Entrevista de emprego é uma avaliação simples, não uma série de armadilhas
julho 1, 2008 por Fabio Camatari
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Voltando a um tema recorrente, Max Gehringer fala sobre entrevistas de emprego.
Respondendo a uma dúvida de uma ouvinte da Rádio CBN, dá dicas para quem não consegue ir bem em entrevistas de emprego.
Segundo a ouvinte, não consegue ir bem por vacilar nas respostas. Depois, à rua ou em casa, repassando mentalmente as perguntas que foram feitas, ela formula respostas maravilhosas e daí se sente pior ainda, por não ter falado o que sabia e o que podia.
Para muitos candidatos e principalmente os mais jovens, a entrevista se assemelha a um interrogatório policial, em que cada pergunta precisa ter uma resposta exata. A matemática funciona assim, mas entrevistas, não.
Qualquer pergunta pode ter várias respostas, todas certas! O problema é que essa ansiedade em querer saber de antemão a resposta correta e perfeita acaba gerando medo e aí, na hora da entrevista, o medo acumulado gera o famoso “branco”, aquela sensação horrível de ficar olhando para o entrevistador sem saber o que dizer, como se ele tivesse perguntado qual era a circunferência da Lua em milímetros.
Não por acaso, candidatos confiantes sempre levam vantagens em entrevistas. Por isso, para os ansiosos, o mais importante é passar bem pela primeira questão, que não varia muito: ‘fale um pouco sobre você’ ou ‘por que você quer trabalhar conosco?’. Ou algo parecido.
Mas é exatamente aí, na largada, que os ansiosos se perdem: ou aceleram demais, falando o que não deveriam, ou puxam o freio de mão, não falando o que poderiam.
A melhor solução é estudar a empresa, obter números e fatos sobre ela através do site ou de informações de amigos.
A primeira resposta deve ser curta, positiva e confiante. Por exemplo: “Quero fazer parte de uma empresa que cresceu 28% no ano passado”.
Superado esse primeiro obstáculo, o medo irá desaparecendo e as perguntas seguintes, já parecerão o que realmente são: uma avaliação simples e não uma série de armadilhas.
Extraído e adaptado de Max Gehringer em 30 de junho de 2008 para a Rádio CBN.
A força da rádio-peão
abril 15, 2008 por Fabio Camatari
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Outro dia falei sobre o poder da fofoca no ambiente de trabalho. Agora é a vez da rádio-peão, pelo texto de Anne Dias para a revista Você S/A.
Por Anne Dias
Quem nunca deu ouvidos à rádio-peão que atire a primeira pedra. Agora, cuidado. Muitas vezes ela é só um meio de propagação de fofoca. “A rádio-peão pode gerar prejuízos, porque dá mais atenção à fofoca do que ao trabalho”, diz Eliane Aere, 42 anos, diretora de RH da Ticket e que comanda 250 pessoas. Veja a seguir o que Eliane, que tem de lidar diariamente com a rádio-peão, pensa em relação ao assunto:
Como um executivo (de qualquer área) pode usar a rádio peão a seu favor?
A rádio-peão existe em qualquer empresa. Ela deve ser usada para transformar o ambiente de trabalho o mais agradável possível. Sabendo que ela existe, o executivo deve conhecer quem são os formadores de opinião, quais as “pautas” mais abordadas e como ele deve utilizar a ferramenta a seu favor, como sua aliada. A rádio-peão é um canal não-oficial e oficioso. A empresa que consegue se equilibrar na comunicação não terá a rádio-peão como uma dor de cabeça. Será apenas uma manifestação natural e que jamais será extinta, pois é um processo humano se comunicar, interagir, comentar, concordar ou discordar de ações, palavras e atitudes.
E como os funcionários de um modo geral podem usar a rádio peão?
O funcionário precisa estar atento às notícias veiculadas pela rádio-peão. Muitas vezes ele precisa checar se a informação divulgada é verdadeira ou não. O rumor atende ao que chamamos a uma condição natural do ser humano de querer saber o que está acontecendo e procurar meios para sua segurança. Já cansei de ver pessoas com crises profundas, estresse e sintomas péssimos de saúde por ouvirem notícias que não eram verdadeiras. A rádio-peão pode gerar prejuízos para a empresa, porque dá mais atenção à fofoca do que ao trabalho. E a solução para combater a fofoca parece simples: ser mais rápido do que ela, com uma comunicação interna eficiente e que tenha foco no trabalho.
Muitas vezes a rádio peão é mais rápida e eficiente do que os comunicados oficiais sobre demissões ou contratações. Por que isso acontece?
Porque a notícia vaza em algum momento do processo: seja quando for desenhado o layout do comunicado ou quando ele for traduzido ou até durante sua aprovação. Neste trajeto, a informação passa por diversas áreas, diversas mãos. O importante é manter o sigilo, envolver poucas pessoas e ter um processo estruturado. A rádio-peão é uma realidade que não deve ser preocupação quando a comunicação entre todos na empresa, especialmente na direção, for clara, definida e sem segredos e meias-palavras. Toda vez que a comunicação acontecer assim, verdadeira e sem rodeios, a rádio-peão será um termômetro que não sinaliza febre, mas temperatura ambiente, normal e equilibrada.
A rádio peão atrapalha o trabalho do RH?
Quando se fala em comunicação interna se fala em compromisso, comprometimento. Nisso não podemos deixar de comentar sobre o papel das chefias e gerências no processo. Elas são partes fundamentais e devem ser os primeiros a se preocuparem com a comunicação interna, não deixando a responsabilidade apenas a cargo do RH. A responsabilidade é de todos. Comunicar, clara e indistintamente, é uma obrigação da empresa, pois assim pode tornar seus colaboradores comprometidos e engajados no objetivo da empresa. Até porque hoje, no mundo dos negócios, a palavra parceria é fundamental.
