Sanduíche natural ganha consumidor com embalagem inspirada na Nasa
agosto 18, 2008 por Fabio Camatari
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“Estamos vendendo três vezes mais do que o planejado”, diz Alexandre Madalozo, engenheiro químico especializado em alimentos e responsável pela criação do Natural Leve.
O sucesso no nicho de refeição rápida e light, além da pouca concorrência, está relacionado com o inimigo número 1 do sanduíche natural: o frio, que estimula a fome por comida quentinha. “Como em Curitiba faz frio num dia, calor no outro, consumidores e revendedores aprovaram o sanduíche embalado porque não precisa consumir imediatamente”, explica. Outra vantagem é a ampliação do público consumidor, pois a embalagem tecnológica conquista os clientes mais desconfiados.
Para formatar o negócio, a esposa Natália e a irmã Ângela acompanharam Alexandre a uma pós-graduação em gestão. “Fizemos uma pesquisa de mercado durante o curso e a cada disciplina adaptávamos a empresa”, conta Natália.
A embalagem que amplia a validade do produto foi criada por Alexandre em Fortaleza para um cliente a quem prestou consultoria, com inspiração nas embalagens usadas pela NASA, a empresa espacial norte-amerciana, a partir dos anos 60. A resistência do alumínio, a mistura de gases que paralisa a atividade bacteriana e a escolha de matérias-primas de qualidade superior, segundo ele, são os segredos da durabilidade.
A Madalozo & Madalozo surgiu com um investimento de R$ 200 mil, parcialmente financiado pelo Banco do Brasil. Pode ser considerada a “prima pobre” do grupo Madalosso, já que os parentes distantes de Alexandre e Ângela são proprietários de seis restaurantes em Curitiba, entre eles os domingueiros velho e novo Madalosso, Don Antônio e Famiglia Fadanelli.
Mas a veia para negócios parece ser a mesma: na semana passada, o trio fechou contrato com a gigante supermercadista Wal-Mart. Diferente do que normalmente ocorre, foi o Wal-Mart quem procurou a Madalozo, depois que clientes solicitaram um sanduíche light durável. A experiência será feita na bandeira Mercadorama, que tem público de maior renda – o sanduíche tem custo final entre R$ 3,50 e R$ 4,50 (valor cobrado no aeroporto Afonso Pena).
A lista de revendedores se estende ainda aos salões da rede Lady & Lord, hospitais do grupo Vita e vários restaurantes corporativos, como o da América Latina Logística (ALL). Mas não vai deixar de figurar na beira da praia, para onde começaram a rumar lotes do produto na semana passada.
Visite o site da empresa: www.naturalleve.com.br
Texto por Helena Carnieri, publicado pela Gazeta do Povo (PR).
Em 2015, Brasil já terá mais de um celular por habitante
julho 11, 2008 por Fabio Camatari
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Livro-reportagem debate os cenários mais prováveis da vida humana na próxima década, com o impacto das tecnologias da comunicação e da informação (TCIs) na visão de 50 famosos cientistas do Brasil e do mundo. Continue lendo
Profissões do futuro!
junho 2, 2008 por Fabio Camatari
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Profissões do futuro estão nas áreas de tecnologia, meio ambiente e saúde. Trabalhar com meio ambiente pode ser uma aposta promissora. Tecnologia evoluiu junto com a forma de se comunicar e abriu novo mercado.
Ao mesmo tempo em que o desemprego atinge 15% da população nas principais capitais brasileiras, surgem novos negócios e também novas profissões. Há cinco anos, por exemplo, nem existia a palavra “blogueiro“; hoje tem muita gente ganhando dinheiro com blogs na Internet – ou seja, surgiram novos profissionais.
“O tipo de tecnologia evoluiu junto com a forma de se comunicar, então a nova tecnologia realmente abre um novo mercado de trabalho – e, portanto, novas oportunidades de trabalho”, explica o economista Gilson Schwartz, diretor da Cidade do Conhecimento. Até mesmo o moderno ramo da tecnologia da informação (TI) já evoluiu para o termo TIC – Tecnologia da Informação e da Comunicação.
Dentro do grupo de novas profissões estão os coordenadores de projetos, gerentes de terceirização, programadores visuais multimídia, engenheiros de rede e administradores de comunidades virtuais.
Henrique Leitão, de Fortaleza, foi rápido para conseguir colocação na área de TIC. Ele desenvolve programas de segurança para proteger arquivos e dados de ataques de vírus. Só no Ceará, especialistas do setor prevêem a criação de mil novas vagas nesta área em 2008.
Henrique dá a dica para quem quer aproveitar essas oportunidades: “Você têm que conhecer os processos de cada empresa para poder desenvolver o software de acordo com os requisitos solicitados por ela”.
Trabalhar com meio ambiente também pode ser uma aposta promissora, ainda mais em regiões próximas de reservas naturais. Em Manaus, na Amazônia, a preocupação ambiental das empresas tem valorizado o trabalho de profissionais de diversas áreas que estão aptos a trabalhar com isso.
Numa fábrica de motocicletas da cidade, por exemplo, parte da água utilizada é reaproveitada na própria empresa. “O profissional com formação em meio ambiente hoje é mais valorizado do que antes. Na nossa empresa, aproveitamos diversas pessoas com experiência fabril que tiveram treinamento específico em gestão ambiental“, diz o diretor institucional da empresa, Paulo Takeuchi.
Segundo os especialistas, na área da saúde nós também vamos consumir e procurar serviços como nunca se viu na história da humanidade. E não é só o médico que terá mercado: “Muitas técnicos de nível médio vão poder atender a demanda por massagem, terapia, biodança – enfim, mil formas de a gente se cuidar melhor”, afirma Gilson Schwartz.
Confira as dicas para quem se formou num curso mais tradicional:
Atualize-se sempre, e faça cursos de especialização: como as tecnologias estão mudando rápido, o que você aprendeu há dois ou três anos pode estar diferente hoje.
Não fique preso apenas na sua área: leia, informe-se e estude sobre a maior quantidade de assuntos possível.
Não fique esperando que o mercado ofereça novas oportunidades que correspondam ao seu perfil: hoje, é o trabalhador que deve se adaptar com rapidez ao mercado de trabalho.
Matéria retirada do site ZAP (G1)



