médico pela camisa e diz: ‘Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz’.
Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas. Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida.

Seja feliz como é, e com o que já possui, isso vale a pena!
Seja feliz meu amigo ou minha amiga, com o que você tem agora.

OS INCONFORMISTAS


EverestVocê costuma pensar sobre o papel que a sociedade espera que desempenhe? Sim? Então, analise melhor suas metas pessoais, pois este é um sintoma daquele que é conformado, ressentido ou passivo. É aquele que olha o sucesso alheio e critica-o. Cuidado…

Por Luciano Pires

Alguns dias atrás me reuni com um consultor financeiro para receber dicas de como preparar meu futuro. E a primeira pergunta foi desconcertante. Ele queria saber quando é que eu pretendia parar de trabalhar para curtir minha aposentadoria. Foi a primeira vez que pensei nisso. E eu não tinha a resposta. Chutei: “setenta e cinco anos”. Ele achou exagerado e propôs um exercício considerando sessenta e cinco anos.
Nossa reunião acabou ali, pois enquanto ele falava minha cabeça estava viajando.

– Sessenta e cinco? Pô, vou fazer cinqüenta e dois. Só mais treze anos? Que horror! Aposentadoria? Pijamão? Papete? Aaaaahhhhh!!!!!!

Aos sessenta e cinco eu faria parte de uma categoria diferente de cidadão. Tenho impressão que para a sociedade, ter mais de sessenta é como ter uma deficiência física… A pessoa é rotulada como “limitada”.

E naquela hora caiu a ficha. O que será que a sociedade reserva para mim daqui a treze anos?

Lembro-me claramente quando, nos anos 1980, Jô Soares anunciou que deixaria seu programa de humor para dedicar-se a entrevistas. Saiu da Globo e foi para o SBT, o que foi considerado uma loucura. Ele estava com cinqüenta anos e era um sucesso como humorista. Fiquei impressionado com a coragem daquela decisão. Aos cinqüenta, quando a turma pensava em aposentadoria, Jô decidia começar de novo… Precisei amadurecer vinte anos para entender as razões daquela decisão maluca.

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