Veja também: Como fugir da fofoca no trabalho?
Dez maneiras para ser um profissional cobiçado pelo mercado
abril 11, 2008 por Fabio Camatari
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Daniel Carvalho Luz, autor de livros como Insight e Fenix, nos dá ótimas dicas para nos tornarmos profissionais um tanto mais cobiçados no mercado de trabalho.
Por Daniel C. Luz
1 – Concentre-se no cliente; é ele quem paga o salário de todo mundo;
2 – Acerte o passo com o futuro; é lá que mora a oportunidade;
3 – Seja inovador; numa era de rápidas mudanças, o contínuo aperfeiçoamento através da inovação é o que conta;
4 – Faça com qualidade; isso diminui custos, aumenta a rapidez, dá orgulho e melhora a fidelidade dos clientes;
5 – Obtenha feedback rápido e preciso; saiba o que seus clientes, concorrentes, empregados, fornecedores e mercado estão fazendo. A ignorância pode ser fatal;
6 – Competência significa agilidade; portanto, seja flexível e rápido ao reagir e se adaptar;
7 – Se não acrescenta valor, não faça; toda tarefa ou atividade que não valoriza o produto ou serviço cria encargos desnecessários;
8 – Construa equipes, não impérios; equipes de trabalho interfuncionais tomam decisões mais rápidas e melhores do que as burocraciais;
9 – Aprender sempre é uma tarefa de todos; se você quiser permanecer empregado num mundo que se modifica rapidamente, aprenda a aprender e continuar aprendendo;
10 – Faça o que tiver que ser feito! Agora! Estabeleça prazos fatais desafiadores, que o obriguem e aos outros a usar o tempo da maneira mais eficiente e consistente.
Como fugir da fofoca no trabalho?
março 31, 2008 por Fabio Camatari
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Levante a mão quem nunca fez ou foi alvo de uma fofoca! E a fofoca no trabalho é o tema de hoje no nosso consultor de carreiras Max Gehringer!
Toda empresa quer ter um bom ambiente de trabalho. A maioria diz que tem. Algumas até falam que são como uma grande família. Toda família, como nós sabemos, sempre tem aquele parente chato, insuportável ou fofoqueiro. A gente gostaria de se livrar dele, mas não consegue. Assim como as empresas nunca conseguiram se livrar dos fofoqueiros.
Do simples mexerico, que não prejudica ninguém, até a intriga pesada, maldosa, que pode destruir uma carreira profissional.
A intriga é uma das perversidades mais antigas do mundo, provavelmente começou no tempo das cavernas. Intriga é a arte de destruir a reputação de outra pessoa através de mentiras e/ou meias-verdades. E o pior é que isso pode ser feito do modo mais cruel: com elogios e sorrisos.
No trabalho, a pessoa que está querendo puxar o tapete da outra pode ser aquela que vive elogiando pela frente, enquanto espalha veneno pelas costas. Intriga é falta de ética, é uma atitude condenável e imoral.
Da mesma maneira que cercamos nossas casas para proteger nossas famílias, no trabalho precisamos montar esquemas de segurança para escapar das intrigas. Isso não quer dizer que o mundo está contra nós. De cada mil brasileiros, talvez só um seja bandido. No trabalho, de cada cem colegas, só um tem duas caras. Se a maior parte dos outros 99 ficar do nosso lado, qualquer intriga irá morrer no ninho. Por isso, não adianta ficar sofrendo calado, nem sair no braço com quem faz intriga, nem tentar combater uma intriga com outra intriga. Isso seria jogar no campo do inimigo, que ele conhece melhor do que nós.
A Sinceridade em Entrevistas de Emprego
março 18, 2008 por Fabio Camatari
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O texto de hoje trás uma boa dica para quem está procurando emprego: o peso da sinceridade durante uma entrevista de emprego.
Adaptado de Max Gehringer
Muitas pessoas se queixam por não serem escolhidas em processos de seleção que participaram com boas chances, apesar de serem sinceras em suas respostas. Um caso típico são as explicações dadas a um entrevistador por candidatos que perderam o emprego anterior por que foram vítimas de um chefe mal intencionado ou da puxada de tapete de algum colega pernicioso. Nas entrevistas, estes candidatos relatam detalhadamente como foram prejudicados, mas por fim, não conseguem a vaga.
Entrevistadores preferem uma mentira bem contada ou uma verdade esclarecedora? A questão está na definição de “verdade”. Existem verdades factuais e existem afirmações que podem ser verdadeiras, mas que expressam opiniões pessoais.
Tomando como exemplo uma partida de futebol, o resultado numérico dela é uma verdade factual. Já a afirmação de que o time perdeu por que o juiz roubou, é um ponto de vista pessoal e discutível.
Numa entrevista, o que candidato relata ao entrevistador não é a verdade factual, é a sua versão da verdade. O responsável pela demissão certamente iria dar uma versão diferente e aí, caberia ao entrevistador, ouvir as duas verdades – a do demitido e a do chefe – e julgar quem tem razão. Isso transformaria o entrevistador numa espécie de juiz e esse não é o papel dele.
Por fim, o entrevistador tomará a decisão mais simples, ou seja, a de contratar um candidato cuja história não irá exigir todo este trabalho de detetive em busca da verdade.
A sugestão é evitar contar casos que possam ter interpretações contraditórias. É melhor o candidato dizer que houve uma reestruturação no setor em que trabalhava, o que sempre é verdade no caso de uma demissão.
Texto adaptado de Max Gehringer, exibido pela CBN em 18 de março de 2008.
Ouça aqui:



